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Assembleia de Sindicato dos Servidores Municipais termina em pancadaria

By Luiz Valério → sexta-feira, 24 de novembro de 2017
A Assembleia Geral que discutia a prestação de contas do Sitram de 2016 terminou em confusão nesta quinta-feira (23)
Uma confusão ocorrida na manhã desta quinta-feira (23) envolvendo servidores sindicalizados ao Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Boa Vista (Sitram) e seguranças contratados pela entidade acentuou a cisão entre as correntes ideológicas antagônicas que disputam a direção do sindicato. As agressões aconteceram durante a realização de uma assembleia geral convocada pela atual direção do Sitram, quando alguns associados faziam questionamentos quanto à pauta da assembleia, que tratava sobre a prestação de contas referente ao ano de 2016.

O que se vê na sequência gravada em vídeo é um segurança dando uma gravata num servidor e o derrubando no chão. Nesse momento se cria um tumulto generalizado e muitos dos presentes se envolvem na confusão, tentando acalmar os ânimos. Essa não foi a primeira vez que uma reunião realizada na sede do Sitram terminou em confusão. Durante a eleição da atual diretoria, que está sub judice, também houve tumulto e acusação de fraude ao processo eleitoral.
Uma nota de repúdio publicada pela corrente “Coletivo dos Trabalhadores em Luta”, diz que a atual direção do Sitram “de forma covarde ‘cruzou os braços’ (literalmente) diante dos ataques violentos praticados por “seguranças” contratados pela direção sindical (sem a autorização dos sindicalizados), aos presentes na reunião que solicitaram apenas o direito ao uso da fala para questionamentos e indagações no que se refere à pauta em debate: Prestação de contas 2016.1 e 2016.2.”.

Os opositores da presidente do Sitram, Sueli Cardozo, disseram que somente depois que a direção do sindicato conseguiu aprovar sua prestação de contas é que foi liberado o uso da fala para algumas pessoas. “Repudiamos qualquer tipo de perseguição imposta por qualquer pessoa ou instituição que esteja fora do debate envolvendo o Sitram. Por outro lado, dizemos ser perseguidora e aética a atitude de alguns membros da diretoria que se dão o “prazer” de investigar a vida funcional e laboral de sindicalizados no intuito de intimidar e servir de “arapongas” a serviço do sistema”, acusou o “Coletivo dos Trabalhadores em Luta”.

Também em nota enviada à imprensa, a direção do Sitram diz a Assembleia Ordinária foi convocada com dez dias de antecedência em obediência ao estatuto sindical da entidade. Em relação aos questionamentos da oposição à atual diretoria, o Sitram diz que a assembleia foi feita de acordo “com o que estabelece o estatuto social da entidade”.

A nota afirma ainda que “a diretoria está à disposição para qualquer outro esclarecimento e pede atenção dos servidores para qualquer difamação da atual gestão e do Sindicato feita pela oposição que tenta a todo custo impedir a realização das assembleias com ordem como sempre foi.

Numa segunda nota encaminhada aos meios de comunicação, a diretoria do Sitram afirma “que o vídeo divulgado pelos opositores à atual direção do sindicato foi manipulado. De acordo com a nota, no “vídeo gravado minutos antes do vídeo manipulado e divulgado nas redes sociais pela oposição da atual diretoria, intitulada Renova Sitram, é possível ver que associados do grupo opositor iniciaram o tumulto”.

A direção do Sitram diz que o vídeo mostra que “os sindicalizados tentam invadir a mesa da diretoria para impedir o andamento dos trabalhos e os seguranças apenas fazem uma proteção”. “De repente, eles (seguranças) são provocados, empurrados e chutados por estes associados”, defende o comunicado oficial.


 Leia a íntegra da nota de repúdio:
Leia a íntegra da nota do Sitram:
Neste vídeo gravado minutos antes do vídeo manipulado e divulgado nas redes sociais pela oposição da atual diretoria, intitulada Renova Sitram, é possível ver que associados do grupo opositor iniciaram o tumulto. Nas imagens, eles tentam invadir a mesa da diretoria para impedir o andamento dos trabalhos e os seguranças apenas fazem uma proteção. De repente, eles (seguranças) são provocados, empurrados e chutados por estes associados. No mesmo vídeo é possível ver de outro ângulo quando o segurança chega para separar o conflito segurando o servidor por trás sem feri-lo, na tentativa de parar a confusão. Surpreendido, ele é derrubado e logo em seguida chutado pelos servidores.

Em Roraima, Progressistas pode se juntar ao PSDB e deixar Suely Campos 'rodada'

By Luiz Valério → quarta-feira, 22 de novembro de 2017
Já faz algum tempo que a relação de Hiran Gonçalves e a família Campos não e das melhores, apesar das aparências
A cada dia que passa, os movimentos partidários apontam para alguns esboços de possíveis definições visando ao pleito do próximo ano. Um desses desenhos do que está por vir foi traçado na segunda-feira (20) pelo presidente regional do Progressistas (ex-PP), deputado federal Hiran Gonçalves. Numa postagem no Facebook, em que aparece abraçado com ex-governador José de Anchieta (PSDB), Hiran deu um recado curto e grosso à governadora Suely Campos. No post, o presidente do Progressistas fala em novas composições e deixa transparecer que deverá marchar com Anchieta numa aliança partidária para o pleito vindouro.

Já faz algum tempo que Hiran Gonçalves mede forças com a família Campos, mais precisamente com a governadora, quando articulou para assumir a presidência do partido e depois se negou a “entregar” a sigla ao comando de Suely. Aqui mesmo no blog eu escrevi que Hiran bateu o pé e fez de tudo para ficar na presidência do então PP. Depois, deixou claro que a governadora estava livre para buscar outro partido, se assim o quisesse. Para ficar no ex-PP, ela tinha que aceitar deixar o partido sob o seu comando. Agora, surge essa, digamos, novidade em que Hiran Gonçalves se abraça a José de Anchieta e fala em “novas composições que possibilitem enfrentar os desafios que são gigantescos”.

Como se sabe, Anchieta é o segundo colocado nas pesquisas de intenção de votos para a disputa do Palácio Senador Hélio Campos, em 2018, apesar de hoje estar em situação de inelegibilidade, devido às sucessivas cassações sofridas em 2011, quando foi acusado de compra de votos. Nós assistimos àquele filme tenebroso: mesmo cassado de forma sucessiva, José de Anchieta conseguiu terminar o seu mandato à frente do Governo de Roraima e ainda se candidatou a senador em 2014.

No post, Hiran ainda fala solta algumas farpas contra o discurso do atual governo, afirmando que “o povo está cansado da política do vale tudo, do nós contra eles. É preciso construir caminhos alternativos, novas formas de encarar os problemas, novas composições que possibilitem enfrentar os desafios que são gigantescos”. É ou não é um indício de que a porta de saída do Progressistas está sendo apontada para Suely de forma explícita pelo presidente da sigla?

Confira o post de Hiran Gonçalves abaixo:

Sem receber recursos, prefeito de São Luiz fica sem ter como quitar despesas de vaquejada

By Luiz Valério → terça-feira, 21 de novembro de 2017
Todos os gastos feitos pelo prefeito James Batista para promover a Vaquejada de São Luiz estão em aberto por falta de recursos. O gestor agora corre da sala para cozinha em busca de dinheiro para quitar os compromissos
Hoje eu recebi mais uma queixa dos conselheiros tutelares de São Luiz, município do Sul de Roraima, sobre suposto descaso do prefeito James Batista para com o órgão.

Os membros do Conselho Tutelar daquele município aguardavam até a manhã desta terça-feira (21) a liberação de diárias e passagens para se deslocarem para Boa Vista, onde participariam de um encontro que discute questões relativas ao trabalho em defesa dos direitos das crianças e adolescentes.

Acabei esbarrando com o prefeito James na Assembleia Legislativa e tentei conversar com ele sobre o assunto, mas me deparei com um gestor completamente transtornado pela falta de recursos para cumprir com compromissos assumidos, quando da realização da 21ª Vaquejada e 10ª Feira de Agronegócios.

A situação que me foi relatada por James Batista foi a seguinte: ele realizou a Vaquejada de São Luiz com a previsão de um orçamento de R$ 300 mil. Metade deste dinheiro viria de um convênio com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Os outros R$ 150 mil seriam repassados pelo Governo do Estado de Roraima.

Tendo essas promessas de apoio financeiro, o gestor programou a festa de vaquejada com uma premiação de R$ 70 mil só para as provas com animais. Houve ainda premiação para provas de motocross e bicicross. James ainda contratou manutenção de currais por R$ 30 mil, e se comprometeu com mais R$ 40 mil de passagens para a banda que animou a festa, além da premiação de Rainha da Vaquejada entre outras despesas.

Pois bem. Às vésperas de assinar o convênio com o MAPA, a Prefeitura de São Luiz entrou no cadastro de inadimplentes do Governo Federal, ficando impedida de receber os recursos. Para completar a situação, até agora o Governo de Roraima não liberou um centavo sequer para a prefeitura quitar as despesas decorrentes da vaquejada.

“Meu, amigo, eu estou em vias desespero, pois não tenho como pagar a ninguém”, disse James Batista, com franqueza. Ele contou que estava correndo da sala para a cozinha em busca de conseguir dinheiro emprestado para tentar pagar algumas despesas. “Eu não sei mais o que fazer”, disse ele. A situação de James Batista deve se complicar ainda mais. Com a prefeitura inadimplente, ele contou ter recorrido à justiça para ter o direito de receber os recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Caso não obtenha êxito nessa empreitada - disse o prefeito - não terá sequer como pagar o salário dos servidores. Outra situação que o aflige é que se aproxima o dia de pagar o décimo terceiro salário dos servidores municipais. O gestor se mostrava aflito com tantos problemas para resover.

“Luiz, você acha que eu iria me indispor com o Conselho Tutelar por causa de passagens e diárias para Boa Vista? O problema é que tudo o pessoal leva para o lado político. Hoje eu estou preocupado com problemas muito maiores. Mas o fato é que eu não tenho como pagar diárias e passagens para ninguém. Não há dinheiro para nada. Estou atrás de conseguir dinheiro emprestado para tentar pagar aquelas pessoas que estão mais ouriçadas”, disse ele um tanto desesperado.
PS - Quando James Batista se candidatou para o cargo de prefeito de São Luiz, ele sabia da situação falimentar do município, da absoluta falta de recursos e das pendências que herdaria da gestão de Edson Leite, algumas delas ainda resquícios da sua primeira gestão à frente do município. Logo, não é novidade nenhuma que ele enfrentaria dificuldades financeiras enormes para administrar o município. Esse desespero em que ele se encontra agora era uma tragédia anunciada.

Live Direto Ao Ponto - Edição 47

By Luiz Valério →
Confira a Live #DiretoaoPonto desta terça-feira. Nela faço um apanhado geral das notícias de maior destaque do portal Folha Roraima e deste blog.

Sistema prisional de RR contabiliza 33 presos com HIV e 140 com sífilis, mas governo não vê gravidade na situação

By Luiz Valério →
Foram detectados 33 casos de detentos, homens e mulheres, com HIV nas unidades prisionais do estado
Um relatório da força-tarefa Defensoria sem Fronteiras, do Conselho Nacional de Justiça, aponta que no sistema prisional de Roraima foram detectados 33 casos de detentos, homens e mulheres, com HIV nas unidades prisionais do estado. A ção da força-tarefa foi realizada no mês de outubro e, segundo disse um dos seus participantes ao Folha Roraima, a situação é extremamente grave.

O mesmo documento revela algo em torno de 140 casos de sífilis e ainda casos de mais de duas dezenas de presos com Hepatite A e outros 20 reeducandos com Hepatite B, além de vários casos de tuberculose.

A força-tarefa constatou que os detentos na Penitenciária Agrícola do Monte Cristo, Cadeia Pública de Boa Vista, Penitenciária Feminina e na Cadeia Pública de São Luiz detectados com essas doenças estão completamente desassistidos quanto aos cuidados com sua saúde, que é de responsabilidade do estado.

Os presos que têm HIV não recebem medicamento anti-retroviral e nenhum tipo de assistência médica. Eles não têm acesso sequer a preservativos, mesmo sendo classificados como HSH (homens que fazem sexo com homens) e MSM (Mulheres que fazem sexo com mulher), mas que não se consideram homossexuais.

A situação é preocupante porque mesmo com HIV, os presos continuam se relacionando sexualmente uns com os outros, o que pode fazer com que a doença se alastre ainda mais.

Questionada pela reportagem do Folha Roraima sobre a situação dos presos e a falta de assistência à qual eles estão submetidos, a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc) disse, por meio da Secretaria de Comunicação do Governo (Secom), que a ação Justiça e Cidadania foi realizada pela

Pasta, em parceria com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), com a Defensoria sem Fronteiras e com o Tribunal de Justiça do Estado, entre outros parceiros.

“Foi justamente essa ação que possibilitou a identificação dos presos que estão na situação mencionada. Todos os detentos foram medicados e as medidas para evitar contágios foram adotadas”, afirma a nota da Sejuc. Nada foi dito sobre a resolução das falhas detectadas no sistema prisional, no tocante a assistência a assistência aos reeducandos.

A Sejuc disse que esses números representam um índice de menos de 10%, portanto fora do que seria considerado pelo Ministério da Saúde um quadro grave.

Publicado originalmente no portal Folha Roraima

Cheio de falhas e marcado por desrespeito aos artistas locais, FestMur é chamado de “fest fraude”

By Luiz Valério → segunda-feira, 20 de novembro de 2017
O Festival de Música de Rorainópolis foi chamado de "fast fraude" devido às várias irregularidades apontadas por artistas
O Festival de Música de Rorainópolis (FestMur) foi alvo de muitas críticas antes e depois da sua realização. Com um orçamento de mais de meio milhão de reais, sendo R$ 485 mil apenas para pagamento de cachê das atrações nacionais como a cantora Joelma, ex-Banda Calypso, e a Banda Magníficos, o FestMur foi alvo do protesto de um dos artistas concorrentes na sua última noite, no sábado (18), devido à desorganização e falta de respeito com os artistas locais, segundo denúncia chegada a este blogueiro. Músicos que compunham a banda que acompanhavam os candidatos desistiram de tocar por falta de pagamento.

O cantor e compositor, Ernandes Dantas, chegou a fazer um protesto no palco, na noite de sábado, em que disparou vários questionamentos e críticas à gestão do município e à empresa organizadora do FestMur pelo tratamento desrespeitoso dado aos candidatos e artistas de Rorainópolis e região.

Sentindo-se desrespeitado e humilhado, Dantas chamou o FestMur de “fest fraude”, tantas foram as falhas cometidas pelos organizadores. Ele se queixa, por exemplo, do tratamento inadequado aos artistas locais. Segundo Dantas, enquanto as atrações nacionais foram tratadas com “honra e louvor”, os artistas locais foram maltratados e desrespeitados. Segundo ele, pelo menos três membros do júri, composto por cinco pessoas, não tinham conhecimento técnico na área musical para julgar os candidatos, o que coloca em xeque a classificação final.

Mas o descaso dos organizadores para com os candidatos que se apresentaram no FestMur foi o que mais lhe causou indignação. “Não foi preparada nenhuma estrutura para acomodar os candidatos. Nem mesmo uma cadeira para sentar e água para beber nos foi oferecido. Isso é uma humilhação”. Dantas disse ainda que até por volta das 6h da manhã de domingo (19) não havia sido anunciada a classificação final.

Espectadora confirma desrespeito aos artistas


Esta versão foi confirmada por Sandra Menezes, uma das milhares de espectadoras e espectadores que assistiram o festival. Ela disse que a estrutura preparada para o festival, como palco, iluminação e som estavam muito boas, mas faltou o principal: respeito aos artistas locais.
“O que eu vi ali foi uma grande falta de respeito aos artistas da nossa cidade. Disseram que o resultado final seria anunciado depois da apresentação da Banda Magníficos, mas só foi anunciado por volta das 6h da manhã de domingo. Primeiro, anunciaram apenas três categorias, somente depois que Ernandes Dantas subiu ao palco e protestou é que anunciaram as demais categorias, mas já no domingo pela manhã. Isso é um grande desrespeito para com os artistas e com o público”, afirmou.
A falta de prioridade em relação aos artistas locais ficou evidenciada em vários momentos. Segundo Ernandes Dantas, no último dia do FestMur, os dez classificados para a grande final foram informados que teriam que se apresentar às 19h. “Um dos organizadores disse que teríamos que nos apresentar nesse horário nem que tivesse apenas um cachorro assistindo. Isso foi de um desrespeito monstruoso para conosco”, disse Dantas. Depois de os artistas protestarem, o horário foi modificado e eles se apresentaram depois das 22h.

“Nós participamos de outras edições do festival e fomos muito bem tratados. Dessa vez a organização e o tratamento dado aos artistas locais foram um desastre”, destacou. “Este ano o FestMur não deu a atenção devida aos artistas locais, que deveriam ser a prioridade do festival. O prefeito Leandro Pereira está muito mal assessorado. Para mim, o FestMur este ano foi um “fest fraude”, criticou.

Um dos finalistas do festival endossa o que disse Ernandes Dantas. Sob a condição de ter seu nome resguardado, ele contou que “a organização [do festival] não soube explicar o resultado e não mostrou em nenhum momento a avaliação dos jurados”. Mais uma vez o desrespeito aos artistas locais foi reforçada por um denunciante. “Os candidatos do VII Festmur em nenhum momento foram tratados como prioridade do evento. Não houve respeito pelos artistas por parte da comissão organizadora”, afirmou o denunciante.

Artistas reclamam de falta de pagamento


Um dos pontos das denúncias diz respeito ao não pagamento dos músicos que integraram a banda que acompanhou toda a preparação dos candidatos que concorreram no FestMur. No sábado (18), última noite da festa, os músicos decidiram que não acompanhariam mais os finalistas pelo fato de não ter recebido pelo menos 50% do seu cachê, como ocorreu com as atrações nacionais. Esse fato fez com que houvesse uma correria para providenciar outra banda para acompanhar os finalistas de forma improvisada.

O tecladista Diefson Viana, que integrou a banda que preparou os artistas nos ensaios, durante dez dias, e tocou nas duas primeiras noites do FestMur, reforçou a denúncia, afirmando que teve que voltar para Boa Vista, onde mora, sem nenhum dinheiro, pois não recebeu o pagamento conforme o que foi acordado.

“Já na madrugada do domingo, um dos organizadores do Festmur disse para mim e para o percussionista que repassaria 50% do valor, mas nós passamos o dia inteiro esperando e tivemos que voltar para casa sem receber nada”, criticou. Isso não foi tudo. Nem mesmo a alimentação prometida foi providenciada. “Nos deixaram sem comida e sem um lugar decente para ficar. Nós trabalhamos durante dez dias e nem comida eles nos deram”, disse.

A insatisfação entre os artistas que se apresentaram ou trabalharam no FestMur parece ser generalizada. O percussionista Cláudio Ramos, de Boa Vista, que também foi contratado de última hora para tocar no evento, reforçou a versão sobre o não pagamento dos artistas e o tratamento desrespeitoso dispensado aos músicos e candidatos.
“Quando eu fui chamado para tocar, me disseram que pagariam 50% do cachê na hora, pois, segundo eles, o dinheiro já estava na mão. Passados dois dias do evento, não tínhamos recebido nada. Na última noite do festival, nós nos reunimos com os organizadores do Festmur e dissemos que só iríamos tocar se nos pagassem pelo menos 50% do cachê”, contou. Assim como Diefson Viana, Cláudio voltou para Boa Vista de mãos abanando e bolso vazio.
Ele conta também que foi prometida estadia e comida para os músicos da Capital que foram tocar no festival, mas o acordo não foi cumprido. Segundo Cláudio, a comida até que foi fornecida, mas a questão da hospedagem foi problemática. “Mandaram um músico de lá nos levar para um hotel sem que nenhum dos organizadores do Festmur tenham se apresentado para falar com o dono do estabelecimento. Depois, nós ficamos recebendo cobrança sobre o pagamento das diárias”, lamentou.

O músico diz que outra questão precária foi o tratamento dado aos artistas que concorreram no festival. Eles não tinham um lugar adequado para ficar. “O camarim era destinado apenas para as atrações nacionais. Enquanto aguardavam ser chamados para se apresentar, eles esperavam sentados em caixas, atrás da estrutura de som. Até parece que o Festmur foi feito pensando apenas nos artistas de fora e não nos artistas locais”, criticou.


Prefeito diz que MinC ainda não liberou recursos

O prefeito Leandro Pereira justificou que os recursos do MinC ainda não foram liberados, mas não disse uma palavra sequer sobre a queixa acerca do desrespeito aos artistas locais
Procurado por este blogueiro, o prefeito de Rorainópolis, Leandro Pereira (PSD), disse que foi feita uma licitação para contratar uma empresa que ficou responsável pela realização do evento. Ele afirmou que a questão de pagamento é de responsabilidade da empresa contratada. O gestor disse, porém, que o Ministério da Cultura (MinC) ainda não liberou o dinheiro para pagar os artistas.
“Essa questão de liberação de recursos federais depende de fiscalização. Um fiscal do Ministério da Cultura ficou em Rorainópolis durante os três dias do FestMur para acompanhar o festival. Só depois de concretizar o evento é que os recursos são liberados”, explicou, salientando que as atrações nacionais foram pagas com dinheiro de patrocínio.
Leandro Pereira reconhece que o resultado foi divulgado “bem tarde”, mas assegurou que todas as premiações, assim como a classificação, foram anunciadas de acordo com o edital. “Eu acompanhei todo o evento, do começo ao fim, porque gosto de transparência”, disse o prefeito. “Todas as premiações foram entregues até o final do FestMur. O que eu acho é que ele [Ernandes Dantas] não ficou até o final para ver”, ironizou o prefeito. O denunciante assegura que ficou no festival até o final, por volta das 6h horas da manhã.

Apesar de questionado sobre o tratamento dispensado aos artistas locais, que reclamam de desrespeito, descaso e falta de transparência no resultado do FestMur, Leandro Pereira não ofereceu nenhuma explicação sobre o assunto. Ele tentou desqualificar o denunciante Ernandes Dantas, afirmando que o artista invadiu o palco para criticar o evento. “Ele nem ficou classificado”, desdenhou. “Eu não acho justo uma só pessoa querer queimar um evento tão bonito”, disse Leandro.

No perfil do prefeito no Facebook, as postagens relativas ao FestMur só enaltecem as atrações nacionais. Nada foi postado sobre a valorização dos artistas locais, como se pode ver abaixo:


Mais uma postagem:


Este blogueiro também ouviu Bruno Dantas, responsável pela empresa contratada para realizar o festival. Repetindo o que disse o prefeito Leandro Pereira, o empresário justificou que uma “técnica do Ministério da Cultura veio de Brasília para averiguar tudo e acompanhou o evento durante os três dias”. “Então, toda e qualquer mentira a respeito do evento não fará qualquer sentido”, disse ele. “Eu trabalho com ética, responsabilidade e compromisso com o público”, completou.

Bruno Dantas afirmou que as queixas apresentadas pelos artistas não procedem. “Eu não lido com trabalho escravo para tratar ninguém mal”, disse ele, qualificando a denúncia de factóide.

“O Ministério da Cultura não pagou até agora nenhum real do evento. Teve um atraso [na liberação dos recursos] devido aos feriados e a informação que nos foi repassada é que o dinheiro será liberado depois deste feriado [da Consciência Negra]. Como eu não recebi um real sequer e fui eu que realizei o evento, todo mundo será pago quando eu receber. Nós estamos providenciando para que o pagamento dos músicos seja feito antes mesmo do recebimento dos recursos do Ministério da Cultura”, afirmou.

Secretária de saúde de Rorainópolis é exonerada e fica sabendo pelo WhatsApp

By Luiz Valério → domingo, 19 de novembro de 2017
Foi por meio dessa mensagem que a ex-secretária Cristiane Lima ficou sabendo da sua exoneração
O prefeito de Rorainópolis, Leandro Pereira (PSD), demitiu a secretária de Saúde Cristiane Lima e anunciou seu substituto sem comunicar oficialmente a agora ex-titular da pasta. Cristiane soube da sua demissão por meio de uma mensagem de WhatsApp, quando estava no Aeroporto Internacional de Boa Vista a caminho de Brasília.

“Aí você está no aeroporto de Boa Vista indo a Brasília para um evento de secretários, recebe um print e descobre que não esta mais no cargo de secretária. A surpresa [é porque] você não foi comunicada que estava demitida. Leandro, ser líder e saber liderar e você não teve o mínimo de respeito por um funcionário seu”, desabafou Cristiane Lima.

O print de tela a que se refere Cristiane Lima é o da mensagem enviada pelo vereador Paulo Lima no grupo de WhatsApp denominado de “Amigos da Vice Joilma”. O texto da mensagem escrita pelo vereador diz o seguinte: “Seja bem-vindo nosso amigo Elson… Novo secretário de Saúde… Rorainópolis só tem a ganha (sic) com você…”.

O fato chamou a atenção dos seguidores da agora ex-secretárias nas redes sociais, que criticaram a postura do prefeito Leandro e se solidarizaram com a ex-secretária. Cristiane Lima também escreveu um post no Facebook rechaçando a forma como foi tratada. Ela diz que foi demitida do cargo de secretária por questões políticas.

Veja a postagem de desabafo da ex-secretária de saúde:

“O mínimo que esperei de você senhor prefeito Leandro foi ser comunicada pessoalmente e saiba que as pessoas têm sentimento e saber de notícias como essa através de rede social machuca”, lamentou.

A entrevista de Jalser e as verdades que ele e Jucá não queriam ouvir, mas tiveram que engolir

By Luiz Valério → sábado, 18 de novembro de 2017
Durante a entrevista que deu na 93 FM, Jalser ouviu que ele "tem uma mancha na política de Roraima" e que se for candidato a governador com o apoio de Jucá não será eleito

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jalser Renier (SD), foi entrevistado na emissora de rádio do senador Romero Jucá (PMDB) esta semana dando a entender - apesar de dizer que não - que é mesmo pré-candidato ao Governo de Roraima. Acabou tendo que ouvir algumas verdades que talvez preferisse não ter escutado.

De tanto ouvir críticas por historicamente não permitir que vozes críticas a Romero Jucá participem dos programas da emissora, os funcionários da 93 FM decidiram mudar de estratégia. Dessa vez permitiram a participação, sem filtros, dos ouvintes para agradar a Jalser e não deu outra. O que veio a seguir foi uma chuva de críticas a Jucá e ao presidente da Assembleia.

Vou repassar aqui algumas delas:

Sobre Jalser: “Todo mundo sabe do seu passado, deputado. O senhor tem uma mancha na política de Roraima que o povo não esqueceu”.

Essa fala faz alusão à condenação do presidente da Assembleia Legislativa no “caso gafanhotos” sob acusação de peculato, da qual Jalser viria a se livrar 14 anos depois, a partir de uma estranha decisão da justiça brasileira.

Mais uma: “se o senhor for candidato ao governo com o apoio de Jucá, eu não voto no senhor”. 

Aqui fica clara a aversão de parte da população à figura de Jucá, que se tornou, junto com seu PMDB, num símbolo da corrupção que assola o país.

Uma terceira: “dos dezesseis passageiros que transportei hoje em meu táxi todos afirmaram que não votariam no senhor para governo”. 

Outra: “[uma candidatura] para governo no momento é uma derrota sua”.

E mais outra: “eu não voto mais no senador Romero Jucá”.

Para finalizar: “Hoje o nome da vez é Teresa. E o nome a ser batido é José de Anchieta”, disse o ouvinte, que parece entender bastante sobre a política local.

Essa enxurrada de críticas feitas por uma só pessoa em poucos minutos resume o sentimento de repulsa de grande parte dos roraimenses em relação ao que hoje representa o senador Romero Jucá, atolado até o pescoço em denúncias de corrupção no âmbito da Operação Lava Jato.


Um pouco mais sobre as entrevistas de Jalser e Teresa


Na mesma emissora, a prefeita de Boa Vista, Teresa Surita, afirmou que se as eleições fossem hoje, ela não seria candidata. Teresa reafirmou que sua decisão sobre uma possível candidatura ao governo será tomada apenas no ano que vem.

Por sua vez, o senador Jucá repetiu mesma ladainha de que Teresa é o nome escolhido pelo seu partido para concorrer ao governo e que “ela só não será candidata se não quiser”. Os dois políticos - o senador e a prefeita - falaram de novos investimentos na capital roraimense e anunciaram a inauguração de novas obras.

Voltando à entrevista de Jalser...

Jalser, em sua fala, provocou Teresa. Disse que se ela for candidata ao governo, vai deixar um vice-prefeito desconhecido [“nem eu sei qual é o nome do vice”] e vai “mandar na prefeitura e no estado”.

Ele reconheceu Teresa como uma “excelente gestora”, mas lembrou de que ela, ao se candidatar à reeleição como prefeita, em 2016, prometeu não deixar o mandato à frente da prefeitura da capital antes do tempo.

Ao reforçar que ainda não se lançou como pré-candidato ao governo, Jalser disse que ainda é jovem e tem a seu favor algo que Teresa não tem: tempo.


Minha leitura sobre o conjunto da obra


O conjunto dessas entrevistas não lhes parece sintomático, meu caro leitor? Pois eu vou dizer a você qual pode ser a estratégia que está em andamento nos bastidores e que deverá ser adotada por Jucá e seu grupo para definir quem vai ser o candidato ao governo que poderá ajudá-lo a se reeleger como senador em 2018.

Porque para Jucá o que está em jogo e o que importa, mesmo, é a sua sobrevivência política, a manutenção do seu quinhão de poder. Pode ter certeza disso.

Não é novidade para ninguém que o grupo político de Jalser na Assembleia Legislativa não quer nem ouvir falar no nome de Teresa candidata ao governo. As falas de Jalser deixaram isso bem claro.

Sendo assim, para tentar encontrar uma saída para o abacaxi espinhento que tem nas mãos, pois não pode prescindir nem do apoio de Jalser e muito menos de Teresa, Jucá parece ter elaborado uma daquelas suas estratégias políticas mirabolantes.

Pensa-se num grande acordo entre os principais nomes que hoje aparecem nos primeiros lugares nas pesquisas de intenção de votos. Quem estiver melhor nas pesquisas até o momento de se anunciar oficialmente as candidaturas será o nome escolhido pelo grupo. O segundo colocado nas pesquisas - que hoje, surpreendentemente, é o ex-governador José de Anchieta (PSDB) - será ser escolhido como candidato a vice.

Mas isso é tudo que Jalser não quer. Outra frase sua resume bem seu pensamento: “Não é Anchieta que é forte. É a governadora Suely que é muito fraca”.

O que ocorre é que Jalser diz que não se anunciou como candidato ao governo, mas faz de tudo nos bastidores para se qualificar perante os seus como tal.

O fato é que às peças do xadrez político local estão em movimento. Se o eleitor não ficar atento, corre o risco de levar um xeque-mate eleitoral e ficar reclamando, novamente, por mais quatro anos.

A estratégia de Jalser para viabilizar sua candidatura ao governo e seus soldados políticos bem mandados

By Luiz Valério → sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Jalser articula nos bastidores vários movimentos que visam criar as condições para sua candidatura ao Governo de Roraima
Que o deputado Jalser Renier (SD) pretende se candidatar ao Governo de Roraima disso todo já sabe.

O que algumas pessoas podem ainda não saber (será?) é que está em andamento uma estratégia de aliados do presidente da Assembleia Legislativa, que se desenrola nos bastidores, com o objetivo de tentar criar as condições necessárias para parir essa candidatura. E para isso, Jalser usa sem pudores os recursos da Assembleia Legislativa.

Figuras políticas próximas a Jalser, inclusive ex-deputados, afirmam que o presidente da Assembleia Legislativa estaria vacilante quanto a essa candidatura ao palácio Senador Hélio Campos. Isso porque a candidatura dele ao governo depende da não candidatura de Teresa Surita.

Aliás, a configuração da próxima campanha eleitoral vai depender muito dessa decisão de Jalser: se ele vai concorrer ao governo ou se vai sair candidato à reeleição. Eu digo, porém, que a configuração do pleito de 2018 aqui em Roraima vai depender principalmente da decisão de Teresa, de concorrer ou não ao governo.

Sabe-se que  Jalser reuniu um grupo bastante significativo de correligionários e simpatizantes ao seu projeto, sejam eles ex-deputados estaduais, ex-deputados federais e ex-vereadores para tentar dar sustentação a uma possível candidatura sua o governo.

Muitos desses nomes admitem que vão decidir se candidatar ou não a cargos na Assembleia Legislativa na Câmara dos Deputados, dependendo do rumo político que Jalser resolver tomar.

Por esses dias, eu ouvi um ex-deputado estadual dizendo que não tem interesse em se candidatar a nenhum cargo eletivo, mas se Jalser for candidato ao governo ele estaria disposto a encarar uma nova disputa eleitoral para Assembleia Legislativa com o único objetivo de reforçar o projeto de Jalser. Fazer número, atrair votos para seu líder.

Outro ex-deputado chegou a dizer que caso Jalser se candidate ao governo, ele até está disposto a encarar uma candidatura a deputado federal também para ajudar na campanha do "menino de ouro".

O fato é que a configuração da campanha eleitoral do próximo ano para governo vai depender principalmente do que vir a decidir a prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (PMDB). Mas uma possível candidatura de Jalser ao governo depende completamente se Tereza será candidata ou não. Caso Teresa se decida por concorrer ao governo, o sonho de Jalser terá que ser adiado.

Por isso, a estratégia de Jalser é tentar fazer com que Teresa não saia candidata, tentar desestabilizá-la, pois, assim, ele seria um nome possível de ser escolhido por Romero Jucá (PMDB) para concorrer ao governo estadual.

PMDB abre a temporada de suruba política e libera geral para coligações regionais

By Luiz Valério → domingo, 5 de novembro de 2017
Jucá liberou o PMDB nos estados para fazer as coligações que bem entender, inclusive com o PT
Com a imagem e o nome mais sujos do que privada de banheiro público, o PMDB decidiu liberar as coligações regionais da sigla com quem os diretórios estaduais bem quiserem e entenderem. Está aberta a temporada de promiscuidade eleitoral. A suruba partidária vai começar! De acordo com o senador Romero Jucá (PMDB-RR), presidente nacional do partido e phD em suruba política, segundo suas próprias palavras, o partido mais fisiológico da história do Brasil vai poder, inclusive, se coligar com o PT em pelo menos seis capitais.

Ué, mas o PT não representa o símbolo do atraso político e da corrupção que mergulhou o Brasil na crise econômica e política que vivemos no País, segundo os peemedebistas igualmente corruptos? Não foi por isso que fizeram o impeachment de ex-presidente Dilma Rousseff? O PMDB de Jucá, tão corrupto quanto o PT, sabe que não terá grandes chances nas próximas eleições se marchar sozinho ou aliado com siglas menores. Políticos peemedebistas sobre os quais pairam toneladas de denúncias de corrupção, como, novamente, é o caso de Jucá, estão cientes que se não se escorarem em partidos que ainda têm algum resquício de apelo popular como o PT, estarão fadados ao fracasso no próximo pleito.

Jucá e seu PMDB estão dando um abraço de afogados no PT. Porque apenas o ex-presidente Lula ainda guarda alguma popularidade real na sigla da estrela. O PT, assim como o PMDB, se transformou no símbolo de atraso político e da corrupção. Tanto é assim, que muitos petistas já abandonaram e ainda vão abandonar o partido, tão logo seja aberta a janela partidária no próximo ano. PMDB e PT são sinônimos de bandalheira e da falta de honestidade política.

Mas, sob a justificativa de que cada estado tem uma realidade diferente, Jucá liberou geral para que seu partido, que em breve se chamará apenas MBD, extirpando o P da sua denominação, possa fazer as alianças mais bizarras quanto possível. Essa é mais uma demonstração da total incoerência dessa sigla que representa o atraso político do nosso País. Para o PMDB, o PT é corrupto o suficiente para ser apeado do poder, mas extremamente útil para tentar salvá-lo da ameaça de naufrágio eleitoral em 2018.

Aliás, essa mudança de nome de PMDB para MDB, retornando à denominação que deu origem à sigla, não significa nenhuma mudança real no modus operandi da legenda. O caciques peemedebistas continuarão os mesmos. Na liderança do PMDB vão continuar às mesmas cabeças, às mesmas figuras que hoje têm seu nome mergulhado na lama putrefata da corrupção. Como em tudo na política brasileira atual, o PMDB vai mudar para continuar exatamente igual. Exalando o mesmo cheiro de “coisa estragada” que sopra rumo às nossas narinas, vindo de Brasília.