Leandro Pereira (23,2%) e Socorro Guerra (20,26%) são os prefeitos com pior avaliação no Sul de Roraima

By Luiz Valério segunda-feira, 25 de setembro de 2017
A pesquisa INOPE mostra que os prefeitos das maiores cidades do Sul de Roraima tem baixa avaliação positiva da sua gestão - Imagem: Reprodução Pesquisa Inope
Os prefeitos que assumiram o cargo em primeiro de janeiro de 2017 começam a sentir o peso da responsabilidade sobre as costas e os efeitos da incapacidade de atender as promessas de campanha, devido aos parcos recursos disponíveis. Pesquisa feita pelo Instituto Norte de Pesquisas (INOPE), que ouviu 1.716 nos 15 municípios de Roraima, mostra que são poucos os prefeitos bem avaliados no interior roraimense. Só a prefeita da Capital, Teresa Surita (PMDB), experimenta uma aprovação acima da média. Teresa tem 66,28% de avaliação positiva. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 29 de agosto.

No interior, o prefeito melhor avaliado é Dedel, de Uiramutã, com 58,6% de avaliação positiva. O pior avaliado é o gestor de Normandia, Gute Brasil, com 15,15%. Na região Sul de Roraima, os prefeitos Leandro Pereira, de Rorainópolis, com 23,26% de aprovação, e Socorro Guerra, de Caracaraí, com 29,62% são os que tiveram pior avaliação na pesquisa INOPE.

Conversando com pessoas desses municípios, a percepção é a de que esses prefeitos ainda não entregaram o que prometeram durante a campanha. Rorainópolis, por exemplo, está uma cidade suja e esburacada. A Cidade Porto também não tem recebido o tratamento merecido por seus moradores.

Eleito prefeito de Caroebe com folga, tendo recebido 45,89% dos votos válidos, Argilson Martins caiu bastante no conceito dos munícipes. Hoje o gestor tucano tem apenas 37,49% de aprovação. Em melhor situação estão Nega do Édio, de Mucajaí (56,80%), Jairo Ribeiro, de Iracema (53,56%) e Pedro Henrique Machado, de Alto Alegre (40,37%). James Batista, de São Luiz, tem 32,13% de aprovação. Nada muito diferente dos 38,31% do total de votos que obteve nas eleições do ano passado. Marcelo Jorge, de São João da Baliza, também caiu no conceito dos eleitores e agora conta com apenas 29,62% de avaliação positiva. Ele foi eleito com 32,04% dos votos válidos.

Levando-se em conta que se passaram apenas oito meses da administração desses gestores, percebe-se que os munícipes se mostram mais impacientes e não estão muito dispostos a esperar muito tempo por resultados positivos. Eles escolheram novos nomes para administrar as cidades onde vivem por almejar mudanças profundas na forma de administrar.

O problema é que acabaram colocando no poder mais do mesmo por pura falta de alternativa ou por não apostar em nomes de pessoas que debutavam em campanhas, campanhas eleitorais, como a executiva da iniciativa privada, Luiza Maura, que se apresentou como candidata à prefeita de Baliza e terminou o pleito em segundo lugar com 30,64% dos votos válidos.

Os baixos índices de avaliação positiva dos gestores deixa claro que os eleitores estão mais exigentes e intolerantes à incapacidade administrativa dos seus representantes. Quem se elegeu prometendo a solução para todos os problemas do município vai ter que rebolar para dar respostas à sociedade. Do contrário, a tendência é que numa próxima pesquisa essa avaliação seja ainda mais baixa.

Para driblar a falta de recursos, os gestores interioranos precisam ser criativos e sair em busca de formas alternativas de parcerias para resolver os problemas mais urgentes da população. Uma coisa essa pesquisa desnuda: os eleitores já não estão mais dispostos a esperar muito tempo por respostas para os seus problemas.
Luiz Valério

Sou Jornalista e blogueiro. Há 20 anos cubro o mundo político, boa parte desse tempo escrevendo em blogs na Web. Moro em Roraima há 15 anos. Já desenvolvi vários projetos na área do jornalismo. Apaixonado por tecnologia, tenho especialização na Área. Agora nos encontramos por aqui.

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