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Pesquisa IBOPE aponta empate técnico entre Anchieta e Neudo

By Luiz Valério → sexta-feira, 30 de julho de 2010
Saiu o resultado da pesquisa IBOPE realizada em Roraima para medir a preferência do eleitorado quanto aos candidatos majoritários.

De acordo com informações obtidas junto à Assessoria de Comunicação do comitê do candidato progressista ao governo, Neudo Campos (PP), o resultado da pesquisa estimulada teria apontado um empate técnico entre o governador Anchieta Júnior e seu principal opositor: 41 a 41.

O resultado da sondagem espontânea não foi revelado.

Em nota despachada agora há pouco pela sua Assessoria de Comunicação, Neudo Campos diz que “a pesquisa Ibope não traduz a realidade que se vê nas ruas, mas que considera os números positivos”.

Neudo disse ainda que sofreu “ataques intensivos da oposição” afirmando que ele não seria candidato e mesmo assim, conseguiu um empate técnico na pesquisa.

“Agora que sou comprovadamente candidato e que realmente minha campanha vai começar, os números da pesquisa vão aumentar cada vez mais e vou vencer no primeiro turno", disse.

Uma questão pequena que nem ata nem desata

By Luiz Valério → quinta-feira, 29 de julho de 2010

Meus @migos,

[1] Hoje houve um ligeiro desentendimento sobre o tempo gasto com leitura de ata entre o desembargador Ricardo Oliveira, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), e o desembargador Robério Nunes.

[2] Robério criticou a perda de tempo com a leitura prolonga prolongada da ata.

[3] Ricardo Oliveira respondeu de forma ríspida que o vício da leitura da ata vem desde o mandato de Robério Nunes como presidente daquela Corte.

[4] Não satisfeito com a resposta, o ex-presidente do TRE disse que na sua gestão havia leitura de ata, mas não havia ocorrência de atas com erros.

[5] Questionado por este blogueiro sobre o desentendimento com seu companheiro de Corte, o desembargador Ricardo Oliveira disse tratar-se de “coisas pequenas”.

[6] De acordo com o Presidente do TRE, ata é “uma coisa desimportante”.

[7] Depois, disse está tudo na perfeita paz e harmonia entre os desembargadores e que em todas as cortes judiciais há divergências.

[8] Ricardo Oliveira afirmou ainda que o TRE está totalmente preparado para gerenciar as eleições de 3 de outubro.

[9] Sobre o atraso no julgamento dos pedidos de registro de candidatura e das ações de impugnação, o presidente do TRE disse que a culpa é dos partidos, que não cumpriram os prazos dados para a entrega das certidões exigidas pela Justiça Eleitoral.

[10] Na segunda-feira (2 de agosto), segundo ele, os processos todos começam a ser julgados.

Sobre camaleões e filhotes

By Luiz Valério →
Em período de campanha eleitoral, nós, jornalistas, recebemos um monte de lixo virtual em forma de email sobre ações dos candidatos que querem aparecer de todas as formas. Logo, ações corriqueiras, vulgares até, como visita a bairros, assinaturas de convênios etc., são transformados em textos que vão parar direto na lixeira do meu notebook. Agora há pouco recebi um release falando sobre a visita que o senador e candidato à reeleição Romero Jucá (PMDB) fez aos bairros Silvio Leite, Buritis, Jardim Primavera e Olímpico receberam na terça (27) e quarta (28). O release, desprovido de conteúdo útil, informa [oh, quanto interesse público tem isso?!!!!] que Jucá, junto com seu pupilo Rodrigo Jucá, candidato a deputado estadual, "foram recebidos com muito carinho pela população, em reconhecimento pelos trabalhos prestados ao estado".  E aqui, cabe perguntar: qual foi mesmo o trabalho prestado a Roraima por Rodrigo Jucá, além de arrancar alguns suspiros das moçoilas mais afoitas? Já o camaleônico Romero Jucá aproveitou sua visita para afirmar que é “um grande parceiro da prefeitura de Boa Vista, trago recursos para toda cidade. E todos os 14 municípios do interior, independente de grupo político, todos receberam recursos trazidos por mim". Esse é o estilo Jucá de ser. Ele busca fazer crer numa quase onipotência e que todos "dependem" dele. Logo, nessa época de caça aos eleitores, o líder do governo no Senado vai sair alardeando seus feitos por todo o estado, na tentativa de conseguir convencer o eleitor a lhe dar mais oito anos de mandato e quem sabe, permitir que ele tente se habilitar novamente ao cargo de líder do governo novamente, não importando as cores partidárias de quem esteja sentado no "trono" Palácio do Planalto. Isso porque, mudar de cor e de posicionamento político é com ele mesmo. Que o digam FHC e Lula.

TRE multa candidato a senador em R$ 5 mil por propaganda antecipada

By Luiz Valério → quarta-feira, 28 de julho de 2010
O médico oftalmologista Hiran Gonçalves, candidato ao Senado pelo PHS, foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE/RR) por propaganda eleitoral antecipada. Acatando ao pedido da Procuradoria Regional Eleitoral em Roraima (PRE/RR), a Justiça Eleitoral condenou o réu ao pagamento de multa no valor de R$ 25 mil.

Na representação, Hiran Gonçalves foi acusado de veiculação indevida de propaganda, quando, no final de ano passado, o réu afixou outdoor na capital, em rodovias federais, bem como no interior do Estado e na periferia da cidade de Boa Vista, a qual tinha objetivo exclusivo de fixar a imagem do candidato junto eleitorado roraimense.

Para o procurador da regional eleitoral Leonardo de Faria Galiano “com o julgamento desse caso, ficou demonstrada a inadmissibilidade de veiculação de qualquer propaganda antes do período permitido na lei. Então a observância da legislação eleitoral foi ressaltada, reforçada e defendida por esse posicionamento da Corte Eleitoral”, disse.

Galiano destacou ainda que a legislação eleitoral é incisiva com relação a propaganda antecipada “a absoluta proibição prevista na leil, independente do período ser anterior ou durante o pleito eleitoral, independente da época, é proibido qualquer tipo de propaganda veiculada por outdoor. Ainda mais quando pretensamente tenha sido utilizada qualquer motivação aparentemente de cunho pessoal ou profissional, mas de claro intuito de desequilibrar o pleito eleitoral e a igualdade de oportunidade que deve ser conferida a todos os candidatos”.

Com relação ao valor da multa o procurador explicou que “o valor que foi fixado, o valor máximo, com a procedência da primeira representação oferecida pelo Procuradoria Regional Eleitoral, foi fixado justamente por conta da ampla divulgação e nefasto efeito que essa propaganda causou ao equilíbrio do pleito”.

O procurador eleitoral destacou também, a importância e a possibilidade de qualquer cuidadão municiar a instituição com informações de ilícitos eleitorais, que são fundamentais para o trabalho do MPF, seja através do e-mail denuncia@prrr.mpf.gov.br, ou na própria sede do MPF localizada na Av. Gal. Penha Brasil nº 1255 - Bairro São Francisco. “Não há necessidade de identificação da pessoa, é necessário apenas que o denunciante apresente o mínimo de provas, seja uma foto, uma gravação de voz ou até mesmo uma filmagem de celular, especialmente se for possível, concomitante ou previamente ao acontecimento do evento ou reunião em fique caracterizado abuso de poder econômico, podem ser trazidas ao MPF que nós iremos apurar”, concluiu.

Com informações da Assessoria do Ministério Público Eleitoral (MPE)



Jingle por email. Mais uma novidade desta campanha

By Luiz Valério →
É, ao que parece, alguns candidatos estão começando a entender a importância de se fazer bom uso da Web para fazer campanha e divulgar suas candidaturas.

Agora há pouco recebi por email o jingle do candidato a deputado estadual Rodrigo Jucá (PMDB), o filho e  criatura política do senador Romero Jucá (PMDB).

Esteticamente o jingle é agradável. Confira.



PS - A divulgação do material de campanha dos candidatos aqui neste espaço não quer dize que eu seja simpático a eles. Nada disso. Apenas decidi registrar aqui no blog as boas iniciativas que os postulantes roraimenses a cargos eletivos estão tendo na Web, devido ao fato do uso da internet ser a grande novidade deste desta eleição.

Quando uma entrevista convocada por um candidato lhe custa muito caro

By Luiz Valério →
Certo dia do final de abril fui convidado para uma entrevista coletiva com o deputado federal Neudo Campos, então pré-candidato do PP ao Governo do Estado. Fui. Ao chegar lá não havia mais nenhum jornalista de qualquer outro veículo de comunicação. Eu era o único. O que era para ser uma coletiva, virou uma entrevista exclusiva.
Aproveitei a ocasião para fazer as perguntas que quis fazer ao candidato, desde se era verdade que ele tinha dinheiro escondido em paraísos fiscais, como se comenta nos bastidores, até se ele não tinha medo de ficar fora do páreo eleitoral devido aos mais de 20 processos a que responde na justiça sob acusação de improbidade administrativa. E seguindo as recomendações de ícones do jornalismo mundial como Truman Capote, deixei Neudo Campos falar muito. Falar tudo. Ele não se fez de rogado e disparou sua metralhadora giratória. Criticou o atual governo, disse ter certeza que se elegeria no primeiro turno contra Anchieta Júnior (PSDB) e que era vítima de injustiças que resultaram nos tantos processos que tramitam contra ele na Justiça.
No trabalho de edição, dei o devido tratamento às informações, valorizando a fala do personagem, pois o material coletado, do ponto de vista jornalístico, era bom, polêmico... Ao fim e ao cabo, dei para a entrevista o sugestivo título "Neudo contra-ataca". Pronto, estava montada uma polêmica peça jornalística.
Resultado: o advogado do PSDB Alexander Ladislau usou o material para mover uma representação eleitoral contra Neudo Campos por propaganda eleitoral antecipada. Desfecho: Neudo foi condenado pelo Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) a pagar R$ 25 mil. Recorreu e, ontem, no julgamento do recurso, os juízes eleitorais reduziram a multa aplicada para R$ 5 mil.

Outro dia, logo após o primeiro julgamento da representação do PSDB contra o candidato progressista, encontrei Neudo Campos no lançamento da sua candidata a vice, deputada Marília Pinto (PSB), no Hotel Aipana. Neudo se dirigiu a mim e disse que bastou me conceder entrevista para ser processado. Lamento, pois só exerci o meu papel de jornalista. Atendi a um convite para uma entrevista coletiva e dei o melhor tratamento jornalístico possível ao material coletado. O momento é de oportunismo dos interessados diretos no pleito. Os adversários de Neudo usaram suas declarações para acusá-lo de propaganda antecipada. E ganharam. Agora Neudo afirma que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para não ter que pagar a multa de R$ 5 mil. Eis aí os bastidores de uma das muitas histórias do jornalismo político local.

Neudo Campos faz bom uso da Web. Anchieta prefere o tradicional release

By Luiz Valério →
Dos candidatos ao Governo de Roraima, Neudo Campos é o que está fazendo até agora o melhor uso das rede sociais na Web. Acabo de visitar seu perfil na rede social Twitter (@neudo11) e percebo que ele não está fazendo apenas promessas nem pedidos votos aos seus seguidores. Pelo contrário, mantém um bom diálogo com os usuários do Twitter. Ao que se sabe, Neudo Campos também mantem um blog [que não é atualizado desde abril]. É uma visão moderna de relacionamento com o eleitor, principalmente o jovem.

Neudo Campos marca boa presença na rede social Twitter
Por sua vez, o candidato da situação Anchieta Júnior (PSDB) ainda não começou a usar as redes sociais como ferramentas de relacionamento com os eleitores. O profissional responsável pela comunicação da campanha do governador, candidato à reeleição, tem se prendido ao tradicional envio de releases para a imprensa.
Há alguns dias eu fui informado de que jornalistas locais teriam sido convidados a participar de uma equipe para cuidar da campanha de Anchieta na Web, mas isso ainda não ocorreu. Fui inclusive sondado para integrar a equipe, mas não quis acertar nada. Prefiro ficar observando de fora e comentando aqui no meu blog.
Além da popularidade de que já goza no mundo "analógico" Neudo Campos também tem marcado uma presença positiva no mundo virtual. Juntando as duas pontas dessa estratégia o resultado tende a ser positivo. Não entendo como candidatos que falam em avançar, em acelerar, andam de forma tão lenta diante de tantas ferramentas úteis e baratas disponíveis na Web. É tudo uma questão de visão.

Eleições, internet e cidadania. Uma entrevista para a TV Universitária

By Luiz Valério → terça-feira, 27 de julho de 2010

Olá @migos,

Como dito aqui no post “No meio do furacão eleitoral”, hoje participei do programa TVE no Campus, da TV Universitária, Canal 2, concedendo entrevista sobre as eleições e a campanha eleitoral na internet.

Foi um momento importante para refletirmos sobre o uso que os políticos e os eleitores farão da web na promoção de discussão e conhecimento sobre as plataformas de governo dos candidatos e destes na construção de um relacionamento próximo com os cidadãos/eleitores.

O uso da web na campanha eleitoral é a grande novidade dessa eleição no Brasil. As redes sociais e mídias digitais, como Twitter, Orkut, Facebook, blogs e sites devem ser mecanismos ser amplamente explorados pelos candidatos para a conquista do eleitor.

Já os eleitores precisam usar essas mesmas ferramentas e mecanismos para buscar conhecer os postulantes a cargos eletivos para critiar suas plataformas, cobrar propostas coerentes e exequíveis, enfim, praticar a cidadania plena.

Buscar saber quem são os postulantes a cargos eletivos é de fundamental importância para que se possa votar direito. Principalmente num estado como Roraima, onde a cultura da compra de voto é bastante arraigada e precisa ser combatida com determinação.

Sobre essa questão chama bastante atenção a soma de gastos em campanha declarada à Justiça Eleitoral pelos cinco candidatos ao governo de Roraima. Juntos, Anchieta Júnior (PSDB), Neudo Campos (PP), Petrônio Araújo (PHS), Robert Dagon (PSOL) e Ariomar Faria (PCO) declararam que vão gastar R$ 30,5 milhões na campanha. Claro que a maior parte dessa previsão de gastos pertence aos dois principais candidatos.

Esse valor, dividido pelos 271,8 mil eleitores aptos a votar em Roraima dá algo em torno de R$ 112,00 por eleitor. Ou seja, Roraima tem a eleição mais cara do Brasil. Nunca é de mais lembrar que vivemos num estado que tem uma população inferior a 500 mil habitantes. Logo vem a questão: porque candidatos investem tanto numa campanha eleitoral?

Conforme lembrou o professor e jornalista Avery Veríssimo durante a entrevista à TV Universitária, muitos desses candidatos investem mais do que vão ganhar de proventos durante os quatro anos de mandato. Porque tanto interesse? É preciso que o eleitor fique atento. Mais que isso: é preciso que esteja consciente e não venda seu voto.

Durante meia hora conversamos sobre tudo isso com a apresentadora Gilmara Bezerra. O programa TVE no Campos vai ao ar sábado (31), às 15h30, na TV Universitária, Canal 2, com reprise na quinta-feira (05/08), às 18h00. Confira.

Uma pesquisa razoavelmente confiável prestes a sair

By Luiz Valério →

A Rádio e Tv do Amazonas (TV Roraima) contratou o IBOPE para realizar a primeira pesquisa eleitoral com ar de imparcialidade aqui em Roraima. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE), na sexta-feira (23), para ser realizada no período de 26 a 30 de julho, com um total de 812 entrevistados. A sondagem vai verificar a preferência do eleitorado roraimense para os cargos de presidente, governador e senador. O valor da contratação do IBOPE é R$ 56.498,13, conforme informado ao TRE. Esta será a terceira pesquisa realizada em Roraima, desde janeiro deste ano. As duas primeiras, no entanto, foram encomendadas por emissoras de televisão locais cujos proprietários são políticos diretamente interessados no pleito e, portanto, não tem idoneidade nenhuma.

Candidatos abusam da irreverência na corrida pelo voto

By Luiz Valério → segunda-feira, 26 de julho de 2010
O brasileiro é conhecido pelo seu bom humor e irreverência. Essa característica está presente inclusive em momentos que requer muita seriedade, como no período de eleições. Dos 510 candidatos registrados no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), 408 concorrem às 24 vagas na Assembleia Legislativa. É exatamente entre essas mais de quatro centenas de candidatos que estão os mais irreverentes. São pessoas das mais diversas classes sociais e de profissões variadas que abrem mão do nome de batismo para se lançar na corrida eleitoral usando apelidos engraçados, que fazem alusão à sua profissão, ao lugar que pretendem representar, à sua crença religiosa, a corporações militares e até a problemas físicos.

Num levantamento feito na lista de candidatos roraimenses no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), eu detectei nada menos de 95 candidatos com nomes incomuns. Entre os partidos que possuem candidatos com nomes engraçados, o que mais se destaca é o PSL, que registrou 21 postulantes com apelidos risíveis. Na sequencia vem o PV, com 10 candidatos. É lá que está, por exemplo, o “João Natureza”. Depois vem o PRP com oito postulantes a cadeiras na Assembleia com nomes divertidos, seguido do PHS, com seis e do PRB, com cinco.

Alguns desses apelidos chegam a ser hilários, como “Cascudo” (PRP), “Piçarra” (PSL), “Meu Nobre” (PSDC), “Peludo” (PRTB), “Porquinho” (PTN), “João Natureza” (PV), “Raimundo Caboré” (PRP), “Help, Feliz” (PRB) entre tantos outros. Muitos são os que se intitulam de “professor”, “dr”, “pastor”, “irmão” e por aí vai. A lista completa de candidatos pode ser conferida no site do TSE, no endereço http://www.tse.gov.br. Esses candidatos usam desse expediente com o objetivo de conseguir o reconhecimento público. Muitos deles são bastante conhecidos em suas comunidades pelas alcunhas que resolveram usar no registro de candidatura e esperam tirar proveito eleitoral dos seus apelidos incomuns.

Muitos desses candidatos irreverentes tentam demarcar território, assinalando no nome de guerra a comunidade que pretende representar em caso de vitória nas urnas. É o caso, por exemplo dos candidatos “Edvaldo do Santa Teresa” (PSL), “Negão do Primavera” (PRP), “Elson do Brigadeiro” (PSB), “Adilson do Asa” (PP) , “João do Santa Teresa” (PSL), “Patrício Mucajaí” (PSL), “Nonato da Serra da Moça” (PSDC) e “Vesta do Cambará” (PSL). Todos se colocam como porta-vozes dessas comunidades, que são bairros da capital ou localidades do estado.

Conforme disse Afrânio Soares, da Action Pesquisa de Mercado, de Manaus (AM), ao jornal Diário do Amazonas, “na vida normal, essas pessoas são conhecidas em suas comunidades, bairros, nos locais que frequentam. Muitos deles, se usassem o nome real, não seriam sequer identificados”. E assim, fazendo uso de irreverência, essas pessoas tentam sair do anonimato das comunidades para ganhar o palco público da política.

Entre bytes e tabelas na corrida pelo voto

Alguns desses candidatos de nomes incomuns já tiveram sua chance para atuar como legisladores e tentam uma nova chance, como é o caso do ex-vereador e presidente da Câmara de Boa Vista, “Marcelo Milenium” (PV), que adicionou ao seu nome a marca de uma concessionária de motocicletas, os ex-deputados estaduais “Marcos da Byte” (PRB), que usa como alcunha um termo da informática, uma vez que é proprietário de lojas de equipamentos para computador e cursos de computação, e “Presbítero Nazareno” (PSC), ligado à comunidade evangélica, e o ex-deputado federal “Luizinho da Tabela” (PSDB), e adotou o nome da sua concessionária de veículos.


Outros candidatos detém mandato eletivo e tentam se reconduzir ao parlamento estadual, fazendo uso dos apelidos que lhes alçaram a representantes dos roraimenses no Poder Legislativo estadual. Entre eles estão “Ivo Som” (PTN), ex-locutor de carro de som, o bicheiro “Naldo da Loteria” (DEM), “Sargento Damosiel” (PRP), policial militar, e o empresário do setor de turismo “Remídio da Amatur” (PR). Todos eles são deputados estaduais e querem retornar à chamada “Casa do Povo”. Na festa da democracia, os candidatos usam seu nome como uma fantasia para atrair os eleitores e conseguir chegar ao “podium”, após a contagem dos votos.

Confira outros nomes engraçados:

Carlos da Nega (PHS)
Irmã ((DEM)
Gilma O Popular (PHS)
Patric BMX (PP)
Maria da Avon (PRB)
Baiana (PSL)
Renato da Funerária (PV)
Loura do Bar (PSL)
Nara Borracheira (PV)
Zé dos Capotes (PSL)
Ildimar Sorvete (PSL)
SAG (PSL)
Flávio do Padre Cícero (PRTB)
Zezinho Som (PSL)
Sebastião Perneta (PRP)


No meio do furacão eleitoral

By Luiz Valério → quinta-feira, 22 de julho de 2010
Olá meus @migos,

Não sou candidato, mas a correria desse período de campanha está me tomando todo o tempo. Por isso quase não tenho tempo de escrever aqui.

Mas como a proposta desse blog é acompanhar o processo eleitoral e oferecer notícias, comentários e apontamentos do período, não posso deixar de dividir com vocês algumas coisas.

Primeiro, o óbvio: a campanha começou pra valer e todos os candidatos dos mais comprometidos aos mais esdrúxulos e picaretas estão nas ruas, tentando conquistar o voto dos eleitores.

Carros adesivados, banners, santinhos, mini doors, impressos variados, "ciclo doors" [nem sei se existe essa palvra. Se não existe, acabei de crair). Vale tudo para passar a mensagem [ou não passar nenhuma], mas tentar de alguma forma chamar a atenção do eleitorado.

Até 24 horas antes do dia da votação, vamos viver esse clima de promessas, de apertos de mãos, de pessoas que antes não te conheciam, mas que agora são seus conhecidos desde criancinha.

Os candidatos estão nas rua, se misturando ao "cheiro de povo". Valorizem-se e não caiam em conversa fiada. Lembre-se de que o poder é seu. Os políticos recebem apenas uma outorga para representá-lo.

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Hoje recebi um convite da TV Universitária para ir a um programa de entrevista na próxima terça-feira (27) falar sobre eleições e internet. O interesse pela minha modesta opinião, segundo a produtora que me contatou, é a minha atuação como blogueiro político, que usa deste espaço e do Twitter [@Luiz_Valerio] para falar de política. Então estarei lá.

Por enquanto é isso. Como estou muito próximo de todo esse "circo democrático" que são as eleições no Brasil, volto em breve para contar mais algumas coisas para vocês.

Ah, quem tiver santinho, slogan ou souber de algum candidato exótico que queira ver divulgado aqui no blog é só enviar para o email luiz.valerio.silva@gmail.com. Beleza?

Então é isso.

Abraço a todos.

Unidos pela derrota

By Luiz Valério → terça-feira, 20 de julho de 2010
Estive na Câmara Municipal de Boa Vista esta manhã. Ao contrário do clima de discórdia que reinou até quarta-feira da semana passada, a situação era de calmaria. Os vereadores dissidentes e revoltosos de outrora estavam calmos e dóceis como cordeiros. George Melo (PSDC) e Josiel Wanderlei (PSDB) foram domados pela tarimba política de Braz Behnck e pela mão politicamente calejada do prefeito Iradilson Sampaio. Os quatro vereadores que tentaram destituir Braz da presidência da Casa deram com os burros n’água e tiveram que engolir uma vexatória derrota a seco.
Agora, de todos os lados o discurso é de paz, de tranqüilidade. George Melo disse a este repórter-blogueiro que ainda “existem diferenças, mas é possível conviver com elas”. Afirmou que “a Câmara é maior que a sua insatisfação e que a vaidade de Braz Behnck”. Nisso ele tem razão. Mas, o curioso é que eles só percebem essas obviedades depois de fazerem o maior papelão e contribuírem para que a Casa caia ainda mais em descrédito junto à sociedade.
Por mais que os vereadores pró e contra Braz Behnck negassem, estava claro que havia interesses de grupos políticos maiores envolvidos na trama da destituição da Mesa Diretora da Câmara. Os vereadores dissidentes ou revoltosos, como eu os denominei – George Melo, Josiel Wanderlei, Mauricélio Fernandes, Chico Doido, e companhia limitada – fazem oposição ao grupo do prefeito Iradilson Sampaio. Os demais, são absolutamente próximos do chefe do Executivo, como é o caso de Paulo Linhares (PP), que não é apenas líder do prefeito na Casa, mas é também sobrinho do candidato ao Governo de Roraima, Neudo Campos (PP).
A partir daqui não é preciso dizer mais muita coisa. Está claro para os meus inteligentes leitores, penso eu. O fato é que a tentativa de destituição de Braz da presidência da Câmara, ou de golpe, como denominou o próprio Braz Behnck, não vingou. Foi como um daqueles traques de festa junina, que falha na hora H e deixa no ar aquele cheiro de pólvora de segunda categoria. Agora em recesso, depois de aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) por 10 votos favoráveis e uma abstenção, os vereadores prometem voltar em 3 de agosto em clima de paz. Aguardemos, pois.


Confira os planos de governo de Neudo Campos, Anchieta Júnior, Petrônio Araújo e Robert Dagon

By Luiz Valério → segunda-feira, 19 de julho de 2010
Na sexta-feira (16) eu escrevi aqui sobre as propostas de governo dos candidatos ao Palácio Senador Hélio Campos. O post no qual comento as propostas é Os candidatos e seus planos de governo. Uma prévia das propostas apresentadas ao TRE.

Fiz comentários a partir de uma leitura dinâmica de todos os projetos apresentados por Anchieta Júnior (PSDB), candidato à reeleição, Neudo Campos (PP), deputado federal e candidato oposicionista ao governo, Petrônio Araújo (PHS), que corre por fora e sofre com oposição dentro da própria sigla, e o socialista Robert Dagon, do PSOL.

Votar é algo muito sério, por isso analise as propostas dos candidatos com atenção
Hoje, posto aqui no blog os planos de governo dos quatro candidatos na íntegra para que os leitores possam verificar e tirar suas próprias conclusões. As propostas apresentadas aqui estão registradas do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR).

Confira então:

O plano de governo de Neudo Campos (PP).

O plano de governo de Anchieta Júnior (PSDB).

O plano de governo de Petrônio Araújo (PHS).

O plano de governo de Robert Dagon (PSOL).

Tire um pouco do seu tempo e leia atentamente os planos de governo dos candidatos, pois eleger um governante é uma reponsabilidade muito grande que pode custar muito caro se for feito de qualquer jeito sem levar em conta as suas propostas de políticas públicas para o bem-estar coletivo nas diversas áreas da administração pública.

O que a justiça eleitoral vai fazer dos ficha suja? Só esperando para ver

By Luiz Valério → domingo, 18 de julho de 2010
Tornou-se comum eu ser questionado sobre qual o futuro jurídico desse ou daquele político que tem implicações com a justiça e teve pedidos de impugnação apresentados contra seu registro de candidatura.

Você acha que eles vão ficar impedidos de disputar as eleições? Esta é a pergunta que mais ouço, por parte das pessoas que me leem no jornal ou aqui no blog.

Digo-lhes sempre que não sei. Primeiro, porque a justiça se mostra não apenas cega, mas estrábica em alto grau. Quando você pensa que ela está olhando para um lado ela está olhando, na verdade, para outro.

Como resposta aos que me fazem esse questionamento, digo apenas que gostaria imensamente como jornalista-cidadão-eleitor que todas as pessoas que tem pendências judiciais por corrupção comprovada ficassem fora da disputa.



Mas só saberemos o desfecho desses pedidos de impugnação a partir desta semana, quando os tribunais regionais eleitorais (TREs) darão início ao processo de julgamento dos pedidos impugnação de candidaturas apresentados em todos os estados brasileiros.


Mas como membros da justiça já começaram a melar a lei da Ficha Limpa pelo Brasil a fora, concedendo liminares a políticos condenados ou mergulhados na lama da corrupção até o gogó, é possível que muitos dos pedidos de impugnação não deem em nada.

Aos eleitores cabe esperar para ver e, depois, fazer a escolha correta nas urnas.



Marcas de sujeira ameaçam a ficha limpa

By Luiz Valério → sexta-feira, 16 de julho de 2010
Autor: Sérgio Paulo - Charge cedida pelo jornal Monte Roraima

Os candidatos e seus planos de governo. Uma prévia das propostas apresentadas ao TRE

By Luiz Valério →
Hoje tive acesso aos planos de governo dos quatro candidatos ao Governo de Roraima.

Em se tratando de volume, o do governador e candidato à reeleição Anchieta Júnior (PSDB) é o mais robusto. Tem 77 páginas. O do candidato progressista, Neudo Campos (PP), se resume a dez páginas. O do socialista Robert Dagon (PSOL) tem cinco páginas e o do médico Petrônio Araújo (PSH) é o mais enxuto, com uma página apenas. Cabe dizer aqui que volume não é significado de qualidade. Mas tendo analisado os planos dos candidatos, digo que o de Anchieta Júnior é exageradamente otimista, beirando ao irreal.

A meta que mais chama a atenção do Plano de Governo de Anchieta Júnior é querer “alcançar o melhor desenvolvimento humano sustentável da região Norte, situando-o em nível superior ao da média nacional (IDH maior que 0,766)”. O documento apresenta a proposta ambiciosa de transformar Roraima no “melhor lugar da Amazônia para viver e trabalhar em dez anos”. Como? O documento não deixa claro.

Nunca é de mais lembrar que Roraima tem 21 anos vida na condição de ente federado e muito pouco foi feito até agora para que essas metas fossem atingidas. Mais quatro anos serão suficientes? Haverá empenho para por em prática tais promessas? O plano fala na necessidade de desenvolvimento sustentando com respeito ao meio ambiente, mas coloca como meta para se atingir esse mesmo desenvolvimento dar prioridade ao agro-negócio. A realidade já comprovou que uma e outra coisa são incompatíveis. Principalmente aqui nos estados do Norte. Uma ou outra parte sempre sai perdendo.

Já Neudo Campos optou por um plano resumido, composto por 11 itens que abordam os eixos administrativos a serem priorizados num possível governo, a partir de janeiro de 2011, sobre os quais ele propõe uma séria de ações de governo nas áreas da gestão pública; saúde e seguridade social; educação; defesa social; assistência social e políticas para as mulheres; turismo, cultura e meio ambiente; agropecuária e abastecimento; infraestrutura e transporte; emprego e renda; juventude, esporte e lazer; indústria, comércio e serviços.

Neudo não mostra em seu plano de governo indicadores a partir dos quais vai trabalhar nem as metas a serem atingidas. Vai direto ao ponto, elencando ações que se propõe a desenvolver, como a reestruturação da estrutura administrativa do estado, criação de uma secretaria de políticas para as mulheres e implantação de uma política de valorização dos servidores.

No campo da educação, o candidato aponta medidas que soam como pontuais, entre as quais atribuir qualidade na política de educação do ensino superior da Universidade Estadual de Roraima (UERR) e seus campi; adotar o regime de ensino em tempo integral, dotar as escolas públicas de bibliotecas com profissionais qualificados; e universalizar os laboratórios de informática com acesso à internet em todas as escolas públicas do estado, entre outros.

Petrônio Araújo, por sua vez, apresentou um Plano de Governo "baseado na doutrina humanista e solidarista" do  PHS, com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico e social, "sem a depredação do meio ambiente". O documento fala na construção de uma sociedade livre, justa e pacífica para todos.

Extremamente resumido e vago, o  plano elenca 25 temas a serem trabalhados, sem maiores detalhes sobre nenhum deles. O primeiro ponto fala na realização de uma auditoria nas contas do Estado para diagnosticar a situação atual de Roraima. O combate ostensivo à corrupção no serviço público, discussão sobre "a excessiva taxa de impostos", a produção de energia hidráulica e de fontes alternativas e a execução de um orçamento participativo são os principais pontos do enxuto Plano de Governo protocolado por Petrônio Araújo no TRE.

O Plano de Governo do socialista Robert Dagon (Psol) expõe, ao longo de cinco páginas 50 propostas de políticas públicas divididas em 11 temas: segurança pública; saúde; educação; infra-estrutura; habitação; meio ambiente; emprego e renda; orçamento; cultura; turismo e esporte e serviços públicos. Dagon diz que vai estabelecer “uma ética de responsabilidade social”, no serviço público.

O socialista diz que vai promover “a inversão de prioridades, assegurando o resgate da dívida social através do direcionamento de serviços e investimentos públicos para as áreas mais abandonadas”. Ele também fala na separação entre público e privado, dando prioridade à transparência administrativa, e exercendo a fiscalização democrática sobre as ações do governo e o uso dos recursos públicos com auditoria rigorosa das contas estaduais.

Seguindo a linha de raciocínio dos socialistas do Psol, Dagon propõe “um choque de poder público com participação cidadã, garantindo a presença do governo nos espaços privatizados ou abandonados e propiciando a participação popular no poder local (Municípios e administrações regionais)”.

Creio que ainda voltarei a escrever sobre os planos de governo, tratando de outros aspectos, mas não queria deixar de trazer uma visão geral sobre as propostas dos candidatos ao governo para que os meus queridos leitores pudessem ver o que pretendem os postulantes ao Executivo estadual.


Uma guerra de pedidos de impugnação no TRE de Roraima

By Luiz Valério → terça-feira, 13 de julho de 2010
O julgamento dos pedidos de impugnação deve começar na próxima semana
Hoje eu tive acesso aos 30 pedidos de impugnação de candidaturas que chegaram ao Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE). A maioria foi apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), com base na lei da inelegibilidade e na Lei Complementar 135, chamada popularmente de “lei da ficha limpa”.

Como avisado com antecedência pelo procurador regional eleitoral, Ângelo Vilela, o órgão ministerial resolveu pedir a impugnação de todos os candidatos com pendências judiciais ou implicados em casos de improbidade administrativa.

Nesse rol de implicados aparecem Neudo Campos (PP), candidato ao governo, Márcio Junqueira (DEM), candidato à reeleição como deputado federal; Teresa Jucá (PMDB), Paulo César Quartiero (PDT), e Namis Levino, que pretendem chegar à Câmara Federal; Jalser Renier (DEM), Flamarion Portela (PTC), candidatos à recondução na Assembleia Legislativa; Chico das Verduras (PRP), Antônio da Sinunca e César Babá, que tiveram o mandato de deputado estadual cassado e querem voltar. Todos esses pedidos de impugnação são baseados em processos por improbidade administrativa.

Outra penca de candidatos também está na mira do MPE e das coligações e partidos adversários. Entre eles estão o ex-prefeito de Caracaraí, Antônio Reis, o ex-presidente da Câmara Municipal de Normandia, Antônio Barbosa da Silva, outro gestor local com complicações do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Raimundo Pereira Lima, e ainda José Reinaldo Pereira.

Todos estão igualmente enrolados com lei da inelegibilidade e da lei da Ficha Limpa. Para a maioria dos pedidos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral, devido a questões de improbidade administrativa, o órgão ministerial diz que “não compete à Justiça Eleitoral rediscutir o motivo do acórdão [do TCU ou do TCE, a depender de cada caso] que rejeitou as contas dos requeridos”. Ou seja, o MPE quer tirar todos do páreo.

Como diz o meu amigo jornalista Gilvan Costa no Twitter [@gilvancostarr], vamos ver se vão ter peito de impugnar esse pessoal todo. Se ocorrerem impugnações principalmente para os que já tem mandato e buscam a reeleição, muita coisa pode mudar no cenário político local. Pelo menos no que diz respeito aos rostos de sempre. Ou não. Como diria Caetano Veloso.


As eleições e a nossa democracia capenga

By Luiz Valério → segunda-feira, 12 de julho de 2010
Será que o exercício da democracia é realmente isso que assistimos em época de eleição: candidatos puxando o tapete um do outro e torcendo para que o adversário vá preso ou seja condenado para poder assumir a dianteira na preferência do eleitorado? Será que esse modelo eleitoral vigente no Brasil faz valer o que deveria ser uma democracia de verdade, onde o povo pudesse escolher de forma soberana e se interferências ou seduções aqueles que melhor representassem sua vontade ou que se mostrassem mais competente para gerir o destino de uma sociedade como a nossa?
Acompanho o início do jogo eleitoral e fico a pensar sobre essas questões. Como jornalista, sei que o que é dito e publicado tem menos de verdade do que o eleitor merece saber, pois é o que nos chega e o que conseguimos cavar embaixo de uma estrutura perversamente montada para ocultar o que é de interesse social. Existe toda uma engrenagem funcionando para permitir a existência de um simulacro social onde o que importa de verdade não é dito por interesses maiores [na verdade, interesses menores]. Dessa forma, a verdade fica oculta sob um manto de segundas e terceiras intenções. As jogadas de bastidores chegam a ser imorais e muitas vezes desumanas, tudo movido pelo desejo bestial de chegar ao poder ou se manter nele, custe o que custar.
Em nome do poder, candidatos traem, criam factóides, contratam paus mandados para forjar dossiês, mentem, maquiam a verdade, manipulam dados, desviam recursos públicos para campanhas, fazem e acontecem... São capazes de vender a mãe para atingir seu objetivo. E me custa crer que seja com o olhar voltado para o bem-estar coletivo. Com tanta coisa em jogo, fico imensamente triste quando vejo pessoas dizerem que detestam política. Aqui eu falo da boa política. Os cidadãos deveriam se envolver mais, discutir mais, querer saber mais, influir mais, fiscalizar mais, sem mais cidadãos, enfim.
Enquanto o exercício dessa prática milenar for deixada nas mãos apenas dos políticos profissionais, teremos esse circo de horrores que nos é oferecido a cada dois anos. E nesse modelo eleitoral brasileiro, a ânsia de galgar cada vez mais postos no poder faz com que os eleitos nunca cumpram um mandato completo: o prefeito eleito numa ocasião logo se coloca como candidato a deputado federal, o vereador sai no pleito seguinte candidato a deputado estadual, o senador se lança candidato ao governo, o governo em segundo mandato busca o Senado, e os mais afoitos se aventuram à Presidência da República numa ciranda eleitoral sem fim.
Em benefício do povo? Sinceramente, duvide-o-dó! As ações antiéticas, rasteiras e desumanas até, denunciam outros interesses. Sei que alguns vão me considerar pessimista. Eu prefiro dizer que escrevo este texto movido por um doloroso senso de realismo, pois eu queria muito que as coisas não fossem assim. Queria poder acreditar na nobreza das intenções da maioria dos políticos. Queria...


Está aberta a temporada de "caça" às candidaturas

By Luiz Valério →
O Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação de Neudo Campos
Começou a temporada de caça aos candidatos. Tão logo terminou o prazo para o registro individual de candidatos, começaram a surgir as primeiras ações com pedidos de impugnação. O candidato progressista ao Governo de Roraima, Neudo Ribeiro Campos (PP), foi um dos primeiros a se ver alvo da ação do Ministério Público Eleitoral (MPE), que pediu a impugnação da sua candidatura. Caso a Justiça Eleitoral considere procedente o pedido do MPE, Neudo poderá sair do páreo.

Mas nunca é demais registrar que pedidos de impugnação de candidaturas são uma praxe nesse período. E muitos outros virão por aí.

Outros postulantes a cargos eletivos como Namis Levino e a ex-prefeita de Boa Vista Teresa Jucá, que pretendem se eleger deputados federais, e ainda Raimundo Pereira de Lima e Antônio da Costa Reis, candidatos a deputados estaduais, também podem vir a ser impedidos de disputar as eleições, caso o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decida favorável as pedidos de impugnação de candidatura apresentados pelo MPE.

Também foi apresentado pedido de impugnação contra a candidatura de Petrônio Pereira de Araújo e Riobranco Brasil, que pretendem concorrer ao Governo de Roraima pelo Partido Humanista e Social (PHS).  O candidato ao Senado pela sigla humanista, Hiran Gonçalves, e seus suplentes, Carlos Augusto e Laerth Marcellaro, também tiveram pedidos de impugnação formalizados contra suas candidaturas. Os pedidos de impugnação foram apresentados pela “Coligação Pra Roraima Voltar a Ser Feliz”, que tem Neudo Campos como candidato ao governo.

Com menos de 500 mil habitantes, Roraima tem mais candidatos do que o Amazonas, que tem mais de 3 milhões

By Luiz Valério →
O número de candidatos que concorrem a uma vaga a cargos eletivos no Executivo e Legislativo em Roraima é maior que o computado no Estado do Amazonas. Enquanto 508 postulantes registraram seus pedidos de registro de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE), no estado vizinho a Justiça Eleitoral contabilizou 453 pedidos de candidatura até às 19h de sábado. Seis candidatos concorrem ao Governo Amazonas, nove tentam se eleger ao Senado, 59 disputam vagas Câmara Federal e 379 para Assembleia Legislativa do Estado.

Aqui em Roraima, depois do vencimento do prazo para a realização dos registros individuais no sábado, chegou-se ao número de 508 candidatos, mas somente hoje deve ser divulgada pelo TRE a quantidade de candidatos por cargos.

Bom, levando-se em consideração a disparidade no número de habitantes entre Roraima (421.499, de acordo com o IBGE) e o Amazonas ( 3.311.026, dados de 2006) resta a curiosidade: porque tanta gente quer uma sombra no poder? Seria a vontade nobre de trabalhar pela coletividade? Sejamos otimistas e acreditemos nisso, ainda que a realidade tenha mostrado outra coisa.

A mídia e as marcas

By Luiz Valério → sexta-feira, 9 de julho de 2010
Autor: Sérgio Paulo - Charce cedida pelo jornal Monte Roraima

Sobre o aniversário de Boa Vista, faço minhas as palavras do professor Aimberê Freitas

By Luiz Valério →
Hoje Boa Vista completa 120 anos de sua fundação. Muita festa e alegria.


Boa Vista é ainda uma cidade jovem.


Vejam bem: Belém do Pará, a metrópole da Amazônia, tem 394 anos. Manaus, hoje a maior cidade da região amazonica, tem 352 anos. São mais de 2 séculos de diferença de idade entre essas duas cidades e Boa Vista. Comparativamente com essas cidades mais importantes da região, Boa Vista é ainda uma menina.


Todavia, se compararmos o desenvolvimento de Boa Vista com outras três jovens capitais de estados brasileiros, observamos que Boa Vista, ao longo de sua existência, ficou para trás. Quem conhece Goiânia, Belo Horizonte ou mesmo Palmas, pode aferir isto.


Vista aérea de Boa Vista, por Orib Ziedson




Goiânia foi fundada em 24/10/1933. Tem, portanto, 77 anos. BH é de 1897. Tem 113 anos e é mais nova que a nossa BVB. Já Palmas, no Tocantins, foi fundada em 20/05/1989. Tem apenas 21 anos. E essas três capitais nacionais apresentam um desenvolvimento maior e melhor que Boa Vista.


E qual a razão desse quadro?


Boa Vista foi município do Amazonas por 53 anos e capital de um Território Federal por 48. Ou seja dos seus 120 anos, em 101 ela foi submissa a um estado que a despresava e a um poder central (federal) que não lhe deu um rumo. Durante a vigência do Território Federal o que prevalecia era a doutrina de que aqui era área de segurança nacional e mais nada. Tinha que se ater a esse objetivo.


Então, nos seus 19 anos restantes, só aí é que Boa Vista despertou para a expansão dos seus equipamentos urbanos e de um apoio aos seus habitantes. Vejam que só agora, em 2009/2010 é que seus moradores estão se tornando donos dos seus lotes de terra.


Mas mesmo assim, mal tratada e despresada, Boa Vista é muito boa para nela se viver. Mais por sua gente que sofre com a falta de energia e de água, de cinema e de teatro, de caviar e de roque, de futebol e de carnaval, mas vivemos em paz e em segurança. Sim, apesar de tudo que vem acontecendo, ainda somos uma cidade segura. Menos no trânsito, é verdade. O trânsito precisa matar menos. Quem duvidar da nossa segurança pode conferir e comparar com outras capitais.


Aniversário serve também para reflexão.


PS.: Você gosta de Boa Vista? Por qual razão? [Você pode ler mais Aimberê Freitas aqui]


Comentário do Editor:


Boa Vista é uma cidade fascinante, não obstante dos problemas sociais e infraestruturais dos quais ainda padece. É um lugar que “transpira” possibilidades para todos os que são daqui ou que aqui chegam, como eu. Plana e radiante, Boa Vista tem tudo pra se tornar uma cidade modelo para o Brasil em vários aspectos, destacando-se os sócio-econômicos. Mas, para isso, será preciso mais comprometimento coletivo dos políticos que gerem e planejam o destino da cidade. Engenharia de tráfego, palnejamento urbanístico, preservação do patrimônio histórico e ambienal, melhoria da infraestrutura viária, drenagem e esgotamento sanitário, etc., são alguns dos aspectos a serem melhorados, com seriedade, compromisso e respeito aos direitos e à dignidade dos moradores desta cidade.


E você, o que pensa sobre Boa Vista? Que tipo de cidade você quer para as próximas décadas? .Diga nos comentários.


PT não registra candidatos a deputados estaduais

By Luiz Valério → quinta-feira, 8 de julho de 2010
A divulgação da lista de candidatos registrados no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) hoje revelou que o Partido dos Trabalhadores (PT) não registrou nenhum dos seus candidatos a deputados estaduais. Entre alguns dos candidatos não registrados, houve comentários de que teria sido proposital. Mas o articulador político do partido, Pablo Sérgio, justificou que tanto o PT quanto as siglas aliadas enfrentaram problemas de última hora com equipamentos de informática e com o sistema de registro de candidaturas do TRE (o CanDEX), o que resultou no impasse. Na lista de candidatos só consta o nome de Neudo Campos (PP), candidato ao governo pela coligação "Pra Roraima Voltar a Ser Feliz", da qual o PT faz parte, a deputada federal Ângela Portela, candidata ao Senado, e o advogado Lauro Barreto, que também concorre ao cargo de senador. Os demais candidatos terão que fazer o registro individual até depois de amanhã, às 19h.

Quase 400 candidatos pediram registro de candidatura no TRE

By Luiz Valério →
O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima contabilizou 394 pedidos de registro de candidatura aos cargos de governador, vice-governador, senador, deputado federal e estadual. O edital com o nome dos candidatos foi publicado hoje (08/07) no Diário da Justiça Eletrônico, no endereço www.tre-rr.jus.br.
Quem não constar na lista tem até o próximo dia 10 (sábado), às 19h, para requerer o registro individual. A partir de amanhã (09/07), o TRE vai funcionar em regime de plantão aos sábados, domingos e feriados, de 8h às 19h.
Segundo o secretário judiciário do TRE, Armando Nahmias, após a publicação do edital começa a contar o prazo de 5 dias para que o Ministério Público ou qualquer candidato (a), partido político ou coligação partidária apresentem, em petição fundamentada, impugnação ao registro de candidatura.
Na disputa pelo executivo, constam na lista o atual governador José de Anchieta Júnior (PSDB), Neudo Ribeiro Campos (PP), Petrônio Pereira de Araújo (PHS) e Robert Dagon da Silva (PSOL).
As duas vagas para o senado poderão ser disputadas por Ângela Portela (PT), Hiran Gonçalves (PHS), Jorge Schwinden (PSOL), Lauro Barreto (PHS), Marluce Pinto (PSDB), Romero Jucá (PMDB) e Telmário Mota (PDT). Para cada candidato ao senado, foram registrados dois suplentes
Para as 8 vagas na Câmara Federal, existem 59 candidatos concorrendo. Na disputa para as 24 vagas na Assembleia Legislativa, 306 candidatos foram registrados na Justiça Eleitoral de Roraima. Nahmias explicou que o TRE tem até o dia 5 de agosto para julgar todos os pedidos de registro de candidatura.

Braz Behnck balança, mas não cai

By Luiz Valério → quarta-feira, 7 de julho de 2010
Autor: Sérgio Paulo - Charge cedida pelo jornal Monte Roraima

Sobre poder, dignidade e respeito - o caso da Câmara de Boa Vista

By Luiz Valério →
Não é de hoje que escrevo, nos espaços que me são abertos ou que crio para me expressar, sobre a perda de qualidade representativa da Câmara Municipal de Boa Vista.

Não posso falar do tempo em que ainda não morava e nem atuava como jornalista aqui em Roraima, mas desde 2002, quando aqui cheguei, tenho assistido a uma piora considerável na representatividade daquela Casa.

Essa última legislativa, cujos eleitos "subiram ao pódio" em 2008, até que não prometia decepcionar. Mas, acompanhando de perto os trabalhos e os acontecimentos de bastidores, que são os mais reveladores, percebo que grande parte dos vereadores trabalham com o olhar voltado para o próprio umbigo. Os interesses pessoais postos acima dos interesses da coletividade.

Há informações impublicáveis porque não há como prová-las. A menos que surgissem aqueles vídeos “arrasa-quarteirão” que fazem cair poderosos pelo Brasil a fora. Mas esse episódio da renúncia de quatro integrantes da Mesa Diretora da Casa, tramado desde segunda-feira (5), é emblemático.

Os vereadores George Melo (PSDC), Josiel Vanderlei (PSDB), Mauricélio Fernandes (PSC) e Rosival Soares (PSC) renunciaram aos seus cargos na Mesa Diretora para derrubar Braz Behnck (PPS). Este, com a experiência dos seus três mandatos, não renunciou nem esperou o dia seguinte para reagir ao que denominou de “tentativa de golpe”.

Foi em busca de amparo judicial para permanecer no cargo de presidente da Casa e evitar a virada de mesa, que se consolidaria com a eleição de uma nova Mesa, prevista para esta quarta-feira. Já havia até chapa formada: Idinaldo Cardoso (Dunga), presidente, Mauricélio Fernandes, 1º vice-presidente, George Melo, 2º vice-presidente, Josiel Vanderlei, 1º secretário, Rosival Soares, 2º secretário, e Chico Doido, 3º secretário.

De posse de uma liminar expedida pelo juiz plantonista César Henrique Alves, Braz Behnck conseguiu se manter no poder até a próxima semana. Numa manhã tumultuada, em que a sessão foi aberta e encerrada, consecutivamente, por três vezes, Braz convocou a eleição para os cargos vagos para a próxima terça-feira (13).

Enquanto isso, os vereadores revoltosos foram à Polícia Federal denunciar atropelos ao Regimento Interno da Câmara, supostamente cometidos por Braz Behnck e a vereadora Lourdes Pinheiro (PSB), e o juiz César Henrique Alves por ter emitido uma liminar que eles consideram de valor jurídico duvidoso.

Esse imbróglio terá desdobramentos até a próxima semana. Mas o que quero questionar aqui é: qual seria a real motivação desse surto de dignidade que tomou conta dos vereadores revoltosos? Seria mesmo o bem-estar da população de Boa Vista? De um e de outro lado sobram acusações de todos os tipos.

É bom nunca esquecer que mais cedo ou mais tarde a verdade vem à toda. Quem estiver mentindo será flagrado com as calças na mão. E ficará em total descrédito, principalmente depois dos episódios deprimentes regados a falta de respeito que tomou conta do Plenário da Câmara de Vereadores desde terça-feira (6).

Ideb: nota escolar cai em 20% das cidades. Roraima incluído

By Luiz Valério → terça-feira, 6 de julho de 2010
Deu em O Globo, o Blog do Noblat repercutiu e eu estou replicando:


Apesar de as médias nacionais terem crescido entre 2007 e 2009, estados e municípios não acompanham resultado

Demétrio Weber

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador de qualidade do ensino brasileiro, caiu em mais de mil municípios no ano passado.

Embora todas as médias nacionais tenham subido de 2007 para 2009, ultrapassando as metas bienais estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC), 1.146 cidades registraram queda do Ideb nos anos finais (do 6 ao 9) do ensino fundamental, o equivalente a 21% do total de municípios avaliados nesse nível de ensino. Nos demais municípios, a nota subiu ou ficou igual.

Nessa mesma faixa de ensino (6 ao 9 ano), 1.299 (23%) cidades não conseguiram alcançar sequer as metas de 2009. O mesmo ocorreu com 792 municípios (14%) em relação às turmas dos anos iniciais do ensino fundamental.

Mesmo nos anos iniciais (do 1 ao 5 ) do ensino fundamental, etapa que teve o maior avanço em termos nacionais, 632 cidades — ou 11% — apresentaram pior desempenho no ano passado, em comparação com 2007.

O Distrito Federal e Roraima foram as duas únicas unidades da federação a sofrer queda no Ideb. Isso ocorreu no ensino médio, etapa que vive o pior momento no país. No DF, o Ideb caiu de 4 para 3,8. Em Roraima, a redução foi de 3,5 para 3,4.

Na média nacional, o Ideb aumentou em todas as etapas consideradas. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o índice subiu de 4,2, em 2007, para 4,6, em 2009. A escala vai até 10. Nos anos finais, o avanço foi mais modesto: de 3,8 para 4. E, no ensino médio, ainda mais tímido: de 3,5 para 3,6.

Em termos nacionais, as metas bienais traçadas para 2009 foram todas superadas. Nos anos finais do ensino fundamental, o índice 4 obtido pelos estudantes brasileiros superou até mesmo a meta estabelecida para 2011 (3,9).

O movimento nacional, porém, não foi acompanhado igualmente por todos os estados e municípios. Cada cidade e estado tem sua meta bienal específica, dentro do planejamento para que o país atinja o objetivo maior, que é chegar a 2021 com um nível de aprendizagem semelhante ao de países de senvolvidos.

O problema atingiu também oito estados. Amapá, Pará e Rondônia não alcançaram as metas de 2009 para os anos finais do fundamental.

No ensino médio, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Sergipe, Piauí e Roraima também não chegaram lá. No caso do Rio, o objetivo bienal traçado pelo MEC previa um Ideb de 3,4 em 2009.

Mas o índice do estado, que considera rede pública e privada, ficou em 3,3. Embora tenha aumentado um décimo em relação aos 3,2 obtidos em 2007, o indicador ficou aquém da meta.


Leia mais em O Globo

Tudo indica que Ottomar não vai descansar em paz durante a campanha

By Luiz Valério →
Autor: Sérgio Paulo - Charge cedida pelo jornal Monte Roraima


Sou jornalista porque ser provocador é um barato

By Luiz Valério →
Uma leitora que se identifica como Karla deixou um comentário num texto escrito por mim há alguns meses sobre uma enquete feita pelo blog, da qual saiu vencedor o deputado federal Márcio Junqueira (DEM). Ela sugere que eu me candidate para resolver o problema dos maus políticos que são eleitos em Roraima.

A leitora Karla, simpatizante do parlamentar democrata, não gostou dos comentários que teci sobre a qualidade da representatividade política do deputado em questão, que tenho por dovidosa, no mínimo.

Outro dia, alguns colegas de ofício, que atuam como “penas de aluguel” governamental ou de raposas políticas locais, sugeriram a mesma coisa e me classificaram como revoltado no Twitter. Gosto do debate e respeito as opiniões divergentes.

Aliás, este blog foi criado com este objetivo: emitir minhas opiniões e fazer reflexões sobre as questões políticas e receber o feed back dos prováveis leitores.

Mas, a estes que sugerem que me candidate, só tenho uma coisa a dizer: o meu lugar é exatamente aqui, criticando, apontado os erros, cobrando lisura daqueles que entraram na política e usam o discurso de “trabalhar em benefício do povo”.

Quando, há 15 anos passados, decidi ser jornalista, tinha várias outras opções até mais rentáveis pela frente, pois minha capacidade intelectual me alçaria ao cargo público concursado ou na iniciativa privada que decidisse seguir.

Mas eu quis ser jornalista. Não sou obra do acaso. Sou jornalista por vocação, por decisão, por vontade própria. E eu não queria ser simplesmente só mais um escrevinhador manipulável. Eu queria ser uma pedra no sapato, queria incomodar, queria fazer um jornalismo reflexivo, analítico, crítico. Podem chamar de revoltado, se quiserem.

Gosto de praticar esse jornalismo provocativo, que não usa de meias palavras para não incomodar os donos do poder. Pelo contrário. Incomodo os que se acham donos do poder pela convicção que tenho de que esse poder pertence, na verdade, ao povo. “Todo poder emana do povo e para o povo e em seu nome será exercido”. (CF 1988)

Os pseudo-poderosos são apenas usuários/ocupantes de um poder outorgado pelos cidadãos. Então, me sinto confortável como provocador, como um homem de imprensa que procurar ir além da superfície dos fatos para tentar mostrar como esses fatos são construídos. Porque a verdade não está no que é dito pelos poderosos. A verdade está exatamente no que eles tentam omitir.

Por isso busco ir além das declarações. O emaranhado de acontecimentos e as causas e intenções que os provocam dizem muito mais do que o uso viciado dos verbos “dissendi”, como o vazio “disse”, o raso “declarou” e o impreciso “afirmou”, etc.

E como precisava de um lugar de maior flexibilidade para escrever o que penso ser mais elucidativo, criei este blog. Ninguém é obrigado a ler esta página. A quem vier aqui, agradeço. Mas venha sabendo que este é um espaço de expressão pessoal onde vão encontrar apontamentos nada comportados.

Como dizia o título de um filme antigo, o conteúdo desta página é “ardido como pimenta”. Se estiver afim de saborear, sirva-se à vontade.


Querem virar a mesa [diretora] na Câmara Municipal

By Luiz Valério → segunda-feira, 5 de julho de 2010
O clima amanhã deve subir na Câmara Municipal de Boa Vista. Isso porque membros da mesa diretora da Casa tiveram um surto de hombridade, ontem, e resolveram cogitar uma renúncia coletiva para provocar a destituição do presidente, Braz Assis Behnck (PPS). Os vereadores George Melo (PSDC), primeiro vice-presidente, Josiel Vanderlei (PSDB), primeiro-secretário e Mauricélio Fernandes comandariam o coro dos insatisfeitos com a forma como os trabalhos estão conduzidos na Câmara da Capital. Para Braz Behnck, tudo se resume numa expressão direta. “É golpe”.

Este blogueiro teve certo trabalho para emendar os fios e chegar ao contexto da história, que ainda há algumas lacunas, diga-se. Até o final da tarde de ontem, ninguém queria confirmar as confabulações para derrubar o presidente da Casa. O vereador Josiel Vanderlei foi encontrado na Câmara de Dirigentes Lojistas, entidade da qual é presidente, e negou a tentativa de derrubar o presidente da Câmara. Disse que tudo não passava de intriga.

Mas ele escondia um fato: estava reunido com outros vereadores em seu gabinete na CDL, entre eles Mauricélio Fernandes, tratando exatamente sobre a questão. Fui atendido na recepção da CDL.  Enquanto Josiel Negou as confabulações, afirmando se tratar de negociações, Mauricélio confirmou a história, que foi reafirmada pelo vereador Telmário Mota (PDT), outro parlamentar que se diz insatisfeito com a condução dos trabalhos na Casa.

Questionado sobre a tentativa de derrubar Braz Behnck da presidência da Casa, o parlamentar desconversou e disse que “não houve nada disso”. Afirmou que o que há são negociações. “Na Câmara não há divisões. Nós, políticos, vivemos sempre negociando”, desconversou. Ao contrário do colega primeiro-secretário, o vereador Mauricélio Fernandes não se fez de rogado. Contou quase tudo.

Por sua vez, Mauricélio Fernandes disse discordar do excesso de pedidos de urgência na apreciação dos projetos. “Nós combatemos isso. Queremos que os projetos possam ser debatidos de forma tranqüila”. O pouco tempo dado para apreciar e apresentar emendas ao projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias do Município (LDO) teria entornado o caldo e feito os descontentes planejarem uma virada de mesa. Mauricélio afirmou que os vereadores ainda não votaram a LDO porque querem mais tempo para analisar a matéria de forma mais detida. “A LDO é uma das leis mais importantes do Município. E nós fomos eleitos para fiscalizar a forma como o prefeito gasta os recursos públicos”, alegou.

Braz diz ser vítima de golpe

Reeleito para um segundo mandato como presidente da Câmara de Boa Vista, Braz Behnck diz que vê as negociações para renúncia coletiva dos membros da mesa diretora “como um golpe”. Ao contrário dos seus colegas de parlamento, ele diz que as questões eleitorais, além da insatisfação com a condução dos trabalhos na Casa, estariam influenciando na decisão. Segundo Braz, a LDO seria “apenas uma desculpa” para articularem o golpe. “Eles estão se deixando levar por interesses pessoais em detrimento dos interesses coletivos”, afirmou.

Conforme Braz, se a situação fosse decorrente apenas por insatisfação, que os vereadores votassem contra os projetos, pois nenhum deles é ou foi obrigado a votar em nenhum projeto. “Se eles alegam isso, que votem contra. Nada os impede”, afirmou. O presidente da Casa se mostrou resignado e disse que se a decisão é por renúncia, “que seja feita a vontade da maioria”. E completa com desalento: “se os políticos que a gente tem são esses, temos que respeitar. Afinal, eles foram eleitos para representar o povo. Agora, se representam bem ou mal compete ao povo julgar”.


Pobres meninos ricos

By Luiz Valério →
A declaração de bens dos candidatos aos cargos majoritários em Roraima chama a atenção entre os dados informados à Justiça Eleitoral. Os dois principais concorrentes ao Palácio Senador Hélio Campos declararam valores bem modestos. O governador e candidato à reeleição Anchieta Júnior, da coligação “Unidos por Roraima”, disse possuir um patrimônio avaliado em pouco mais de meio milhão de reais (R$ 564.008,48).

Romero Jucá e Marluce Pinto, candidatos situacionistas ao Senado, declararam bens da ordem de R$ 607,9 mil e R$ 2,5 milhões, respectivamente. Já o ex-governador e deputado federal Neudo Campos, candidato ao governo pela coligação "Para Roraima voltar a Ser Feliz", declarou bens da ordem de R$ 479.395,88. A candidata ao Senado pela coligação, Ângela Portela, esposa do ex-governador e do atual deputado Flamarion Portela (PTC), disse não ter bens a declarar.

Entre os filiados a partidos nanicos, o de melhor situação financeira declarara à Justiça Eleitoral foi Petrônio Araújo, que disse ter bens equivalentes a R$ 1,14 milhão. O medico Hiran Gonçalves, candidato a senador pelo partido, afirmou possui bens da ordem de R$ 292,7 mil.

O candidato ao governo pelo Partido Socialismo e Liberdade Psol, Robert Dagon, funcionário do Banco do Brasil, declarou apenas R$ 13 mil de bens. O candidato a senador pelo partido, Jorge Schwinden disse possuir bens equivalentes a R$ 25 mil.

Vocês não sentem pena desses meninos assim tão pobrezinhos? Eu sinto. Tadinhos!

Sobre a liberdade de expressão na internet

By Luiz Valério → sábado, 3 de julho de 2010
Do ministro do TSE, Henrique Neves, sobre a livre manifestação de opinião e pensamento em sites e blogs na internet:

"Manifestações de apoio, ainda que expressas, ou revelações de desejo pessoal que determinado candidato seja eleito, bem como críticas ácidas que não transbordem para a ofensa pessoal, quando emandadas de pessoas naturais que debatem política na Internet, não devem ser consideradas como propaganda eleitoral", finalizou o ministro [Henrique Alves] ao ressaltar ainda que a suspensão de conteudos na internet "deve atingir apenas e tão somente o quanto tido como irregular, resguardando-se o máximo possivel do pensamento livremente expressado".


Então meus queridos, não me encham o saco quando eu manifestar minha opinão aqui neste espaço. Tudo o que escrevo é baseado em fatos e ditos. Políticos são pessoas públicas que tem seu sucesso diretamente decorrente da manifestação soberana do voto. Logo, ao jornalista, que também é eleitor, cabe o direito de se manifestar livremente sobre ações e incoerências dos atores políticos. E tenho dito.

Márcio Junqueira ganha o direito de se candidatar

By Luiz Valério →
Deu no site do TSE:

O ministro Hamilton Carvalhido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) -foto - deferiu pedido feito pelo deputado federal Márcio Junqueira (DEM-RR) para afastar, liminarmente, a inelegibilidade do parlamentar, decorrente de condenação imposta pelo Tribunal Regional eleitoral de Roraima (TRE-RR).


Ministro Hamilton Carvalhido.Foto:Nelson 
A defesa do parlamentar alegou que o plenário do TSE, ao julgar um recurso contra a decisão do TRE-RR, já havia concedido uma liminar a Márcio Junqueira em novembro de 2008 para que ele permanecesse no cargo de deputado federal e, neste novo pedido – extensão da liminar, pretendia que a inelegibilidade fosse afastada, “como meio de impedir os irreversíveis efeitos de uma decisão que tem a possibilidade de ser reformada” pelo TSE.


No pedido, a defesa relata que o parlamentar foi acusado de abuso do poder econômico e político, fraude à lei eleitoral e compra de votos. Entretanto, as acusações de abuso de poder e fraude à lei foram afastadas, havendo apenas a condenação por compra de votos, da qual a defesa aponta não haver nenhuma prova.


Com a decisão do ministro Hamilton Carvalhido, fica afastada a inelegibilidade do deputado federal até que o TSE conclua o julgamento do recurso ordinário apresentado pela defesa de Márcio Junqueira. Assim, o parlamentar poderá requerer seu registro de candidatura junto ao TRE-RR.

Comentário do editor:

No encontro com os procuradores eleitorais, na quinta-feira, dia 1º de julho, eu perguntei ao procurador regional eleitoral Ângelo Goulart Vilela se a justiça é elitista, pois os políticos e endinheirados [ou plíticos endinheirados] sempre saem vitoriosos de suas causas e pleitos. Não obtive resposta. Os procuradores apenas se entreolharam. A sociedade faz pressão para ver aprovada a Lei Complementar 135/10, chamada de lei ficha limpa, pra nada. Políticos com processos e pendências judiciais estão recorrendo e ganhando o direito de se candidatar. Porque será que a Justiça é sempre mais justa e mais célere para uns do que para outros?