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Petrônio Araújo nega ter desisitido de se candidatar ao governo para beneficiar Telmário

By Luiz Valério → sexta-feira, 30 de maio de 2014
O lançamento da pré-candidatura de Telmário Mota (PDT) ao Senado, feito hoje pela manhã no Aipana Hotel, começou a ter desdobramentos polêmicos. O ex-diretor presidente da Agência de Fomento do Estado de Roraima (AFERR) Raimundo Mota participou do programa Comando 94, que apresento na Rádio Tropical FM (94.1), por telefone, e afirmou que o então pré-candidato ao governo Petrônio Araújo (PDT) - foto acima - teria desistido de se candidatar para favorecer ao desejo de Telmário Mota de ser senador.

Tudo começou quando eu entrevistava o governador e pré-candidato à reeleição Chico Rodrigues (PSB) hoje à tarde na Rádio Tropical FM (94.1) e comentei que queria saber como ficaria a situação do médico Petrônio Araújo, uma vez que o seu partido teria feito um acordo com o PT para apoiar a senadora Ângela Portela, ela também postulante ao cargo majoritário no estado.

Raimundo Mota, que ligou espontaneamente para o programa, foi taxativo. Disse que Dr. Petrônio não era mais candidato e que a sua desistência teria sido acertada numa reunião ocorrida no meio da semana. Eu perguntei, então, se ele estava mesmo me afirmando que Petrônio Araújo teria desistido de ser candidato a governador. Raimundo Mota reafirmou que sim, que a desistência teria o objetivo de possibilitar a candidatura de Telmário a senador e prestar apoio à corrida de Ângela Portela ao Executivo estadual. Até aí parecia tudo bem.

O problema é que Petrônio Araújo me afirmou agora há pouco que não desistiu coisa nenhuma da sua candidatura. “Luiz Valério, eu não desisti da minha (pré) candidatura em favor da candidatura de Telmário Mota ao senado (sic). Eu não sei quem é esse Raimundo Mota. Deve ser algum mau caráter”, esbravejou Petrônio. “O que está acontecendo ao meu entender é uma traição do Telmário e do PDT ao povo de Roraima. Eles agiram nos bastidores e esse sujeito vem dizer que eu desisti da minha candidatura”, esclareceu o pré-candidato.

Petrônio disse que não apoia a união de Telmário Mota com Ângela Portela ou do PDT com o PT. “Acho essa tentativa de retorno ao poder de Flamarion e sua esposa um retrocesso”, disse Petrônio, reafirmando o que havia dito durante a sua entrevista no programa Comando 94 há duas semana. Acho que está começando aqui uma história parecida com aquela que balançou o PHS em 2010.

Telmário Mota é o escolhido de Ângela Portela para o Senado e lança pré-candidatura

By Luiz Valério →
O ex-vereador Telmário Mota (PDT) fez agora há pouco o lançamento da sua pré-candidatura à única vaga de senador que estará em disputa aqui em Roraima nas eleições deste ano. Quando oficializadas as candidaturas, Telmário disputará a vaga ao Senado pela coligação que tem a senadora Ângela Portela (PT) como pré-candidata ao governo.

A solenidade de lançamento da pré-candidatura de Telmário Mota aconteceu no Hotel Aipana e contou com a presença de líderes de partidos, deputados estaduais, vereadores, empresários e simpatizantes. Telmário afirma que sua candidatura representa a vontade popular e que é para valer.

“Minha candidatura é a candidatura do povo, das classes menos favorecidas. Eu e a senadora Ângela Portela vamos derrubar o muro que separa os ricos dos pobres e construir uma nova realidade aqui em Roraima”, afirmou Telmário.

Presente ao evento junto com seu marido, deputado Flamarion Portela (PTC), Ângela Portela disse que depois de muitas discussões internas com partidos aliados, decidiu que Telmário Mota é seu pré-candidato a senador.

“Meu apoio à pré-candidatura de Telmário Mota ao Senado é para valer. Depois de muitas reuniões nós decidimos que vamos marchar juntos. Agora só falta decidir que será o vice na minha chapa”, frisou.

Ângela Portela afirmou que ainda espera poder conversar com Neudo Campos (PP) para convencê-lo a compor chapa com ele, de forma que seja construída uma unidade da oposição.

“O ex-governador Neudo Campos é uma liderança incontestável aqui no Estado de Roraima. Uma liderança que conta com a simpatia de grande parte da população. Eu ainda vou conversar com ele para tentar fazer com que ele marche junto comigo e nós possamos construir uma grande unidade das oposições para as eleição deste ano”, afirmou.

O grupo liderado por Ângela Portela conseguiu reunir até agora oito partidos. São eles: PV, PT, PDT, PHS, PTC, PC do B, Solidariedade e PEN.

Um dia antes do Fantástico mostrar caos na saúde em Roraima, governo anuncia plano emergencial para a área

By Luiz Valério → sábado, 24 de maio de 2014
Um dia antes do programa Fantástico, da Rede Globo, veicular a matéria sobre o caos que impera na saúde de Roraima – o que deve acontecer amanhã - o governador Chico Rodrigues (PSB), alegando o “quadro preocupante em que se encontra a saúde pública em Roraima hoje”, decretou “Situação Especial de Emergência na Rede Pública Estadual de Saúde”. Como vice-governador e agora governador, Chico Rodrigues só se deu conta disso hoje?

Como não poderia deixar de ser, toda a imprensa foi convidada para ouvir o anúncio do decreto de Nº 17.078-E de 23 de maio, na Sala de Reuniões do Palácio Senador Hélio Campos. A medida estabelece trabalhos que deverão ser executados em um prazo total de 180 dias. Também foram instituídos o Gabinete de Monitoramento da Situação Especial de Emergência (GMSEE) e o Grupo de Trabalho Multissetorial (GTM), que terão a responsabilidade de elaborar um plano que garanta a saúde pública no estado.

O decreto assinado pelo governador Chico Rodrigues estabelece ainda que nos próximos 15 dias, o GTM, elabore o “plano base” para a execução das ações previstas em prol da melhoria no serviço público de saúde.  De acordo com a Assessoria de Comunicação do governo, a decisão levou em consideração um levantamento realizado pela Comissão de Orçamento, Finanças e Administração – COFA.

Este levantamento identificou elevados débitos existentes junto aos fornecedores que atendem a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), inviabilizam o abastecimento regular das unidades hospitalares. “A superlotação das unidades de saúde da rede estadual em função do déficit de leitos, pois há mais de 20 anos não são acrescidos novos leitos no Hospital Geral de Roraima (HGR), único Hospital de referência no Estado de Roraima”, afirma o governo. De novo: o Governo de Roraima só chegou a essa concussão agora?

Enfim, as medidas adotadas pelo governo têm a clara intenção de agir como uma prevenção para a matéria do Fantástico que promete ser bombástica, como diz um jornalista amigo meu.

De acordo com as informações que circularam nas redes sociais da internet e celular, na tarde e noite de ontem, a equipe do Fantástico entrou no Hospital Geral e documentou toda a situação desumana com que são tratados os pacientes que chegam àquela unidade de saúde. Não é curioso que em pleno sábado à tarde o governo convoque a imprensa para anunciar um plano emergencial para a saúde? Eu acho.

Os repórteres do Fantástico também levantaram documentação sobre compras de medicamentos e demais licitações feitos pelo governo para a área da Saúde. O governo Chico Rodrigues tentou se antecipar à veiculação da matéria, com a finalidade de minimizar seus efeitos. Se vai conseguir ou não, só saberemos depois que a matéria do Fantástico for ao ar.

ANÁLISE - A candidatura de Neudo é uma bomba, mas não merece ser comemorada

By Luiz Valério → sexta-feira, 23 de maio de 2014
A candidatura de Neudo Campos (PP) ao Governo de Roraima veio com a força de um vendaval num cenário que aparentava estar [quase] definido.

Neudo incorporou esse “quase” – o fator surpresa – e resolveu embaralhar todo o meio de campo. Agora, teremos [os eleitores terão] mais uma opção para votar.

Particularmente eu não considero que a candidatura de Neudo Campos seja uma coisa que se deva comemorar. Os motivos? Deem um recuo na história de Roraima ao ano de 2003 e vocês terão a resposta.

Porém, para os nomes que já estavam postos no tabuleiro de xadrez eleitoral, a pré-candidatura do progressista caiu como uma bomba. Não será nada fácil para o governador Chico Rodrigues provar que ele é, de fato, um novo governo.

Como Chico vai desatrelar a sua imagem da de José de Anchieta – o pior governador que Roraima teve nos últimos 20 anos – andando de braços dados e se deixando fotografar com ele em toda e qualquer solenidade? “Me dizes com quem andas eu te direis quem és”, afirma o velho e batido ditado.

Mas, se não será nada fácil para Chico Rodrigues, será muito menos fácil para Ângela Portela. Neudo poderá arrebanhar o voto dos descontentes com a administração Anchieta/Chico, dos indecisos e ainda os que não querem arriscar entregar o poder ao PT velho de guerra.

A menos que tudo – a candidatura de Neudo - não passe de um arrumadinho para provocar um segundo turno, com um apoiando o outro: Neudo poiando Ângela ou vice versa.

E isso não é improvável. Aliás, a fala de Ângela portela, quando conversou comigo na tarde de hoje, explicitou essa possibilidade. Robert Dagon, pré-candidato ao governo pelo PSOL, também cantou essa pedra em meu programa.

O fato é que o nome de Neudo Campos desperta paixões. E eu considero esse um fenômeno muito curioso. E, esperto que é, ele ainda poderá surgir com o discurso: “Bem que eu avisei que Anchieta faria um péssimo governo. Está aí o desastre”. Ele vai ter toda razão. Apesar que não acredito que Neudo seja o melhor nome para governar Roraima. Porque? A justiça tem a resposta.

Agora, não dá para esconder que as eleições deste serão muito mais cheia de lances curiosos ou emocionantes, como queiram. Eu continuo apostando que será uma eleição muito mais acirrada do que a de 2010.

Os nomes estão lançados. Agora é esperar para ver.

PS - Ah, antes de qualquer coisa, eu também não considero que Anchieta seja um bom nome para representar Roraima no senado.

Neudo Campos é pré-candidato ao Governo de Roraima; Oposição terá dois candidatos

By Luiz Valério →
Como eu antecipei na semana passada, Neudo Ribeiro Campos (PP) é novamente pré-candidato ao Governo de Roraima. Quando conversei com Neudo sobre o assunto pela primeira vez, exatamente há uma semana, ele disse que estava tendo “pequenas conversas”, com um grupo de empresários roraimenses que se propõe a financiar sua campanha, mas que ainda não estava nada definido.

No entanto, naquela mesma semana, um dia antes do lançamento da pré-candidatura da senadora Ângela Portela (PT) ao governo, na sexta-feira (16), Neudo Campos disse a ela que não iria ao evento realizado pelo PT no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) em que Ângela se anunciaria candidata porque ele, Neudo, também estava decidido a disputar o governo. Esse foi o motivo de não haver tantas lideranças no palanque de Ângela Portela, naquele dia.

Neudo Campos me confirmou a sua pré-candidatura por telefone há poucos minutos. Desde o período da manhã que ele participa de reuniões em que são discutidas a composição da sua chapa e estratégias para a campanha. O deputado estadual Brito Bezerra (PP) também me disse hoje pela manhã que o grupo de empresários ao qual ele está ligado bateu o martelo e decidiu convencer Neudo a disputar o governo e a financiar a sua campanha.

“Um dia antes do lançamento da minha pré-candidatura, Neudo me disse que também seria candidato ao governo”, contou-me Ângela Portela. “No entanto, não houve nenhum rompimento entre nós. Eu respeito a decisão dele e ele respeitou a minha de manter a minha pré-candidatura. Eu não vou desistir de disputar o Governo de Roraima. Agora somos três candidatos com reais condições de se eleger”, disse Ângela Portela.

Para a senadora petista, a candidatura de Neudo Campos muda totalmente o quadro das eleições deste ano em Roraima. Numa primeira conversa que mantive com Ângela Portela, ela me disse que Neudo seria o candidato ao Senado dos seus sonhos. Enfim, ela queria que ele fizesse parte da sua chapa como candidato a senador. Agora o quadro mudou radialmente.

“Dos três candidatos, meu diálogo é muito mais próximo com Neudo”, afirmou Ângela, salientando que num eventual segundo turno em que Neudo figure com chances de eleição, ele teria o seu apoio.

O pré-candidato do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Robert Dagon, entende que a decisão de Neudo Campos de lançar a sua pré-candidatura ao governo faz parte de uma engenharia política para fazer com o poder permaneça nas mãos de sempre. “Ao final eles estarão todos juntos, um apoiando a candidatura do outro no segundo turno”, observou Dagon.

Deputados defendem aprovação de PEC que enquadra ex-policiais do ex-Território de Roraima aos quadros do Estado

By Luiz Valério → quinta-feira, 22 de maio de 2014
O plenário da Assembleia Legislativa ficou completamente lotado hoje pela manhã por ex-policiais e familiares de ex-policiais do ex-Território de Roraima, que foram cobrar dos deputados a aprovação da PEC 004/2014 que incorpora essas pessoas aos quadros da administração estadual.

A PEC 004 é similar à PEC 111, que esta semana foi aprovada no Senado e insere nos quadros da União mais de oito mil servidores dos ex-Territórios de Roraima e Amapá.

O autor da PEC 004, deputado Jânio Xingu (PSL), diz estar confiante na possibilidade de aprovação da proposta, assim como aconteceu com a PEC 111 no Congresso Nacional.

“Como a PEC 111 foi aprovada em Brasília, creio que a PEC 004/2014 também será aprovada aqui nesta Casa. Esses policiais merecem voltar ao quadro administrativo do Estado. São pais de famílias que já contribuíram muito com a segurança em Roraima”, disse Xingu.

Deputado Gabriel Picanço (PRB) - foto acima -, presidente da Comissão Especial que estuda a matéria, também acredita na viabilidade da aprovação. Ele diz que os deputados estaduais serão sensíveis à situação desses ex-policiais civis.

“Eu acredito que meus colegas deputados vão aprovar essa matéria, pois ela não criam um ônus tão grande assim para o estado. No mais, são policiais que têm uma folha de serviço prestado ao estado. Eu vou pedir ao governador Chico Rodrigues que, se essa PEC for aprovada aqui na Assembleia, ele a execute, pois são pessoas que merecem o reconhecimento do governo”, afirma.

O relator da PEC 004/2011 é o deputado estadual Coronel Gerson Chagas, do PRTB.

Projeto que beneficia público LGBT provoca polêmica na Câmara Municipal de Boa Vista

By Luiz Valério → terça-feira, 20 de maio de 2014
Os vereadores de Boa Vista aprovaram na sessão de hoje, por 10 votos a 2, em primeira votação, o Projeto de Lei de autoria do vereador Júlio César de Medeiros (PMDB) que inclui a Parada do Orgulho Gay e da Consciência Homossexual no calendário de eventos do Município de Boa Vista.

A matéria provocou bastante polêmica entre os vereadores. Parte dos parlamentares que fazem parte da bancada evangélica, como é o caso do vereador Mário César Balduíno, se retirou do plenário para não votar o projeto.

Miriam Reis e Manoel Neves, também evangélicos, ficaram para a votação, mas abriram uma discussão acerca dos princípios bíblicos que condenam o homossexualismo, e votaram contra o projeto. Mas, no final, o projeto acabou sendo aprovado por 10 votos a 2.

O vereador Júlio César disse que o objetivo do seu projeto é minimizar os efeitos do preconceito contra os homossexuais e disseminar o respeito ao próximo e a igualdade entre as pessoas. O vereador Manoel Neves justificou sua posição, afirmando que a bíblica condena o homossexualismo e que o projeto aprovado não traz nenhum benefício prático para o público ao qual se destina.

Já Sebastião Diniz, diretor do Grupo Diversidade, que trabalha na defesa dos direitos do público LGBT, condenou o preconceito e comemorou a vitória na primeira votação. O projeto de Júlio César de Medeiros foi aprovado em primeira votação, com uma emenda do vereador Abel Galinha que retirou do texto a obrigatoriedade do município de alocar recursos para a realização da Parada do Orgulho Gay e da Consciência Homossexual.

Lançamento da candidatura de Ângela Portela vira motivo de divergências nas redes sociais

By Luiz Valério → sábado, 17 de maio de 2014
E continua o disse-que-disse em torno do evento em que foi feito o lançamento da candidatura da senadora Ângela Portela ao Governo de Roraima, que acontece ontem no Centro de Tradições Gaúchas (CTG).

Pessoas ligadas ao grupo governista tentam desqualificar o evento, dizendo que a senadora não consegue agregar valor (apoios) à sua candidatura. Leia mais a seguir.

Publicação by Luiz Valério.

Chico Guerra diz que vai cumprir promessa de descontar percentual em salário dos deptuados faltosos

By Luiz Valério → quinta-feira, 15 de maio de 2014

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Chico Guerra (PROS) - foto acima - voltou a afirmar hoje que vai descontar um percentual no salário dos deputados faltosos.

Chico Guerra diz que os deputados só são obrigados a participar das sessões em que há matérias para votação. Ele alega que não tem como obrigar os deputados a participarem das sessões. Por isso, vai apelar para o desconto nos proventos dos parlamentares. A deputada Aurelina Medeiros (PSDB), considera a opção do desconto como infantilidade.

“Esperem o final do mês para conferir que eu vou descontar um percentual no salário dos deputados que faltam às sessões. Agora, eu não tenho como obrigar os deputados a se fazerem presente, eles só são obrigados a comparecer nas sessões em que tem matérias para votar. O Regimento interno só pune aqueles que não tiverem 75% de presença durante todo o ano. E nenhum deputado ainda se enquadra nessa situação”, disse Guerra.

O problema é que os deputados não comparecem sequer às sessões em que há projetos na pauta de votação. Ontem o deputado e corregedor-geral da Casa, Erci de Moraes (PPS), reclamou do fato de que um projeto de sua autoria já entrou em nove sessões para ser votado, mas faltou quórum para votação.

Profissionais de serviço social e psicologia querem cumprimento da lei que lhes coloca em atividade nas escolas estaduais

By Luiz Valério →
Profissionais de serviço e assistência social estiveram na Assembleia Legislativa, hoje pela manhã, reivindicando que a lei 940/3012 que estabelece a inserção do psicólogo e assistente social na rede estadual de ensino seja cumprida pelo Governo de Roraima.



A lei foi aprovada e, posteriormente, também foi votado e aprovado na Assembleia, o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCRR) dos professores sem que a legislação que beneficia psicólogos e assistentes sociais fosse incorporada ao plano.

Eliete Matos, uma das representantes do movimento, diz que as escolas da rede estadual necessitam de profissionais de assistência social e psicologia para atender aos alunos que enfrentam problemas de gravidez na adolescência e de comportamento.
“Nós sabemos que os professores e gestores estão sobre carregados com situações que precisam da ajuda dos profissionais de psicologia e assistência social para resolver. Então o que nós queremos é que a lei 940 seja cumprido para que nós possamos ajudar a resolver situações diversas que existem nas escolas, como gravidez na adolescência entre outras questões de comportamento”, afirma Eliete.
O deputado Joaquim Ruiz, presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, lamenta o fato da lei 940 não ter sido inserida no PCCR dos professores e diz que vai dialogar com o governo e os deputados para encontrar uma saída para o impasse.

Os profissionais de assistência social e psicologia estavam munidos com faixas e cartazes e cantaram o Hino Nacional no plenário da Assembleia Legislativa.

ENTREVISTA COM PETRÔNIO ARAÚJO - 'É preciso acabar com a corrupção em Roraima'

By Luiz Valério → quarta-feira, 14 de maio de 2014
Nesta entrevista concedida originalmente ao Jornal Roraisul e republicada aqui no blog Política com Pimenta, o médico Petrônio Araújo (PDT) - foto acima -  reafirma a sua decisão de disputar novamente o governo de Roraima, nas eleições desse ano. Ele se mostra arrependido de ter apoiado José de Anchieta (PSDB), no segundo turno de 2010, pois, diz ele, o ex-governador não rompeu com as práticas nocivas que prejudicam a administração pública. Petrônio Araújo também afirma que é preciso “acabar com a corrupção no Estado de Roraima”. Confira a entrevista.

Luiz Valério - Dr. Petrônio Araújo, para começo de conversa, qual diagnóstico o senhor faz da situação socioeconômica de Roraima, depois da gestão do ex-governador José de Anchieta?

Petrônio Araújo – Na verdade, a situação socioeconômica do Estado de Roraima foi tratada com seriedade e compromisso durante os governos militares, até o governo de Ottomar de Souza Pinto. De lá pra cá, o Estado tem atravessado crises profundas nas suas administrações, com vários escândalos de corrupção, governador cassado e ex-governador condenado por vários crimes, etc. O ex-governador Anchieta foi mais um desses envolvidos em escândalos e corrupção, e que agravou ainda mais a situação socioeconômica do nosso Estado.

Luiz Valério - O senhor considera que foi um erro seu apoiar a candidatura de Anchieta ao Governo de Roraima, no segundo turno das eleições de 2010, uma vez que ultimamente o senhor vem falando em desmandos e atraso nas redes sociais?

Petrônio Araújo – Nós estamos vivendo uma democracia, que ainda precisa muito ser aperfeiçoada. Eu fui candidato ao governo em 2010 e fui muito perseguido pelo o grupo político do outro candidato ao governo, Neudo Campos, que inclusive negociaram minha candidatura, em Brasília, com o então presidente nacional do meu partido, o PHS, o senhor Paulo Matos. Então, não tinha nenhuma coerência política, apoiá-los no segundo turno. Por outro lado, o Anchieta já era governador e herdeiro político do saudoso Ottomar de Souza Pinto. Então, achamos mais coerente apoiar e deixar o Anchieta dar continuidade a seu governo. Na época, eu não sabia de nenhum envolvimento dele em esquemas. Já o outro candidato estava sendo julgado pela justiça, por envolvimentos em escândalos, inclusive, o esquema gafanhoto. E tinha renunciado ao mandato de deputado federal, para não ser cassado.
"Eu fui candidato ao governo em 2010 e fui muito perseguido pelo o grupo político do outro candidato ao governo, Neudo Campos"
LV - O que foi que pesou na sua decisão de apoiar José de Anchieta no segundo turno das eleições passadas?

PA - Demos um voto de confiança a Anchieta para que ele pudesse dar continuidade ao seu próprio governo e fizesse uma administração livre das amarras políticas e compromissos de governos passados, que impedem o desenvolvimento socioeconômico do nosso Estado.
 
LV -  O senhor ainda acredita na possibilidade de renovação da política de Roraima, com a quebra desse modelo retrógrado de fazer política?

PA - Eu sempre tenho fé e acredito nas lutas sociais. Creio que com maior conscientização do povo, nós podemos mudar esse sistema político, do qual somos refém. Penso que a reforma política através de um plebiscito debatido com a sociedade seria um primeiro passo. Porém, o mais importante é que os eleitores procurem colocar no poder pessoas dignas, honradas e compromissadas com os anseios da sociedade.

LV -  Quais são, na sua opinião, os principais problemas estruturais que Roraima ainda precisa resolver, com urgência, para dar um salto em seu desenvolvimento?

PA - O primeiro salto que temos que dar é nos livrarmos desses políticos e políticas, aos quais já concedemos mandatos e eles nada fizeram a não ser defender seus próprios interesses. Precisamos nos livar de corruptos que formam grandes esquemas para desviar os recursos destinados à infraestrutura, da educação, da saúde, da segurança, da produção etc. Caso não se resolva o problema da corrupção no nosso Estado, jamais teremos desenvolvimento socioeconômico. Nós temos assistido estarrecidos, os montantes de recursos vindos para construção e manutenção de rodovias. E os serviços realizados são da pior qualidade. 

LV -  O senhor vai mesmo se candidatar novamente ao Governo de Roraima? Quais propostas principais o senhor tem para apresentar ao eleitorado?

PA - Eu sou pré-candidato pelo o PDT ao governo de Roraima. Se depender de mim, eu serei candidato. Apesar das forças conservadoras, que não querem a mudança no nosso Estado, de tentarem desarticular e desacreditar nossa candidatura, para polarizar a as eleições em duas candidaturas. Uma dessas forças é o continuísmo e a outra é o retrocesso, pois já governaram Roraima também e foram um fracasso. Portanto, não atenderão aos verdadeiros anseios do nosso povo. Minha primeira proposta é um plano de combate à corrupção no governo do nosso Estado. Porque se deixar os corruptos surrupiando os recursos públicos, tudo funcionará precariamente. Mas nossas principais propostas também são no sentido de fazer o Estado desempenar suas atribuições com competência, principalmente na educação, saúde, segurança, infraestrutura e apoio a produção e geração de empregos.   
"O primeiro salto que temos que dar é nos livrarmos desses políticos e políticas, aos quais já concedemos mandatos e eles nada fizeram a não ser defender seus próprios interesses"
LV -  O senhor nunca pensou em disputar um cargo que não seja o de governador?

PA - A minha vocação é mais para executar. O parlamento é importante, mas nós estamos precisando de um poder de governo, para realizar as mudanças que a nossa sociedade precisa.

LV - A saúde em Roraima melhorou um pouco, mas ainda há muito problemas a resolver. Na sua opinião, quais são ainda os principais gargalos a se resolver na área da saúde?

PA - Primeiro, colocar à frente da pasta um profissional da área, competente, que tenha vocação e entenda muito de saúde. Temos que trabalhar no incentivo à promoção da saúde, intensificar a prevenção das doenças. Temos que melhorar o atendimento aos pacientes, aprimorar a gestão da saúde e financiá-la adequadamente para atender as demandas. O Estado tem que trabalhar em parceria com as prefeituras, para que os municípios possam resolver os problemas dos pacientes, na sua localidade. Temos que ter profissionais nas várias áreas da saúde e especialistas para atender as demandas, remunerando-os dignamente. Construir postos de saúde, centros e hospitais com infraestrutura e equipados adequadamente e com remédios para atender as demandas com humanismo, fazendo diagnósticos corretos e tratando os pacientes, baseado nas melhores evidências que a ciência nos disponibiliza atualmente.

LV - Se, uma vez candidato, o senhor fosse eleito em outubro, o que o senhor priorizaria?
PA -A dignidade humana, tentando dar o melhor de mim para que o Estado pudesse proporcionar à nossa sociedade educação da melhor qualidade, saúde da melhor qualidade, segurança para as pessoas, a infraestrutura necessária para que o nosso Estado pudesse viabilizar a produção e gerar empregos.

LV -  Será possível fazer frente à máquina administrativa do governo e a uma candidata que deverá ter apoio federal na disputa pelo governo de Roraima?
PA - Sim. Se a nossa candidatura se viabilizar, e eu acredito que será a única com consistência, ela será capaz de passar confiança e credibilidade, para fazer as mudanças, que a nossa sociedade almeja.
E pode vencer as máquinas administrativas dos governos estadual e federal. Porque esse governo que está aí, que muitos estão chamando de novo, nada mais é que o continuísmo de um governo, que nós já testamos, todavia foi e está sendo, uma grande frustração. A outra candidatura, de situação também, que estão querendo viabilizar, já estiveram no governo do nosso Estado, nada fizeram e foram até cassados por corrupção. Então, aqueles que defendem essa candidatura, estão querendo enganar o povo também. Não temos nada a esperar de bom deles. E na minha, opinião o PT está fazendo um governo desastroso em todo o Brasil e aqui em Roraima também, envolvidos em escândalos corrupção etc. Uma grande parte do eleitorado deseja uma candidatura confiável, com competência e compromisso para fazer a mudança política e incrementar o nosso desenvolvimento socioeconômico.
        
LV -  Diante dos dois pré-candidatos que estão de antemão colocados no atual cenário para as eleições deste ano – Chico Rodrigues (PSB) e Ângela Portela (PT) – o senhor acredita na possiblidade de ir para um possível segundo turno?

PA - Eu acredito que a minha candidatura tem mais chance de ir par o segundo turno do que a da atual senadora do PT, Ângela Portela, e vencer a máquina governamental. Porque a candidata do PT, como senadora, não fez nada até agora de marcante, mesmo sendo da situação do governo federal que tem muita verba e poderia implementar grandes obras de infraestrutura para o desenvolvimento de Roraima. Ela também já foi secretária, do ex-governador Flamarion Portela (PTC), seu marido, e que acabou cassado por corrupção.    
"Se a nossa candidatura se viabilizar, e eu acredito que será a única com consistência, ela será capaz de passar confiança e credibilidade, para fazer as mudanças, que a nossa sociedade almeja"
LV -  Dr. Petrônio, o que o senhor espera das eleições deste ano em termos de lisura e respeito aos eleitores?

PA - Eu espero que elas ocorram com total transparência. Nós temos que estar vigilante até nas urnas eletrônicas, porque segundo alguns, a segurança do seu sistema tem sido questionada por especialistas. Todavia, o maior problema é que os dois lados vão ter muito dinheiro para gastar nas suas campanhas. Poderão pagar cabos eleitorais profissionais, que vivem das benesses do poder e à espera das eleições para convencerem os eleitores de que não adianta tentar mudar, porque todos são iguais e é melhor vender o voto.


Neudo Campos está disposto a entrar na briga pelo governo (?)

By Luiz Valério →

Uma fonte minha me disse hoje pela manhã, que o ex-governador Neudo Ribeiro Campos (PP) estaria sendo incentivado por um grupo de empresários roraimenses a sair candidato ao governo novamente, como aconteceu em 2010. Esses empresários estariam dispostos a bancar a candidatura de Neudo, que estaria propenso a entrar no jogo eleitoral para o governo.

Dessa forma, a senadora Ângela Portela (PT), que prepara o lançamento da sua pré-candidatura para sexta-feira (16), sairia do páreo para apoiar Neudo. Tudo isso até agora no campo da suposição. Então, para passar a história a limpo, fui conversar com o próprio Neudo Campos, coisa que fiz há uns dez minutos por telefone.

Neudo me disse que manteve apenas “pequenas conversas” com os empresários e que essas conversas “não é nada que mereça ser publicado”. Mas, como não? Seria uma grande mudança no cenário político, uma vez que Ângela Portela abriria mão de ser candidata. Mas Neudo me disse que “ainda não tem nada definido. Hoje não há nada certo quanto a isso”.

O ex-governador ainda me afirmou que tem um acordo segundo o qual, se os processos de Anchieta fossem julgados e ele assumisse o governo, ele, Neudo, seria candidato à reeleição. No entanto, Neudo também não descartou a possibilidade de sair candidato ao Senado e apoiar Ângela para o governo. Ou seja, o cenário político pode mudar a partir de movimentos imperceptíveis de bastidores.

Faltas dos deputados estaduais às sessões da Assembleia deveriam ser consideradas abandono de emprego

By Luiz Valério →

Hoje, mais uma vez, projetos deixaram de ser votados na Assembleia Legislativa por falta de quórum. O painel eletrônico do plenário assinalava a presença de 15 deputados, mas apenas 11 estava efetivamente presentes. Mesmo assim, não foi possível discutir nenhum projeto, pois o quórum mínimo para deliberação de matérias é de 13 deputados.

A deputada Aurelina Medeiros (PSDB), vice-presidente da Casa, diz que não existe justificativa para a ausência dos parlamentares às sessões. Ela diz ser preciso cumprir o regimento interno da Casa, que prevê punição para os faltosos.

“O regimento interno da Assembleia prevê que cada deputado deve ter 75% de presença nas sessões por ano. Quem não estiver cumprindo isso, deve ser punido de acordo com as penas previstas no regimento. Ninguém é aluno para estar sendo chamado a atenção por causa de faltas”, afirmou.

Aurelina Medeiros diz não concordar com a decisão do presidente da Assembleia, deputado Chico Guerra (PROS), que optou pelo de um percentual do salário dos faltosos para cada ausência nas sessões. “Isso é uma coisa que eu considero até infantil”, diz ela.
OPINIÃO DO EDITOR
Eu confesso que estou com uma dúvida atroz: afinal, a maioria dos parlamentares resolveu jogar a toalha e desistir da atividade legislativa? Esses deputados resolveram fazer uma renúncia branca coletiva e esqueceram de avisar à população? É o que está parecendo.
A falta dos deputados às sessões, da forma como vem ocorrendo, deveria ser considerada abandono de emprego. Porque se um trabalhador comum, que não faz parte do parlamento e, portanto, não tem privilégios, falta insistentemente ao trabalho, sem maiores explicações, tem a sua conduta considerada como abandono de emprego e o faltoso é sumariamente demitido pelo patrão. Assim também deveria ser para os espertos deputados estaduais. Afinal, o patrão dos deputados estaduais é o povo.
O pior é que alguns desses espertalhões assinam sua presença no livro e no painel da Casa e depois batem em retirada. Trata-se de uma atitude sem vergonha. Deveria ser quebra de decoro parlamentar, pois os deputados que agem dessa forma estão ludibriando aqueles que lhes confiaram o voto.
A ausência dos deputados às sessões da Assembleia Legislativa deveria ser considerada estelionato, pois eles recebem por uma mercadoria ou produto (uma boa atuação) e não entregam conforme a o prometido.
Esses deputados faltosos merecem a repugnância da população. Merecem cair no ocaso político. Merecem serem banidos da vida pública, pois não respeitam o compromisso assumido com o povo.

ENTREVISTA COM ÂNGELA PORTELA – ‘Quero promover a justiça social e a cidadania’

By Luiz Valério → terça-feira, 13 de maio de 2014
Dando continuidade as entrevistas com os pré-candidatos ao Governo de Roraima, publico hoje a entrevista que fiz por e-mail com a senadora Ângela Portela (PT). Nessa conversa aberta e franca ela fala sobre sua atuação em Brasília e, lógico, sobre as eleições deste ano. Ângela fala sobre os adiamentos do lançamento da sua candidatura ao governo, sobre como pretende formar uma coalizão que lhe permita disputar com a máquina administrativa de igual para igual e diz que quer “promover a justiça social” em Roraima. A primeira entrevista foi publicada ontem, com o governador e candidato à reeleição, Chico Rodrigues (PSB). Acompanhe.

Luiz Valério - Senadora, vamos começar falando sobre o seu trabalho em Brasília. Os seus quatro anos de mandato como deputada e esse tempo como senadora ajudaram a moldar seu pensamento político? E mais: o que a senhora destacaria como suas principais ações parlamentares?

Ângela Portela – Não diria que moldou meu pensamento, mas certamente fortaleceu minhas convicções e minha forma de fazer política. Esses sete anos em Brasília me trouxeram muita experiência e um conhecimento muito maior de como funcionam as instâncias de poder no país, mas não mudaram meu comportamento e minha visão em defesa de um Roraima melhor. Dentre minhas conquistas mais importantes posso destacar a aprovação do Código Florestal, onde consegui aprovar uma emenda que permite ampliar a área disponível para cultivo no Estado sem ameaçar o meio ambiente, e os investimentos que conquistamos: novas creches, três institutos federais de educação, a Casa da Mulher Brasileira, o Teatro Municipal de Boa Vista, os investimentos em infraestrutura nos municípios, entre outros.
"Esses sete anos em Brasília me trouxeram muita experiência, mas não mudaram meu comportamento e minha visão em defesa de um Roraima melhor."
Luiz Valério - A senhora enfrentou alguma dificuldade para exercer seu papel de legisladora por ser mulher e representante de um Estado pequeno, de microeconomia e distante, como Roraima?

Ângela Portela – Considero que as dificuldades que todas nós, parlamentares mulheres, enfrentamos no mundo da política, fazem parte de uma compreensão sobre os papéis dos homens e das mulheres que a sociedade tem, ou seja, o de que às mulheres é reservado o espaço privado/doméstico, e aos homens o espaço público (da política). Mas diria que consigo superar estas dificuldades e conviver em harmonia com meus pares, fazendo-os me respeitar e respeitando-os também. Porém, sem abrir mão de meu direito de representar o povo de Roraima com dignidade e decência. Já com relação ao fato de representar um Estado pequeno, aí sim, penso que toda a bancada de Roraima enfrenta dificuldades. Mas ainda assim, superamos os obstáculos e creio que garantimos nossa representação no Congresso.

LV - Como a senhora avalia a situação da mulher no Brasil Ainda falta muito a se avançar no quesito igualdade homem-mulher?

AP - Claro que ainda temos muito a avançar, apesar de já contarmos com muitas conquistas e mudanças. A ampliação da representação feminina no Congresso Nacional é uma questão inadiável, pois hoje somos apenas cerca de 10% do parlamento. A bancada feminina lançou a campanha “Mulher, Tome Partido”, exatamente para estimular mais mulheres a fazerem parte da política. A igualdade salarial entre os sexos e a superação da violência doméstica são outros problemas sérios que precisamos superar rapidamente e esta é uma tarefa de governos, políticos e sociedade.

LV - Com o seu conhecimento adquirido no Congresso Nacional, o que a senhora acredita ser possível fazer para mudar o panorama socioeconômico de Roraima? Quais características do estado que estão subaproveitadas, economicamente falando?

AP – Acredito que Roraima, desde sua fundação, se orientou por um modelo de desenvolvimento onde o Estado era o centro. Este modelo, ao meu ver, se esgotou e precisamos superá-lo para seguir adiante. O estado não dá conta de absorver, sozinho no mercado de trabalho, toda essa juventude que está estudando em cursos técnicos ou nas universidades. Precisamos pensar o estado como indutor do desenvolvimento, criando condições para estimular nosso setor produtivo, gerando empregos e renda. O linhão do Tucuruí, obra do governo federal que deve ser concluída em breve, é fundamental por nos garantir acesso ao sistema nacional de energia. Temos estudos do IPEA e da UFRR que apontam para novos caminhos, alguns hoje até inexplorados, como nosso potencial para o ecoturismo e o turismo de aventura. No entanto, é necessária uma mudança na mentalidade política, entender que não é mais possível evoluir com esses hábitos ultrapassados de administração que vemos há tanto tempo e que nos levaram, hoje, a ser o Estado mais endividado do país. Esta nova mentalidade inclui uma forte parceria com a sociedade, para abrir estes novos caminhos; dou o exemplo do novo Código Florestal, que, como já citei, recebeu emenda minha, discutida e formulada em conjunto com o setor produtivo do Estado, mas que agora precisa ser regulamentada pelo Estado para que possa ser efetivamente aplicada. E está parada.
"Política não se faz sozinho, governo também não. Estamos em processo de discussão do nosso programa de governo, que não envolve somente um grupo político, mas toda a população de Roraima."
LV - Senadora, agora vamos falar de eleições. Quais foram os motivos que levaram a senhora a adiar o anúncio da sua candidatura ao governo de Roraima?

AP – Tínhamos um evento marcado para março, que teve que ser adiado em virtude do falecimento repentino da minha mãe. Após o período de luto, tivemos que coordenar as agendas novamente para garantir a presença do presidente nacional do PT, Rui Falcão, que faz questão de estar conosco aqui em Boa Vista para o lançamento. Agora está confirmado para o dia 16.

LV - Quem deverá seu candidato a vice-governador? Quais as características dele?

AP – Minha candidatura ao Governo de Roraima não nasceu de um desejo pessoal ou de uma busca pelo poder. Este projeto está centrado em um projeto maior de mudanças que toda a sociedade pede. Queremos governar Roraima, para promover justiça social, cidadania e garantir a todas as pessoas as mesmas oportunidades. Desta forma, nosso candidato a vice-governador virá dos partidos aliados, e o que espero é que esteja comprometido com nosso projeto de uma nova forma de administrar Roraima. Em primeiro lugar deve estar o cidadão e a cidadã.

LV – Quais projetos o seu grupo político ou a senhora teria para tentar convencer o eleitorado de que seu nome pode ser a melhor opção para governar Roraima?

AP – Política não se faz sozinho, governo também não. Estamos em processo de discussão do nosso programa de governo, que não envolve somente um grupo político, mas toda a população de Roraima. Vamos ouvir a todos para formular um projeto que atenda aos anseios de todos, que possa dar as respostas que a população precisa agora. De minha parte, vou oferecer humildemente ao eleitorado a minha história de vida e minha conduta política, de transparência, sinceridade e honestidade. Quero conduzir minha campanha olhando nos olhos de cada um, para que saibam que vou cumprir com meus compromissos, como sempre tenho feito.

LV - Seu esposo, o deputado estadual Flamarion Portela (PTC), já foi governador de Roraima, cujo mandato foi interrompido pela cassação imposta pelo Supremo Tribunal Federal. A senhora teme que esse histórico de uma pessoa intimamente ligada à sua pessoa possa vir a atrapalhar a sua campanha?

AP – Absolutamente, não. Flamarion é meu companheiro de mais de 30 anos, pai de minhas filhas. Seu governo já faz parte da história e ele inclusive já se apresentou ao julgamento do povo nas urnas. O eleitor é sábio, conhece nossa trajetória e tem condições de diferenciar as coisas.
LV - E para o Senado? Parece-me que a senhora está numa encruzilhada: o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB) quer ser candidato à reeleição. Enquanto isso, o ex-governador Neudo Campos (PP) pleiteia se candidatar ao mesmo cargo... Como equacionar esse impasse?
"O Neudo, como já afirmei, possui um histórico de serviços prestados ao povo de Roraima, que saberá tomar a melhor decisão de forma soberana."
AP – Isso será discutido e avaliado com os partidos aliados. Ambos são companheiros valorosos, com grandes serviços prestados a Roraima e terei muita honra em contar com eles ao meu lado.

LV - A senhora não teme que um candidato que tem o histórico de processos na justiça, como e o caso de Neudo Campos, possa atrapalhar a sua candidatura?

AP – Processos são discutidos no Poder Judiciário, na forma da lei. O Neudo, como já afirmei, possui um histórico de serviços prestados ao povo de Roraima, que saberá tomar a melhor decisão de forma soberana.

LV - Por fim, o que a senhora espera das eleições deste ano?

AP – Espero uma campanha limpa, digna e conduzida com respeito pelos eleitores, para que eles possam escolher com clareza e optar pelo melhor projeto político que irá guiar nossos destinos pelos próximos quatro anos.

NOTA DO EDITOR - A entrevista de amanhã será com o médico Petrônio Araújo, pré-candidato ao Governo de Roraima pelo PDT.

Chico Guerra diz que endividamento é problema do governo e não da Assembleia

By Luiz Valério →
O governador Chico Rodrigues (PSB) se reuniu ontem com os deputados estaduais para repassar aos parlamentares a situação de endividamento do estado e pedir ajuda para contenção de despesas. Chico Rodrigues falou da dívida de mais de R$ 700 milhões e anunciou medidas austeras para cortes e ajustes na máquina pública.

De acordo com o relato feito pelo governador, o Estado de Roraima está à beira do abismo financeiro. Aos deputados, Chico Rodrigues pediu que eles deixassem o discurso político-eleitoral de lado para ajudar o governo a enfrentar essa situação de endividamento.

A reunião de ontem foi tema do discurso do deputado Soldado Sampaio (PC do B), hoje, na tribuna da Casa. Sampaio que entende ser necessário investigar para saber a quem cabe a responsabilidade pelo endividamento do estado. Sampaio quer saber se essa dívida é fruto de má fé ou incompetência administrativa.

O parlamentar afirma que a bancada de oposição sugeriu algumas medidas de austeridade para cortar gastos. Ele diz que, se o governo quiser resolver o problema é preciso adotar medidas austeras. “A situação em que o estado se encontra é calamitosa. Essa dívida não pode ser rolada para o ano seguinte”, afirma.

A oposição sugeriu ao governo que reduza o número de prédio de terceiros alugados para abrigar repartições públicas. “Sugerimos ainda que o governo reduza as despesas com publicidade e propaganda, que são excessivas, e que também reduza os cargos comissionados e funções gratificadas que oneram a folha de pagamento, enfim, que deixe apenas aquelas necessárias ao funcionamento da máquina administrativa. O governo terá que cortar na própria carne sem penalizar a sociedade”, enumera.

O deputado Chico Guerra (PROS), presidente da Assembleia Legislativa (foto abaixo) diz que parte da dívida do estado é fruto dos empréstimos feitos ao longo dos sucessivos governo para obras como o linhão de Guri e esgotamento sanitário e tratamento de água.
Chico Guerra diz que é responsabilidade do governo encontrar meios de resolver esse abacaxi da dívida. Segundo ele, essa não é responsabilidade da Assembleia Legislativa.

“Esse problema não é nosso. É do Governo do Estado e cada um cuida da sua cozinha. Nós temos que ajudar o governo no sentido de dar apoio político e aprovar as matérias que solucionem o problema. Mas quem tem que resolver essa problema é o governo”, esquivou-se Guerra.
NOTA DO EDITOR

Por mais que Chico Rodrigues não queira responsabilizar nominalmente o seu antecessor no governo – José de Anchieta -, está mais do que claro que o governador pretende mostrar que herdou problemas administrativos sérios, com os quais ele não conseguirá lidar sozinho. Pouco a pouco, Chico vai desnudando as feridas de uma administração deslumbrada com o poder e que passou os pés pelas mãos em diversos setores. 
Eu repito o que eu disse em post anterior. Não será fácil para o governador Chico Rodrigues manter uma aliança com José de Anchieta. Como ele vai pedir votos para um candidato que deixou o estado à beira da falência? Como ele vai dizer que Anchieta fez um grande governo e, por isso, merece ser senador, se agora ele, Chico Rodrigues, está sendo obrigado a pedir a ajuda dos deputados para corrigir os erros estratosféricos cometidos pelo seu antecessor? 
Quando assumiu o governo, na primeira entrevista coletiva que concedeu à imprensa um dia depois da sua posse, no sábado, 5 de abril, Chico Rodrigues disse que faria uma auditoria nas contas do estado para saber onde estava pisando. Está aí o primeiro e assustador levantamento realizado, dando conta de uma dívida de mais de R$ 700 milhões.
Chico Rodrigues não vai conseguir esconder tudo isso debaixo do tapete. E José de Anchieta não ficará nada feliz ao ver desnudada suas traquinagens administrativas. Se quiser ser, de fato, um novo governo, Chico Rodrigues vai ter de afastar sua imagem da de Anchieta. Do contrário, será corresponsável pelos desmandos que afirma ter encontrado. Afinal, ele era vice-governador e manteve praticamente a mesma equipe formada por Anchieta há sete anos.

ENTREVISTA COM CHICO RODRIGUES - “Não sou marionete; política é conciliação”

By Luiz Valério → segunda-feira, 12 de maio de 2014
Vou reproduzir aqui no blog as entrevistas com os pré-candidatos ao Governo de Roraima que fiz para o Jornal Roraisul de maio, que começou a ser distribuído nos municípios região sul de Roraima no último final de semana. Trata-se do início da cobertura das eleições gerais deste ano. Eu conversei, por e-mail, com a senadora Ângela Portela (PT), com o governador e candidato à reeleição, Chico Rodrigues (PSB) e com o médico e eterno candidato ao governo, Petrônio Araújo (PDT). A seguir, eles falam sobre política, sobre projetos de desenvolvimento e, lógico, sobre as eleições 2014. Inicio com a entrevista com Chico Rodrigues.

O governador e candidato à reeleição Chico Rodrigues (PSB) diz que, se for reeleito, fará um governo que respeite a dignidade das pessoas. Ele afirma que os comentários sobre seu rompimento com o ex-governador José de Anchieta não passam de fofocas. “Respeito o ex-governador Anchieta como respeito todos os demais que passaram pelo cargo, mas hoje quem está no comando sou eu”, diz. O pré-candidato à reeleição afirma que suas prioridades são segurança, saúde e educação. Confira a entrevista na íntegra. Confira.

 Luiz Valério - Chico Rodrigues, o senhor assumiu o governo com vontade de mostrar trabalho. Está realizando ações para as quais o seu antecessor José de Anchieta dizia não ter recursos. Também se anuncia como “um novo governo”. O objetivo é demonstrar uma ruptura com o modelo administrativo anterior?

Chico Rodrigues - Como qualquer governante que tem uma história atrelada a história do próprio Estado de Roraima, não poderia assumir o governo pensando de forma diferente. Tenho um mandato de apenas nove meses pela frente e tenho que honrar cada dia para que possa retribuir ao povo de Roraima com muito trabalho e mais ainda com ações que representem benefícios a população e não simplesmente gastos do dinheiro público. Quando falo sobre “novo governo”, acho ser um termo supernatural, pois cada um tem um estilo de governar. Ottomar, Neudo, Flamarion e Anchieta todos tiveram seu jeito de governar e o meu é do jeito que vocês estão vendo, gosto de andar, ou melhor correr para que as coisas aconteçam e não gosto de ficar esperando, prefiro fazer.

Luiz Valério - O senhor não teme que as diversas ações que o governo está realizando sejam confundidas com o uso da máquina para atrair a atenção dos eleitores, visando a campanha deste ano?

Chico Rodrigues - Volto a repetir tenho um compromisso com o povo de Roraima. Estou Governador, não nasci governador e não estou fazendo as coisas pensando em eleição, hoje meu foco é tocar a máquina pública estadual da melhor maneira possível. O que temos que acabar em Roraima é essa velha mania de que em ano eleitoral ninguém pode trabalhar porque tudo se credita ao momento político. Afirmo a vocês: o futuro a Deus pertence e só quero fazer o melhor pelo meu povo, sempre fiz política dessa forma, com muito trabalho e beneficiando a quem realmente precisa.

LV - Governador, dizem nos bastidores que o senhor teria rompido politicamente com o governador José de Anchieta ou estaria tentando descolar a sua imagem da dele para não ter perdas, eleitoralmente falando. Até que ponto isso é verdade?

CR - Entendo perfeitamente os comentários feitos, mas algumas pessoas maldosas querem imputar brigas, mesquinharias que não existem. Respeito o ex-governador Anchieta como respeito todos os demais que passaram pelo cargo, mas hoje quem está no comando sou eu, e eu tenho meu estilo de governar que não canso de dizer que está focado no trabalho para o povo e não em mesquinharias ou fofocas que nada agregam ao cargo de governador.

LV - Por todos os lugares onde se passa no Estado, pode-se ver outdoors, placas, cavaletes, com propaganda, além das mensagens veiculadas pela internet no Facebook e YouTube. Diante da situação econômica relativamente grave em que o estado se encontra, é sensato gastar tanto dinheiro com propaganda?

CR - Estamos simplesmente apresentando ao nosso povo as ações que estamos desenvolvendo através da publicidade e mais ainda mantendo o nível e a média de investimento dentro do que é previsto em Lei e nenhum centavo além do permitido. Nossas ações estão em ritmo acelerado e devem ser comunicadas a população nesse curto espaço de tempo, já que no final do mês de junho a propaganda institucional não poderá mais ser realizada cumprindo determinação legal por iniciar o período eleitoral.
"Respeito o ex-governador Anchieta como respeito todos os demais que passaram pelo cargo, mas hoje quem está no comando sou eu"
LV - Agora vamos falar de campanha eleitoral. Que o senhor é candidatíssimo à reeleição, ninguém duvida. Mas, quanto ao seu candidato à vice, o senhor está realmente convicto de que o deputado Rodrigo Jucá é o melhor nome para ser seu companheiro de chapa?

CR - Como falei no começo dessa entrevista, estou, nesse momento, preocupado em resolver as demandas mais urgentes de nosso Estado e o futuro a Deus pertence. Caso Deus me conduza para concorrer a mais um mandato, o receberei como mais uma provação a ser superada, mas deixo claro que jamais utilizarei qualquer arma desleal, sou uma pessoa temente a Deus e por isso respeito é uma regra de vida que levo comigo sempre.  Com relação ao nome do deputado estadual Rodrigo Jucá, o considero um jovem talentoso e promissor na política roraimense e teria total condições de concorrer a qualquer cargo eletivo no mundo político.

LV - As vozes da oposição dizem que o senhor é a continuação disfarçada do governo anterior, apesar do seu esforço em imprimir uma marca própria no governo. Os mesmo críticos também afirmam que o senhor está chancelando a criação de um monopólio político no estado ao compor com o clã Jucá. Como o senhor recebe essas críticas?

CR - Com naturalidade. Mas volto a frisar que quem está no governo se chama Chico Rodrigues, eu tenho estilo próprio. Não sou marionete e nunca serei marionete de ninguém, mas levo minha vida política em cima de uma máxima que diz que POLÍTICA é a arte de conciliar os opostos. Sou uma pessoa que no meu discurso de posse falei que quero a integração de todos os políticos em prol de Roraima. Já entrei em contato com a Senadora Ângela Portela, tentei falar com o Senador Mozarildo Cavalcante para dizer que estamos aqui para juntar as mãos e esforços para melhorar Roraima. Hoje já conto com o apoio do Senador Romero Jucá que é um político que transcende os limites geográficos de Roraima e goza de altíssimo prestígio no cenário político nacional, sendo uma pessoal fundamental pela sua experiência e pela sua liderança. Vale destacar que ninguém é eleito senador por três vezes consecutivas sem liderança, habilidade e talento.
"Com relação ao nome do deputado estadual Rodrigo Jucá, o considero um jovem talentoso e promissor na política roraimense e teria total condições de concorrer a qualquer cargo eletivo no mundo político".
LV - Qual o seu projeto de governo para Roraima? O que senhor faria de diferente em relação a Anchieta Júnior, político com quem o senhor compôs a chapa vitoriosa de 2010?

CR - Com toda nossa equipe de governo, estamos planejando um Estado baseado em alguns pilares emergenciais. A segurança desde o início de meu governo está recebendo atenção especial. Programas como Polícia nas Ruas e Tolerância Zero nas Fronteiras já tem apresentado seus primeiros resultados e em breve com a ajuda de Deus estaremos colocando nas ruas o programa mais ousado já visto na segurança pública do Estado. Estaremos lançando o Ronda nos Bairros, um programa de aproximação com a população e que dará segurança real as famílias de Roraima. A educação será prioridade também. Precisamos ter uma educação de qualidade e voltada para resultados. Vamos formar vencedores, pessoas que queiram sonhar com o futuro e com o sucesso. Na educação faremos uma grande reavaliação de gastos para otimizar os recursos e aplicar onde realmente seja necessário. Na saúde, temos consciência do problema que vive o setor no Brasil todo, mas reclamar não faz parte do meu estilo, vamos arregaçar as mangas e já nas próximas semanas instalar mais 60 leitos para acabar com macas e cadeiras nos corredores do HGR. Além disso, um programa simples, mas de grande alcance social, será o Alô Cegonha que irá buscar e levar as mães grávidas de baixa renda e que moram em locais distantes e que não tenham como se deslocar até a maternidade para o momento especial de dar à luz. Nosso outro pilar de administração é o apoio incondicional à iniciativa privada. Vamos dar as mãos ao setor produtivo para transformarmos a iniciativa privada no grande propulsor de desenvolvimento de Roraima. O Governo tem que ficar responsável pelas políticas públicas e a iniciativa privada por incrementar nossa economia.

LV - A sua experiência como deputado federal bem relacionado em Brasília pode contribuir para que o senhor consiga os investimentos necessários para o estado, caso o senhor se reeleja?

CR - Os sete mandatos que tenho sobre minhas costas com certeza agregarão muito em minha trajetória como governador. Minhas ações e decisões de hoje já trazem consigo a experiência e o transito que esses anos me deram. Transitar bem na capital federal faz com que muitas portas se abram e o futuro de Roraima se garanta.

LV - Numa conjuntura em que as mulheres estão em alta no mundo executivo, cada vez mais galgando postos de poder, o senhor teme uma disputa ao governo com a senadora Ângela Portela, que deve entrar no jogo eleitoral com as bênçãos e a ajuda da presidente Dilma Rousseff?

CR - Não tenho temor pela Senadora e amiga Ângela Portela, tenho sim muito respeito e apreço. É um nome novo no cenário político roraimense, mas não posso esquecer o que o Governo de seu partido fez com nosso Estado. O PT olha para Roraima com total descaso e um verdadeiro desprestígio a um Estado que merece respeito como todos os outros Estados da Federação e isso podem ter certeza que lutarei pelo restabelecimento do respeito à dignidade do meu povo.

LV - Como o senhor pretende fomentar a ainda insipiente economia de Roraima para fazer o estado sair dessa condição de “pensionista” do Governo Federal?

CR - Trabalhando em prol do setor produtivo, ou melhor, dando à iniciativa privada a possibilidade de crescer e se desenvolver. Não posso mais admitir uma máquina tão pesada e que não consiga mais gerar novos postos de trabalho para a nossa juventude. Estou ciente que a revolução que acontecerá em Roraima vira da iniciativa privada e tenham certeza terá todo o apoio de nosso governo. Não canso de falar: a iniciativa privada será o carro chefe de nosso governo, quero aliados na busca do progresso de Roraima e não vou ignorar o potencial e competência de nossos empresários eles são peças chaves no novo momento de Roraima.
"O PT olha para Roraima com total descaso e um verdadeiro desprestígio a um Estado que merece respeito como todos os outros Estados da Federação e isso podem ter certeza que lutarei pelo restabelecimento do respeito à dignidade do meu povo".
LV – Quais serão as prioridades que a região sul de Roraima terá num eventual governo seu a partir de 2015?

CR - O que farei pelo Sul do Estado farei por toda Roraima. O Sul do Estado tem, sem dúvida alguma, potencialidades que serão transformadas em realidade. Precisamos transformar o sul do Estado em uma região produtora permanente de alimentos para abastecer Roraima e os mercados vizinhos. Em síntese, precisamos criar mecanismos de desenvolvimento de acordo com as peculiaridades de cada região. Obrigado.

NOTA DO EDITOR - A próxima entrevista a ser publicada será a da senadora e pré-candidata ao governo, Ângela Portela (PT).

Anchieta deixou uma herança maldita para Chico Rodrigues

By Luiz Valério → sábado, 10 de maio de 2014
 Por uma questão de lealdade, acredito, o governador Chico Rodrigues (PSB) não faz críticas contundentes em público ao seu antecessor, José de Anchieta (PSDB). Mas são muitos os abacaxis espinhosos que ele deixou na administração estadual.

Chico Rodrigues vai aos poucos revelando o tamanho do rombo. Um levantamento feito chegou a uma dívida de R$ 700 milhões de reais, o que inviabiliza, a princípio, qualquer novo investimento.

Essa questão da dívida já era algo público, pois eu mesmo já havia tratado dela no blog e os deputados de oposição tinham alardeado a sua gravidade na tribuna da Assembleia Legislativa.

Mas a dívida é apenas um dos problemas. A questão fundiária do estado, que deveria ter sido resolvida com o repasse das terras pela União, está enrolada. Virou caso de polícia.

O então diretor presidente do Instituto de Terras de Roraima, deputado Márcio Junqueira (DEM), conseguiu fazer uma lambança desmesuradas. Lotes imensos de terras foram repassados de forma totalmente suspeita para quem não tinha direito ou merecia.

Os documentos apreendidos pela Polícia Federal na sede do Iteraima (Instituto de Terras de Roraima) comprovam isso. E todas as cosias erradas feitas, tiveram a anuência de José de Anchieta, que agora quer ser candidato a senador por Roraima.

Isso entre tantas outras coisas que ainda vão aparecer quando a campanha eleitoral chegar ou quando os detentores de provas considerarem oportuno. Para o seu próprio bem, se quiser ser, de fato, um novo governo, se quiser fazer algo diferente, se não quiser ser comparado a Anchieta, Chico Rodrigues terá que começar a denunciar de forma contundente os desmandos que encontrou. Se calar, Chico Rodrigues será igualmente cúmplice das coisas erradas.

Ninguém acreditará em novo governo se não houver um rompimento ou, pelo menos, um esclarecimento honesto à população e denúncia aos órgãos de controle.

Se existem abacaxis a descascar, se existem dívidas e rombos, se existe um emaranhado de irregularidades no Iteraima, porque Chico Rodrigues vai calar. A menos que ele tenha algo a temer, caso as informações sejam reveladas.

Eu perguntei a Chico Rodrigues, numa entrevista para o Jornal Roraisul que está circulando nos municípios do sul de Roraima neste final de semana, se eram verdadeiros os comentários que tratam sobre um rompimento e afastamento entre Chico Rodrigues e José de Anchieta. Chico disse que não e tachou os comentários de fofocas mentirosas.

Na verdade, o melhor para Chico Rodrigues é que o rompimento com Anchieta fosse verdadeiro. Só assim, seria possível denunciar a herança maldita que recebeu sem constrangimentos. E ainda ficaria de bem com os eleitores. Mas Chico prefere a cumplicidade. Vai ter de pagar o ônus pela sua escolha.

Programa habitacional vira motivo de investigação na Câmara Municipal de Iracema

By Luiz Valério → quinta-feira, 8 de maio de 2014
Um projeto de construção de 170 casas populares em Iracema acabou virando motivo para investigação de uma comissão parlamentar, que foi criada para essa finalidade. É que pessoas começaram a procurar os vereadores para pedir prioridade nas inscrições e surgiram comentários de que alguns moradores teriam recebido visitas de um suposto emissário do programa habitacional, fazendo inscrições em domicílio, na calada da noite.

Por outro lado, populares formaram fila em frente à prefeitura com o objetivo de se inscrever na lista de pessoas a serem contempladas com as moradias, antes mesmo do prazo de inscrições começar.

Tudo isso levou a Câmara Municipal a criar uma comissão especial, presidida pelo vereador Francisco das Chagas (PSDC), mais conhecido como Kiko, que terá a missão de esclarecer a polêmica.

“A situação é bastante delicada. Nós participamos de reuniões em que ficou claro que seriam a Prefeitura de Iracema e uma associação que tem sede em Boa Vista, quem iria cuidar das inscrições e construção dessas casas. No entanto, infelizmente, aconteceram esses fatos”, afirma.

Os vereadores que foram procurados por populares esclarecer para a comunidade que nenhum vereador tem o poder de dar casas para ninguém. “O que nós queremos é que as pessoas que realmente precisam sejam beneficiadas, mas nós, vereadores, não temos casa para dar”, assegura.

Francisco das Chagas, que faz parte da bancada de apoio ao prefeito Harison Pedrosa Nakayama (PR), diz que o gestor demonstrou a preocupação de que as inscrições para distribuir as casas beneficiem aquelas pessoas que realmente necessitam.

“Mas surgiram denúncias de beneficiamento e pessoa nos procurando para nos pedir que as inscrevam e essa não é a nossa responsabilidade. Essas casas serão construídas com verba federal e a prefeitura é quem se encarrega de cadastrar as pessoas interessadas. Por isso, foi criada essa comissão para esclarecer toda essa situação. Queremos mostrar que tudo será feito de forma transparente”, disse.

O presidente da Câmara Municipal de Iracema, Antônio Marco Brito Nascimento, afirma que a criação da comissão especial vai tratar o assunto de forma transparente para sanar todas as dúvidas que permeiam a questão das casas.

“Nós tivemos a iniciativa que criar a comissão para acompanhar a execução do programa de construção de moradias, devido aos inúmeros questionamentos que partem da comunidade. Nós queremos dar uma resposta à sociedade porque não nos cabe dar casa a quem quer que seja. Quem vai cuidar de cadastrar e rastrear quem são as pessoas que têm o perfil do programa é a prefeitura”, afirma o vereador.

Antônio Marco observa que devido a outros programas habitacionais que já foram executados em Iracema e que não beneficiaram as pessoas que realmente necessitavam de moradia, surgiu essa insegurança quanto à execução dessa nova investida, que é feita em parceria com a Associa do Bairro Santa Luzia, da capital Boa Vista.

“As pessoas querem saber de que forma ele vai ser executado, se as inscrições serão direcionadas, se as pessoas que precisam de verdade de moradia serão beneficiadas. A comissão criada na Câmara Municipal vai passar tudo isso a limpo”, garante.
Vereador Nilson diz que criação de comissãopara investigar programa tem cunho político 

O vereador Nilson Vieira (PPS) é um dos entusiastas do programa habitacional, que, segundo ele, vai beneficiar 170 famílias carentes de Iracema com casas do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Foi Nilson quem manteve contato com a Associação do Bairro Santa Luzia, de Boa Vista, para possibilitar o convênio entre a entidade e a Prefeitura de Iracema.

O parlamentar diz que os questionamento dos seus colegas vereadores não passa de perseguição política, pois “eles gostariam que eu tivesse colocado o programa nas suas mãos”.

Nilson Vieira nega que tenham sido feitas inscrições na calada da noite. Segundo Nilson, as inscrições só poderão ser feitas depois que a comissão especial criada na Câmara Municipal encerrar seus trabalhos.

“Por enquanto está tudo parado. Não existe essa história de inscrição na calada da noite. Sabe o que é isso? É perseguição política”, diz Nilson Vieira, reafirmado que a iniciativa é direcionada para famílias de baixa renda.

O vereador afirma que o programa habitacional está calcado na mais absoluta lisura e que somente as pessoas necessitadas serão beneficiadas com a entrega das casas. Nilson também garantiu que o município tem instrumentos que garantem a lisura das inscrições de modo a não permitir que haja direcionamento nas inscrições.

Atuação de deputados estaduais de Roraima é avaliada como ruim ou péssima, segundo pesquisa

By Luiz Valério →
Pesquisa para consumo interno encomendada por deputados estaduais aponta que os parlamentares mais atuantes são Mecias de Jesus (PRB) e Soldado Sampaio (PC do B). Em terceiro lugar vem Chico Guerra (PROS) e Aurelina Medeiros (PSDB). Dos 24 deputados, o Coronel Gerson Chagas (PRTB) é o último da lista. Foram ouvidas 1.569 pessoas no período de 1 a 9 de abril.

Entre os deputados federais, Luciano Castro (PR) é o mais atuante, segundo a pesquisa. Em segundo vem Johnathan de Jesus (PRB). Na sequência aparecem Raul Lima (PP), Paulo César Quartiero (DEM) e Édio Lopes (PMDB). Márcio Junqueira é o último colocado entre os federais.

Quanto aos senadores, pela ordem aaparecem Romero Jucá (PMDB), Ângela Portela (PT) e Mozarildo Cavalcanti (PTB). Dois pontos chamaram a minha atenção na pesquisa. 1) 1.252 pessoas disseram que o desempenho dos deputados estaduais é ruim ou péssimo; apenas 220 responderam que o desempenho é bom. 2) 748 pessoas (49,9%) não souberam avaliar o desempenho dos parlamentares. Ou seja, grande parte das pessoas não acompanha a atuação dos parlamentares; dos que acompanham, a maioria reprova.

Observação extra: Mecias de Jesus e seu filho Johnathan de Jesus aparecem nas primeiras colocações tanto no âmbito estadual quanto no federal. Porque será?