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Mesmo no caos a saída é na política

By Lucion Oliveira → domingo, 28 de agosto de 2016
O caos para uma nova ordem, fim da transição do processo democrático brasileiro, os atores e agentes públicos se atiraram na mesma vala, o povo e seus emissários submergiram na falência das suas aspirações, flagrante carência de representatividade; um período de pós-consumo; resta-nos, agora, catalépticos em senso comum, um estado letal, muito mais desprovido de assertivas criticas do que os alienados do capital esmagador no domínio Norte Americano nas Américas Central e Latina, durante os regimes totalitários das décadas de 60 a 80 do século passado. Mais danoso do que a explosão neoliberal que tentou tirar o controle politico e social das nações entregando à volatilidade financeira e a transnaciolização do capital. O Estado e o povo destituídos de ascensão e faculdade.
Transpira pela mídia a perda da moral e da referencia dos conceitos de valores, adoecidos por atos historicamente reiterados de poder, dominação e dinheiro, as leis não nos agasalham com segurança, a segurança posta a xeque em todas as direções, desde o martírio de jovens negros, gays, mulheres, adolescentes lançados à fatalidade das drogas e da bestialização do entretenimento, carregado de um cavo cultural e artístico ao esvaziamento dos cofres públicos dos solos do mar às copas das árvores, da moradia ao esparadrapo, da folha de papel às sondas petrolíferas da negociata por cargos às chantagens politiqueiras, e o honesto cidadão que sonega, estaciona a faixa de pedestre, fura filas em hospitais, além das fortes e armadas corporações marginais com núcleos muitas vezes nas esferas policiais.
As artimanhas das cúpulas esmerando postos por todas e quaisquer sortes e vias. A mídia em todas as dimensões e grandeza, intrinsicamente ligada aos mesmos agentes e grupos numa guerra de tanques e caças contra os estilingues das ruas, reféns e algemadas por discursos, sofismas e factoides de todos os lados e bandas. Manchetes são cada vez mais valiosas, a busca e a investigação seja em que ordem for, passou a ter crivo se pertencer a operações e fases, mesmo que milionários sejam indiciados ou detidos com seus ilustres e caros advogados e dilações, enquanto viciados são expostos nas páginas e blogs, com seus nomes e identidades invadidas.
Estamos cada vez mais conectados, as pessoas se encontram mais facilmente em emulação do que em conversas e debates; dialéticos embates quase não ocorrem nem mesmo em mesa de bar. Os aplicativos e grupos numa mundialização de prazeres e pouca humanização, retratam o que inspiram as redes sociais, que se misturam ao fundamentalismo, a xenofobismo, homofobia, vendas e consumos autoafirmação do prato que comeu ou o tamanho do espelho, até mesmo como agenda do dia-a-dia. E por vezes “paixões”. A democratização da felicidade em pequenos posts...
Uma polissemia de partidos que mais parecem sopinhas de letras e “Ps”, retratam, Brasília, Brasil, Cariri, Crato; parecem diferentes, mas, não é mera coincidência, a letargia no processo de saídas reais para uma nova era ainda campeia pelo caos. Há uma luz no fundo do universo, sobretudo, na causa e efeito, após a bagunça uma nova ordem. Às portas das eleições municipais, o país sem presidência, com um congresso amorfo e um judiciário aquartelado, sob o olhar e imposição midiática. A inversão da autoridade jurídica, rompendo ganhos imprescindíveis para o futuro da pátria: o resguardo total e irrestrito da Carta Magna.
O único pensamento, hoje, em nossa sociedade, politicamente falando, o normativo é o roubo, Então, como pensar tal sociedade sem esse pensamento e poder ter a cura a essa patologia, normatizando novas conveniências? A sociedade pôs-se em coma para abstrair a sua responsabilidade pela doença social e politica, um misto de inercia e hipocrisia.
Mas, há saída, e, está na politica, novos líderes devem ser constituídos, uma oportunidade para as políticas públicas, para o povo que precisa se reinventar a cada dia... Não somos mais o cratinho de açúcar, nem a terra do futebol e do samba, somos uma nação de pessoas que precisa fazer valer sua identidade, tomando para si a responsabilidade de ver sua gente capaz de enfrentar as adversidades de cabeça erguida e cidadania plena. É na politica e na consolidação democrática que o novo pode surgir, compreendendo, e, sem desprezar o caos como referência reflexiva, assim sem incorporar a Phoenix lançar mão de originais e bons líderes, reafirmando que somos sim; capazes de nos enxergarmos um no outro.
Sergio Ribeiro Bastos
Professor


Começou o discurso no rádio

By Lucion Oliveira → sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Começou nesta sexta o programa eleitoral gratuito no rádio. O primeiro foi veiculado às 7 horas da manhã e o segundo será logo mais às 12 horas. Neste ano o horário foi resumido para dez minutos. Anteriormente era de 30 minutos cada programa.
Na cidade do Crato, dos quatro candidatos somente dois tiveram programas: Cacá Araújo – PC do B e Samuel Araripe – PSDB.  José Ailton e Valberto do Serrano, respectivamente, candidatos a prefeito pelo PP e PT do B não enviaram seus programas para a emissora geradora.
 O candidato tucano Samuel Araripe foi o que teve maior tempo de divulgação por conta de possuir o maior número de representantes na Câmara Federal e de ter conseguindo se coligar com vários partidos.  O comunista Cacá Araújo ficou com tempo restrito.
O programa de Samuel Araripe teve início com críticas à atual administração, relatando denúncias veiculadas na imprensa ao longo do governo Ronaldo Gomes de Matos, entre elas, problemas na merenda escolar, transporte escolar, saúde e a ação do Ministério Público que ocupou a sede da Prefeitura com a Polícia Militar no primeiro semestre de 2015.
Noutra parte, fez menções à experiência do candidato para administrar a cidade dizendo que o mesmo tem capacidade para resolver os atuais problemas de ordem administrativa.
Com pouco tempo para apresentar propostas, Cacá Araújo fez uma convocação para a população participar de um ato público que será promovido pela sua candidatura na manhã deste sábado na área central da cidade do Crato.  Afirmou que a caminhada será contra o retrocesso e contra o que classificou de “continuidade da corrupção” na cidade do Crato.

Como afirmamos, os candidatos Valberto do Serrano e Zé Ailton não apresentaram seus programas. 

A diferença entre voto branco x voto nulo

By Lucion Oliveira → quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Voto branco x voto nulo: saiba a diferença
Apesar de o voto no Brasil ser obrigatório, o eleitor, de acordo com a legislação vigente, é livre para escolher o seu candidato ou não escolher candidato algum. Ou seja: o cidadão é obrigado a comparecer ao local de votação, ou a justificar sua ausência, mas pode optar por votar em branco ou anular o seu voto.
Mas qual é a diferença entre o voto em branco e o voto nulo?

Voto em branco
De acordo com o Glossário Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Antes do aparecimento da urna eletrônica, para votar em branco bastava não assinalar a cédula de votação, deixando-a em branco. Hoje em dia, para votar em branco é necessário que o eleitor pressione a tecla “branco” na urna e, em seguida, a tecla “confirma”.

Voto nulo
O TSE considera como voto nulo aquele em que o eleitor manifesta sua vontade de anular o voto. Para votar nulo, o eleitor precisa digitar um número de candidato inexistente, como por exemplo, “00”, e depois a tecla “confirma”.
Antigamente como o voto branco era considerado válido (isto é, era contabilizado e dado para o candidato vencedor), ele era tido como um voto de conformismo, na qual o eleitor se mostrava satisfeito com o candidato que vencesse as eleições, enquanto que o voto nulo (considerado inválido pela Justiça Eleitoral) era tido como um voto de protesto contra os candidatos ou contra a classe política em geral.

Votos válidos
Atualmente, vigora no pleito eleitoral o princípio da maioria absoluta de votos válidos, conforme a Constituição Federal e a Lei das Eleições. Este princípio considera apenas os votos válidos, que são os votos nominais e os de legenda, para os cálculos eleitorais, desconsiderando os votos em branco e os nulos.
A contagem dos votos de uma eleição está prevista na Constituição Federal de 1988 que diz: "é eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos, excluídos os brancos e os nulos". 
Ou seja, os votos em branco e os nulos simplesmente não são contados. Por isso, apesar do mito, mesmo quando mais da metade dos votos forem nulos, não é possível cancelar uma eleição.
Como é possível notar, os votos nulos e brancos acabam constituindo apenas um direito de manifestação de descontentamento do eleitor, não tendo qualquer outra serventia para o pleito eleitoral, do ponto de vista das eleições majoritárias (eleições para presidente, governador e senador), em que o eleito é o candidato que obtiver a maioria simples (o maior número dos votos apurados) ou absoluta dos votos (mais da metade dos votos apurados, excluídos os votos em branco e os nulos).

Com informações do TSE 

Fique atento!

By Lucion Oliveira →
Dia dois de outubro tem eleição. Vamos escolher prefeitos e vereadores. Fiquemos atentos às propostas dos candidatos, se são exequíveis ou não. Façamos como Patativa do Assaré no poema intitulado Eu quero. Nele, o bravo sertanejo traduz os desejos e a desconfiança do eleitor.
"Quero um chefe brasileiro/ Fiel, firme e justiceiro/ Capaz de nos proteger,/ Que do campo até a rua/ O povo todo possua/ O direito de viver.
Quero paz e liberdade,/ Sossego e fraternidade/ Na nossa pátria natal/ Desde a idade ao deserto,/ Quero o operário liberto/ Da exploração patronal.
Quero ver do Sul ao Norte/ O nosso caboclo forte/ Trocar a casa de palha/ Por confortável guarida,/ Quero a terra dividida/ Pra quem nela trabalha.
Eu quero o agregado isento/ Do terrível sofrimento/ Do maldito cativeiro,/ Quero ver o meu país/ Rico, ditoso e feliz,/ Livre do julgo estrangeiro.
A bem do nosso progresso,/ Quero o apoio do Congresso/ Sobre uma reforma agrária/ Que venha por sua vez/ Libertar o camponês/ Da situação precária.
Finalmente, meus senhores,/ Quero ouvir entre os primores/ Debaixo do sol anil,/ As mais sonoras notas/ Dos cantos dos patriotas/ Cantando a paz do Brasil.”

Patativa do Assaré