Boa tarde meus @migos,

Eu conversava agora há pouco com um amigo jornalista sobre a conjuntura política atual de Roraima e o que ainda pode acontecer daqui para frente. E chegamos à conclusão que ainda há uma enxurrada de acontecimentos que devem rolar por baixo da ponte.

Analisamos o seguinte quadro: o deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa, Mecias de Jesus (PR) foi à imprensa negar a sua desistência de concorrer ao Senado, mas isso [a desistência] é plenamente possível de ocorrer. Por quê? Primeiro, porque o deputado federal Neudo Campos (PP) pode vir a ser impedido de disputar a eleição ao governo. Como assim? Se o deputado estadual Jalser Renier (DEM) foi condenado pela Justiça Federal devido à sua participação em “Um governo infestado de gafanhotos”, Neudo, que era o comandante da tropa naquela época, também corre o risco de condenação. Aí a sua candidatura ao Governo de Roraima vai por água a baixo.

Nesse caso, Macias de Jesus poderia tentar se credenciar como possível candidato ao governo em substituição a Neudo. Aí surge um novo questionamento: ele tem dinheiro para sustentar uma candidatura? Eu não duvido que tenha. Mas, será que a Justiça Eleitoral vai deixar correr solto o uso abusivo de dinheiro? E de onde viria tanto dinheiro para turbinar uma candidatura alternativa ao governo contra a máquina administrativa que trabalha a todo vapor pela reeleição do atual mandatário? Quem vai bancar? São questões que só o tempo e as articulações de bastidores vão responder.


Tão logo retornei de viagem, recebi como primeira notícia do mundo político roraimense a possível desistência de Mecias à sua candidatura ao senado. Eu creio muito naquele ditado que diz que onde há fumaça, há fogo. Fiquei sabendo que Mecias de Jesus já admitiu a jornalistas que, caso não possa sair [ou não tenha como sair] candidato ao Senado, concorrerá à reeleição. Nesse caso, Mecias permaneceria no grupo governista [ele estava praticamente certo com Neudo Campos: o deputado "pepista" como candidato ao governo e ele, Mecias, ao Senado] e receberia a garantia do governador José de Anchieta Júnior de que teria a sua reeleição como presidente da Assembléia Legislativa assegurada.

Aí teria iníco o trabalho de construção da sua candidatura ao Governo do Estado para as eleições de 2014, quando o governador Anchieta Júnior terminaria [ou terminará, a depender do resultado das urnas] o seu segundo mandato e, assim, não poderia mais concorrer ao cargo novamente. A princípio, tudo isso são conjecturas, mas todas plenamente plausíveis.

Sabemos todos que a política é como uma nuvem no céu, uma hora apresenta uma configuração para logo em seguida assumir nova forma, totalmente diversa da anterior.

Sendo assim, nos resta apenas esperar para ver quais serão as definições que surgirão. Mas guardem bem a linha de raciocínio apresentada acima.

Você discorda do meu raciocínio? Diga porque nos comentários.

Grande abraço a todos!
Luiz Valério

Sou Jornalista e blogueiro. Há 20 anos cubro o mundo político, boa parte desse tempo escrevendo em blogs na Web. Moro em Roraima há 15 anos. Já desenvolvi vários projetos na área do jornalismo. Apaixonado por tecnologia, tenho especialização na Área. Agora nos encontramos por aqui.

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