Os grupos de extermínio estão voltando?

By Luiz Valério sábado, 27 de março de 2010

A reportagem que produzi esta semana para o jornal Monte Roraima tenta responder ao seguinte questionamento: os grupos de extermínio estão voltando a agir em Roraima? Isso é, se eles alguma vez deixaram de existir. A pauta foi amplamente discutida com o editor-chefe Amílcar Júnior e eu caí em campo para coletar dados, números, declarações e relembrar casos recentes e antigos de execuções que fizeram com que esse questionamento ressurgisse na imprensa. Eu ouvi a OAB, a direção do Centro de Migração e Direitos Humanos, policiais que oupam postos de comando [pelo menos tentei], suas assessorias e fui buscar em meu arquivo informações sobre a Operação Bastilha que desbaratou um grupo que comandava o crime organizado no sistema prisional de Roraima, denominado de Primeiro Comando da Maioria, cuja inspiração são o PCC, de São Paulo, e o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro.

Cúpula da Segurança Pública de Roraima e do Ministério Público falam sobre a operação 

Cúpula da Segurança Pública de Roraima e do Ministério Público falam sobre a operação (2009)

A introdução da matéria ficou assim:

Maria Elizabete da Rocha (Caboca Bete), Gracineia Rodrigues dos Santos (Neca), Marcelo Jonathan Lira, Marcelo Pereira da Silva (Ratinho), Diego Carvalho de Azevedo e um desconhecido de cerca de 40 anos, encontrado carbonizado a cerca de 20 quilômetros de Boa Vista. Essas eram pessoas ligadas de alguma forma ao mundo do crime, que foram executadas sumariamente nos últimos quatro meses em Roraima, aumentando ainda mais as estatísticas da violência no estado. Até agora nenhuma explicação foi dada para os casos pelas autoridades. Entidades que trabalham com a defesa dos Direitos Humanos, como a Ordem dos Advogados do Brasil (Seccional de Roraima) e o Centro de Migração e Direitos Humanos (CMDH) não descartam, no entanto, a possibilidade de elas terem sido vítimas de grupos de extermínio.

A execução de detentos fugitivos passou a ser uma situação corriqueira em Roraima. Até bem pouco tempo, as mortes ocorriam dentro das unidades prisionais. Em 2009, por exemplo, a Operação Bastilha também conhecida como “Operação São Ricardo de Noblat” (padroeiro dos detentos) resultou no desbaratamento do grupo denominado de “Primeiro Comando da Maioria” que liderava o crime organizado do sistema prisional roraimense. A ação conjunta do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil investigou o assassinato de pelo menos 11 detentos na Penitenciária Agrícola do Monte Cristo, a maioria por enforcamento.

O material completo você lê da edição do Monte Roraima que estará nas bancas a partir deste sábado (27).

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Luiz Valério

Sou Jornalista e blogueiro. Há 20 anos cubro o mundo político, boa parte desse tempo escrevendo em blogs na Web. Moro em Roraima há 15 anos. Já desenvolvi vários projetos na área do jornalismo. Apaixonado por tecnologia, tenho especialização na Área. Agora nos encontramos por aqui.

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