Políticos, redes sociais e as eleições 2012

By Luiz Valério segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Dizer que o uso das redes sociais é fundamental para manter a interatividade e diálogo permanentes com eleitores já se tornou um lugar comum. Na velocidade dos bits, esses mecanismos de interação e fidelização de público - além de serem também um importante fórum de debates e uma forma barata de fazer pesquisa de opinião - passaram a ser uma necessidade básica de todo e qualquer político que queira conversar de forma direta com um público jovem na casa dos 20 a 35 anos e que usa a internet como principal meio de informação.

O uso das redes sociais nas eleições nacionais, de uma forma geral, e em Roraima em particular, começou a se profissionalizar na campanha eleitoral de 2010, quando todos os candidatos à Presidência da República e ao governo estadual contrataram profissionais que entendem do assunto para fazer suas campanhas online. Logicamente que aqui no extremo Norte do Brasil, onde a conexão à internet ainda funciona de forma precária e não está universalizada, tivemos que fazer malabarismos inimagináveis para trabalhar.

Para o pleito municipal do próximo ano, certamente os candidatos buscarão, novamente, usar as redes e mídias sociais como o Facebook, o Twitter e o YouTube como meios de difundirem suas propostas de campanha e forma de dialogar com a parcela jovem do eleitorado. Mas é preciso que os candidatos busquem aprender a dinâmica do funcionamento dessas redes.

Os potenciais candidatos que já fazem uso natural desses mecanismos estarão mais à vontade para utilizarem com proficiência as redes sociais. Porque Facebook e Twitter, para ficar só nessas duas, são ágora públicas virtuais para conversar, dialogar e não apenas um mercado para buscar votos de última hora. Quem pensar ou se comportar assim está fadado ao fracasso.

Os candidatos que usaram o Twitter e o Facebook de forma intensiva nas eleições de 2010 e uma vez eleitos ou derrotados acabaram por sumir desses espaços cometeram um grande equívoco e demonstraram que ainda não entendem a dinâmica e a importância da comunicação em rede. A quem continuou, meus parabéns.

O uso inteligente e racional das redes sociais numa campanha eleitoral deve ser palavra de ordem. Pois, “basta uma resposta mal interpretada ou uma afirmação infeliz para por em risco todo o trabalho de uma campanha”, conforme ensina a jornalista e especialista em novas mídias e consultora em web marketing político, Alinne Fernandes, executiva de contas digitais da Ratts Publicidade.

Redes sociais não são lugar para picuinhas, troca de acusações, nem para tentar arranhar a imagem dos adversários com postagens ofensivas ou coisa do gênero. Mas um espaço para dialogar com as pessoas. Um ambiente de troca de ideias e de construção de imagem positiva.

Retomando as palavras de Alinne Fernandes, “não adianta se animar porque a Internet agora tem as suas portas abertas para divulgação de campanha e plataforma política ou até para arrecadação de fundos que irão custear a campanha. A principal função da Internet nessas eleições vai ser a de estar a favor do eleitorado”.

Os postulantes a cargos no Executivo ou Legislativos municipais que ignorarem esse fato estão fadados ao fracasso no uso das redes e mídias sociais. Quem não estiver preparado para internalizar esses princípios dessa nova era da comunicação transversal nas redes sociais é melhor nem se aventurar nessa seara.

Bom dia!
Luiz Valério

Sou Jornalista e blogueiro. Há 20 anos cubro o mundo político, boa parte desse tempo escrevendo em blogs na Web. Moro em Roraima há 15 anos. Já desenvolvi vários projetos na área do jornalismo. Apaixonado por tecnologia, tenho especialização na Área. Agora nos encontramos por aqui.

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