Um olhar estrangeiro sobre Roraima

By Luiz Valério segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
O jornalista e publicitário Alfredo Fedrizzi, que escreve o blog Todomundo, do portal gaúcho ClicRBS, está na região. Vai subir o Monte Roraima junto com uma equipe de mais 19 turistas e dois guias. Fedrizzi documentou a sua passagem por Boa Vista em posts intitulados: Uma capital no fim do mundo, Terra dos tamanduás, Alguma coisa de bonito na cidade, A máfia dos lotações, entre outros.


Nesse último post é que concordo inteiramente com o jornalista gaúcho. Eis o texto:

"Pergunto para moradores daqui qual a diferença entre taxis e lotações, já que vejo que são carros iguais uns aos outros. Só muda o que está escrito na porta. Até a cor branca é a mesma para todos. Eles dizem: taxi vai pra qualquer lugar, lotação tem trajetos fixos, e circulam com mais pessoas. Cobram R$ 2,50 por pessoa. Estranho. E os ônibus, pergunto? Quase não existem Não conseguem se sustentar, pois as lotações tomam conta de tudo. E a autoridade pública serve pra que?".

Absolutamente certo.


Abaixo, reproduzo outro post, Uma capital no fim do mundo, onde ele exprime o seu desencanto com a cidade. Não concordo com tudo o que ele diz, evidentemente. Mas não há como negar que ele tem razão em alguns pontos.

"Talvez os moradores de lá não gostem de um chamar a cidade deles assim. Mas nos dois dias em que fiquei em Boa Vista, vi pouca coisa interessante. A economia gira em torno do funcionalismo público. Quando sai pagamento, o comércio vai bem. Poucas pessoas nas ruas, prédios públicos novos mas de muito mal gosto arquitetônico, pra não dizer bregas. E muitos superdimensionados. Será que foi pra custarem mais caro e alguém ganhar em cima? Na beira do rio, chamado de Branco, fizeram uma coisa grotesca: colunas de concreto enormes, pra fazer uma praça suspensa. Muito concreto na beira do rio. Ali funcionam alguns restaurantes e um centro de artesanato. 


Circulei e não consegui achar nada bonito, que valesse a pena comprar. Por que não olham pra cultura regional, juntar isso com habilidades manuais da população e fazer algo autêntico e que interesse aos turistas? Quem sabe chamam a minha amiga Heloisa Crocco, artista e designer, que sabe muito fazer projetos para desenvolver um artesanato criativo?".


Sei que muita gente vai se sentir ofendida com as obervações do forasteiro [é assim que chamam todos aqueles que vêm de fora e fazem observações sinceras sobre Roraima]. Mas fazer o quê? Vivemos numa democracia onde gozamos do livre direito de dizer. Que maravilha que é isso!
Luiz Valério

Sou Jornalista e blogueiro. Há 20 anos cubro o mundo político, boa parte desse tempo escrevendo em blogs na Web. Moro em Roraima há 15 anos. Já desenvolvi vários projetos na área do jornalismo. Apaixonado por tecnologia, tenho especialização na Área. Agora nos encontramos por aqui.

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