Depois da farra das concessões, o nome do senador Jucá aparace ligado ao "mensalão" do PT

By Luiz Valério domingo, 3 de abril de 2011
Um ditado antigo diz que “desgraça pouca é bobagem”. Adaptando o dito ao mundo político, pode-se dizer que “bandalheira pouca é bobagem”. O PT ruiu moral e eticamente desde o mensalão, esquema de pagamento de propina a parlamentares da base do governo federal que veio à tona em 2005. O partido sobreviveu graças ao carisma pessoal e à liderança política do ex-presidente Lula.

Passado algum tempo de silêncio sobre o caso, eis que a revista Época desta semana traz uma matéria explosiva sobre os mensaleiros, incluindo o nome de novos personagens como o senador por Roraima, Romero Jucá (PMDB), que, de acordo com a revista, também teria sido beneficiado pelo esquema. E isso apenas uma semana depois de ter Jucá sido citado em outra grande reportagem da Folha de São Paulo sobre a farra das concessões de emissoras de rádio e televisão.

Só relembrando: o esquema do "mensalão" foi denunciado pelo tragicômico ex-deputado Roberto Jefferson (PTB). Foi dele, inclusive, a denominação de “mensalão” para o malfadado esquema. Foi um tiro de canhão contra o PT, até então aceito pela sociedade brasileira como o último bastião da ética na política tupiniquim. A partir dali, ficou claro que, no Brasil, partido político é partido político e, assim como se dá na fabricação de linguiça, é melhor nem querer saber o que se passa por dentro deles.

Mas voltemos à participação do senador Romero Jucá no esquema, conforme citado por Época. Segundo o relatório da Polícia Federal, que subsidiou a longa e elucidativa matéria da revista da Editora Globo, os peritos da PF rastrearam o envolvimento de mais políticos de alta plumagem no esquema. Acabaram descobrindo que, direta ou indiretamente, com o a participação de assessores, familiares ou de laranjas, também receberam dinheiro do chamado valerioduto políticos poderosos, a exemplo do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, do PT, e o líder do governo no Congresso, Romero Jucá.

As informações contidas no relatório da Polícia Federal apontam que o publicitário Marcos Valério, operador do esquema do "mensalão", repassou R$ 650 mil para a empresa Alfândega Participações, pertencente a Álvaro Jucá, irmão do senador Romero Jucá. Cabe aqui uma pergunta que não quer calar: que tipo de negócio o Sr. Álvaro Jucá teria com Marcos Valério para receber tão vultosa soma em dinheiro?

O responsável pela continuidade da investigação que resultou no relatório explosivo de 332 páginas é o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. De acordo com a reportagem de Época, a Polícia Federal produziu o documento sigiloso sob seu comando. E, no meio das contas usadas para receber dinheiro de Marco Valério, lá estava a da Alfândega Participações, demonstrando que o líder do governo também estaria ligado ao esquema que balançou os alicerces de Brasília e fez cair petistas de alta plumagem como José Dirceu e Delúbio Soares, entre outros. Agora, não bastasse sua participação na chamada farra das concessões de emissoras de rádio e televisão, o senador Jucá surge implicado no esquema do mensalão, como mostra o gráfico abaixo, reproduzido da revista Época:
Luiz Valério

Sou Jornalista e blogueiro. Há 20 anos cubro o mundo político, boa parte desse tempo escrevendo em blogs na Web. Moro em Roraima há 15 anos. Já desenvolvi vários projetos na área do jornalismo. Apaixonado por tecnologia, tenho especialização na Área. Agora nos encontramos por aqui.

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