Fatos que a Operação Bastilha não revelou

By Luiz Valério segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Meus leitores queridos, estou de volta.

Desde a última quinta-feira (27) me embrenhei em viagens pelo interior de Roraima. Isso quer dizer que fiquei sem acesso à internet, pois se a conexão já é precária aqui na capital, Boa Vista, o que dizer das cidades interioranas. Por isso não atualizo o blog desde então.
Mas volto hoje com um comentário apimentado. Conversei nesse período de viagens com um ex-diretor da Penitenciária Agrícola do Monte Cristo sobre a "Operação Bastilha", da Polícia Federal, na qual foram presos ex-diretores e agentes carcerários envolvidos no crime organizado que possibilitava a ação de traficantes e matadores dentro daquele presídio.
O ex-diretor, que não pode ser identificado, disse que boa parte do que acontece de errado na Penitenciária Agrícola tem a ver com a "briga" de coronéis pelo poder. Ele chegou a afirmar que algumas fugas ocorridas (e como ão frequentes fugas em massa na PA!!!) são, muitas vezes, permitidas e até articuladas por "forças ocultas" da Polícia Militar para desestabilizar o diretor que não contar com a simpatia e apoio de alguns detendores de alta patente da corporação.
O diretor em questão disse ser incomum a disputa que há entre coronéis da PM pelo comando da Secretaria de Justiça, um cargo civil. Ele afirmou existir uma disputa entre os coronéis militares do ex-Território e os coronéis da Polícia Militar do Estado, o que resulta em prejuízos tanto para as corporações, quanto para a sociedade e para o sistema carcerário roraimense. "Te digo que a coisa está feia e ainda pode haver crimes por causa dessa situação".

Como se pode perceber pelas afirmações, não se trata de falatório de qualquer um. São afirmações de quem já esteve fez parte do sistema e sabe exatamente do que está falando. As autoridades locais, a Comissão de Direitos Humanos e o MInistério Público devem ficar de olho. Afinal, mesmo bandidos não poder ser mortos sumariamente apenas devido a projetos de poder pessoal de um ou de outro.
Luiz Valério

Sou Jornalista e blogueiro. Há 20 anos cubro o mundo político, boa parte desse tempo escrevendo em blogs na Web. Moro em Roraima há 15 anos. Já desenvolvi vários projetos na área do jornalismo. Apaixonado por tecnologia, tenho especialização na Área. Agora nos encontramos por aqui.

2 comentários to ''Fatos que a Operação Bastilha não revelou"

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  1. O SISITEMA QUE MATA
    Na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo tudo continua como antes, albergados se misturam com presos do regime fechado, etc, demonstrando que nada levou a lugar nenhum.
    Enquanto a cúpula do Governo, junto com Ministério Público, fez promessas de beneficiar presos em troca de falsos testemunhos para assim desencadear uma Operação, com fito de justificar as mazelas de um Sistema congelado há mais de 20 anos, em vez de reconhecer que o caminho a frente será cheio de buracos e que é difícil tirar proveitos dos obstáculos a não ser sofrer por causas deles. Diante dessa persistência em não cumprir com a lei de execução penal, que assim vem favorecendo alguns presos a continuar no mundo do crime, mesmo encarcerado.
    No entanto, após a “Operação Bastilha”, onde várias pessoas foram presas com base nesses depoimentos, negociados com estas “autoridades” que progressão de regime, cestas básicas, salário família, entre outras recompensas. Com isso, prenderam várias pessoas inocentes, mais esqueceram que o arcaico Sistema Prisional continua na mesma falência.
    Sempre propiciando aos traficantes que controlam a criminalidade no Estado, continuar com os crimes por eles praticados, que é o tráfico e execução daqueles que de alguma forma tentam atrapalhar a maneira deles ganhar dinheiro fácil, além de ser conhecido mundialmente o poder do tráfico, ultimamente tem sido estampado nas páginas de jornais vinculante na capital, demonstrando que após a “Operação Bastilhas” as mortes na Penitenciária Agrícola – P. A. continuaram em 2009, após a Operação Bastilha dentro da P. A. foram mortos Jaime Ribeiro de Medeiros, Edvaldo Lima Batista, Gilberto Cardoso de Carvalho e Ricardo Sousa Pereira, e quando, lá dentro deu uma trégua, na cidade as mortes aumentaram, sendo a maioria das vítimas, pessoas que faziam parte do Sistema Prisional, isto é, eram ex-presidiários e ou albergados, casos como da Maria Elizabete (Caboca Bete), Marcelo Jonathan Lima Lira (Marcelo Rato) e da Gracinéia Rodrigues dos Santos (Neca), Robson Cezar (Brilhoso) e do próprio pistoleiro Haroldo Marques da Costa (Cabeção). Essas pessoas pertenciam ao Sistema Prisional e foram executadas por causa do tráfico, onde até um Juiz hoje faz parte da lista das próximas vítimas dos traficantes.
    Que a sociedade fique sabendo de onde vêm tantas atrocidades praticadas nesse Estado!!!

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  2. Jairo Julio O Cawboy8 de abril de 2010 21:19

    O SISITEMA QUE MATA
    Na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo tudo continua como antes, albergados se misturam com presos do regime fechado, etc, demonstrando que nada levou a lugar nenhum.
    Enquanto a cúpula do Governo, junto com Ministério Público, fez promessas de beneficiar presos em troca de falsos testemunhos para assim desencadear uma Operação, com fito de justificar as mazelas de um Sistema congelado há mais de 20 anos, em vez de reconhecer que o caminho a frente será cheio de buracos e que é difícil tirar proveitos dos obstáculos a não ser sofrer por causas deles. Diante dessa persistência em não cumprir com a lei de execução penal, que assim vem favorecendo alguns presos a continuar no mundo do crime, mesmo encarcerado.
    No entanto, após a “Operação Bastilha”, onde várias pessoas foram presas com base nesses depoimentos, negociados com estas “autoridades” que progressão de regime, cestas básicas, salário família, entre outras recompensas. Com isso, prenderam várias pessoas inocentes, mais esqueceram que o arcaico Sistema Prisional continua na mesma falência.
    Sempre propiciando aos traficantes que controlam a criminalidade no Estado, continuar com os crimes por eles praticados, que é o tráfico e execução daqueles que de alguma forma tentam atrapalhar a maneira deles ganharem dinheiro fácil, além de ser conhecido mundialmente o poder do tráfico, ultimamente tem sido estampado nas páginas de jornais vinculante na capital, demonstrando que após a “Operação Bastilhas” as mortes na Penitenciária Agrícola – PA continuaram em 2009, após a Operação Bastilha.
    Dentro da PA foram mortos Jaime Ribeiro de Medeiros, Edvaldo Lima Batista, Gilberto Cardoso de Carvalho e Ricardo Sousa Pereira, e quando, lá dentro deu uma trégua, na cidade as mortes aumentaram, sendo a maioria das vítimas, pessoas que faziam parte do Sistema Prisional, isto é, eram ex-presidiários e ou albergados, casos como da Maria Elizabete (Caboca Bete), Marcelo Jonathan Lima Lira (Marcelo Rato) e da Gracinéia Rodrigues dos Santos (Neca), Robson Cezar (Brilhoso) e do próprio pistoleiro Haroldo Marques da Costa (Cabeção). Essas pessoas pertenciam ao Sistema Prisional e foram executadas por causa do tráfico, onde até um Juiz hoje faz parte da lista das próximas vítimas dos traficantes.
    Que a sociedade fique sabendo de onde vêm tantas atrocidades praticadas nesse Estado!!!
    De Jairo Julio de Morais (Cowboy)

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