Yonny Pedroso, a deputada que se considera ‘Top 10’ e “boa de mais”, quer ce

A deputada Yonny Pedroso (SD), investigada na Operação Zaragata por suspeita de integrar organização que desviou recursos do transporte escolar em Roraima, acionou a Justiça para retirar conteúdos de portais de notícias que veicularam o envolvimento dela.

O documento obtido com exclusividade pelo Roraima em Tempo mostra que a parlamentar acusa a imprensa nacional e roraimense de ser “sensacionalista”, por noticiar a desarticulação do esquema, em dezembro de 2018.

Segundo a Polícia Federal (PF), foram desviados cerca de R$ 50 milhões da Secretaria de Educação e Desporto (Seed), para beneficiar a campanha de Yonny ao cargo na Assembleia Legislativa. Ele foi eleita com 5.872 votos, a terceira mais bem votada.

Para a deputada, os conteúdos publicados causaram e ainda causam humilhação e situação embaraçosa e vexatória para ela. “A remoção do conteúdo publicado é sumariamente desatendida, gerando ainda mais notícias sobre um assunto que deve ser esquecido”, escreveu.

Foi apresentada à Justiça uma lista com 34 links de notícias jornalísticas publicadas sobre a prisão da deputada, os desdobramentos da operação policial e a cassação do mandato dela em abril deste ano.

Entre os veículos de comunicação que podem ter os endereços eletrônicos removidos estão:

  1. Roraima em Tempo

  2. G1 RR

  3. Blog do Expedito Peronnico

  4. Empresa Brasil de Comunicação (EBC)

  5. Roraima Hoje

  6. Roraima 1

  7. Estado de São Paulo

  8. Ministério Público Federal (MPF)

  9. Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR).

Diante de um cenário de falsas informações e acusações, está sendo vítima de brutal propagação de inverdades e notícias sem fundamento e veracidade, e diante de todas as informações que foram expostas referentes à sua honra e reputação sofre em demasia com a propagação destas”, assegurou a defesa.

Yonny reivindica direito ao esquecimento

Como justificativa, a parlamentar afirmou que tem direito ao esquecimento pelo desejo de que qualquer fato relacionado à corrupção ou desvio de dinheiro seja apagado, uma vez que ainda não houve condenação. O processo tramita na Justiça Federal de Roraima.

Esse direito, de acordo com ela, estaria resguardado por ser figura pública e as notícias prejudicam a função de deputada. “O efeito em sua vida foi devastador. Jornalistas e pessoas que se dizem jornalistas aproveitam de notícias antigas para requentar matérias quando não mais possuem assuntos a publicarem, ferindo o princípio constitucional da presunção da inocência”, disse.

“Como mensurar o dano de reportagens em que a situação publicada é mentira e desabona a conduta de uma profissional ilibada? O prejuízo já foi causado de forma irreversível, devendo, portanto, qualquer vinculação as referidas notícias serem apagadas, pois ferem ferozmente a honra e a dignidade da autora”, argumentou.

Ela quer ter ditar o que a imprensa pode publicar

Yonny garantiu que a imprensa não tem autorização para usar imagem nas notícias, mesmo sendo deputada. Com isso, pediu ainda que o processo para remoção dos conteúdos tramitasse em sigilo, pois não caracteriza interesse público.

“A autora é uma pessoa pública, que questiona condutas abusivas e ilícitas de políticos, administradores, empresários e precisa manter o seu bom nome, integridade, comprometimento profissional e ética, portanto a veiculação das referidas notícias falsas causa prejuízo irreparável e estas vêm sendo utilizadas para denegrir a imagem profissional”, frisou.

Yonny afirmou que a demora na retirada dos conteúdos causaria em danos maiores, afetando o ânimo psíquico e moral. Além de remover os links e dificultar a associação do nome dela ao caso de corrupção na busca de ferramentas do Google, solicitou que fosse aplicada multa diária no caso de descumprimento.

Pedido inclui sites do MPF e do TRE Roraima

Procurada, a defesa de Yonny Pedroso afirmou que a parlamentar “está tão somente exercendo seu direito de recorrer à Justiça como qualquer cidadão brasileiro”.

O Ministério Público Federal informou que só se manifesta sobre atuação específica do órgão e se houver decisão judicial será acatada. Já o Tribunal Regional Eleitoral disse que não foi oficiado sobre o processo.

Crédito: este conteúdo é do Jornal Roraima em Tempo. Na edição foram alterados o título original e os intertítulos

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