Roraima faz parte da rota de contrabando do mercúrio que abastece os garimpos ilegais

A garimpagem ilegal em terras indígenas é um dos problemas que mais afetam a imagem de Roraima internacionalmente. Organizações de defesa dos povos indígenas e do meio ambiente acusam a poluição dos rios com mercúrio, o que significa o espalhamento de doenças entre os índios.

Informações chegadas a este Blog indicam que muitas pessoas de Roraima tem procurado tratamento contra o câncer em Manaus. O diagnóstico, geralmente, aponta como causa a ingestão de mercúrio em alta quantidade.

No último domingo, o programa jornalístico Fantástico, da Rede Globo, mostrou que Roraima faz parte da rota de contrabando de mercúrio. O produto entra no Brasil ilegalmente em grande quantidade pela fronteira Bonfim/Lethem a partir de Georgetown, na Guiana.

A “prata líquida” ou o “azougue”, como também é chamado o mercúrio, é vendido abertamente nas cidades fronteiriças do Brasil com a Venezuela, a Guiana e a Bolívia. O uso de mercúrio de forma indiscriminada coloca em risco tanto a saúde dos índios quanto dos garimpeiros e das populações que vivem no entorno dos garimpos.

Aqui em Roraima, rios como o Mucajaí, Uraicoera e Tacutu já têm suas águas contaminadas pelo Mercúrio, o que coloca em risco a saúde das populações que dependem dessa mananciais para consumo ou irrigação das lavouras.

O mercúrio é altamente cancerígeno e dado o seu uso sem os devidos cuidados, está poluindo os rios da região, além de poluir também a terra onde os garimpos estão instalados. Resta claro que as autoridades locais precisam investigar a rota do mercúrio desnudada pela reportagem do Fantástico.

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