Romero Jucá, o mensalão e a matéria de Carta Capital

By Luiz Valério quinta-feira, 14 de abril de 2011
Há duas semanas o senador Romero Jucá foi citado em reportagem da revista Época, da Editora Globo, como um dos parlamentares da base de apoio do então presidente Lula beneficiados pelo esquema do “mensalão” [2005-2006]. De acordo com a semanal, o irmão do senador, Álvaro Jucá, teria recebido R$ 650 mil de Marcos Valério de Souza, operador do esquema. Em entrevista a este repórter-blogueiro o político roraimense negou a acusação.

Jucá se disse vítima de uma acusação “leviana e irresponsável” de Época e justificou que o dinheiro supostamente recebido por Álvaro Jucá, que seria oriundo do esquema do “mensalão, foi, na verdade, tomado por empréstimo por seu irmão junto à Companhia Brasileira de Meios de Pagamento (CBMP), subsidiária do Banco do Brasil, para a sua empresa, a Alfândega Participações. Apresentou, inclusive, notas fiscais que comprovariam o empréstimo.

Pois bem. A situação enrolou novamente, depois da publicação da matéria “A Verdade Sobre o Relatório da PF” na edição 641 revista Carta Capital, que está nas bancas esta semana. A reportagem lança luzes fortes sobre como, de fato, funcionava o esquema do mensalão. Desmonta e desmoraliza a reportagem de Época. Mas traz uma informação curiosa.

Lá pelas tantas, na página 30 da revista, a Companhia Brasileira de Meios de Pagamento é citada como uma das empresas pelas quais era distribuído o dinheiro sujo do mensalão.

Eis o que a revista diz textualmente:

“Uma das primeiras conclusões dos laudos de exame contábil foi que Marcos Valério usava a DNA Propaganda para desviar recursos do Fundo de Incentivo Visanet, empresa com participação acionária do Banco do Brasil, e distribuí-lo aos participantes do esquema do PT e de partidos aliados. O fundo foi criado em 2001 com o objetivo de financiar ações de marketing para incentivar o uso dede cartões da bandeira Visa. O Visanet foi, inicialmente, construído com recursos da Companhia Brasileira de Meios de Pagamento (CBMP), nome oficial da empresa privada Visante, e distribuídos em contas proporcionais de um total de 492 milhões de reais a 26 acionistas”.

A matéria de Carta Capital não cita em nenhum momento nem o nome do senador Romero Jucá nem do seu irmão Álvaro, mas traz essa passagem que me chamou bastante a atenção. Pode ser só coincidência.

O relatório da Polícia Federal foi dividido pela revista em oito partes e disponibilizados em formato PDF na internet. Ele pode ser lido na íntegra aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Boa leitura.

Luiz Valério

Sou Jornalista e blogueiro. Há 20 anos cubro o mundo político, boa parte desse tempo escrevendo em blogs na Web. Moro em Roraima há 15 anos. Já desenvolvi vários projetos na área do jornalismo. Apaixonado por tecnologia, tenho especialização na Área. Agora nos encontramos por aqui.

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