Aborto: nem contra nem a favor (como assim?)

By Luiz Valério sexta-feira, 23 de março de 2012
Representantes do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (FNASP) e da Associação dos Parlamentares Evangélicos do Brasil (APEB), Wilton Acosta e o deputado Wanderley Dallas, respectivamente, participam de um debate agora à tarde, na Câmara Municipal de Boa Vista, onde o tema em questão é o aborto, ou a contrariedade dos parlamentares e instituições evangélicas quanto a essa prática.

Eu conversei com Wilton Acosta e Wanderley Dallas agora há pouco e os dois são radicalmente contra o aborto, seguindo o pensamento evangélico, corrente religiosa à qual estão ligados. Acosta diz que mesmo em casos extremos, quando o feto é diagnosticado com doenças congênitas que vão lhe dar uma vida vegetativa após o nascimento, os evangélicos são contra o aborto. Ele entende que ninguém tem o direito de interromper uma vida em formação.

 

O posicionamento de Wanderley Dallas é igual. A entidade dirigida por ele – a APEB – inclusive, é uma daquelas instituições que defendem a moral e a família dentro da ótica do radicalismo religioso comum a grande parte dos parlamentares evangélicos. Ou seja, tem um pensamento bem tradicional e conservador, diametralmente distante do pensamento progressista e/ou liberal daqueles que defender o direito da mulher de decidir se quer ser mãe ou não. Principalmente quando o feto apresenta anomalias que resultarão numa vida sem qualidade e de sofrimento para ele e para os pais.

Esse é um dos assuntos mais polêmicos que se discute no Brasil e mundo todo há anos, sempre suscitando debates acalorados e opiniões radicais e divergentes. Eu confesso que não tenho opinião formada sobre o assunto. Falando friamente e distanciado de uma situação concreta, não sou a favor nem contra o aborto.

Como assim? - alguém deve estar se perguntando. Só teria uma opinião a respeito, caso estivesse envolvido emocional e pessoalmente numa questão que envolvesse uma decisão como essa. Só assim saberia me posicionar. Hoje, agora, nesse momento em que escrevo, eu só sei que nada sei.

E não e aqui não sou movido por questões religiosas ou de qualquer outra ordem. Simplesmente trata-se de uma situação tão extrema que só no calor de um dilema pessoal que a envolvesse eu saberia (ou não) me posicionar.

Por isso, não condeno nem enalteço que opta pela prática, desde que não seja de forma injustificada. E entenda por injustificada aqueles casos eu que as pessoas não se previnem para evitar uma gravidez indesejada e , depois que ela acontece, aí querem se desfazer da criança de qualquer jeito. Repito só casos extremos me fariam pensar e tomar uma decisão sobre o interrompimento de uma vida.
Luiz Valério

Sou Jornalista e blogueiro. Há 20 anos cubro o mundo político, boa parte desse tempo escrevendo em blogs na Web. Moro em Roraima há 15 anos. Já desenvolvi vários projetos na área do jornalismo. Apaixonado por tecnologia, tenho especialização na Área. Agora nos encontramos por aqui.

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